segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Para estes dias

Espero o momento em que Portugal veja o sol nascer à meia-noite. Sem espanto. Por aqui, nesta latitude e com foco nesta longitude, está tudo do avesso.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Poetas de rua

"Quando a gente quer ver, a gente também se prepara ao jeito de ver"

terça-feira, 6 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

sábado, 29 de março de 2014

Para um dia de sol

Para a paz da manhã que brilha lá fora, estes sons que trazem calma às primeiras horas do dia.


quinta-feira, 27 de março de 2014

terça-feira, 25 de março de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Quando vier a Primavera

E veio. Hoje, antes do habitual, às 16h57. No momento em que o Sol cruzou o equador celeste.
E, como tudo no Universo se equilibra, a noite de hoje será igual ao dia de amanhã. E o Inverno acabou.
Venha o sol.

terça-feira, 18 de março de 2014

Hoje está de poesia


Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele,
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai, Lurdes, que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,

Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte, nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo,
Ai Lurdes, Lurdes, fica comigo.
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes, nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes, que fico só,
Aqui, sozinho, a apodrecer.
Ai Lurdes, Lurdes, que vou morrer…





 António Lobo Antunes, Sátira aos homens quando estão com gripe,