segunda-feira, 6 de abril de 2009

Poesia de Ambulatório

A habitual arrogância bem-pensante tem o hábito de olhar de soslaio para a criatividade com que alguns de nós usam a língua portuguesa. Eu, pelo contrário, prefiro enaltecer-lhes a capacidade poética e o sentido encantatório e enfático com que manipulam palavras e frases. Novos significados e realidades semânticas são desenvolvidos todos os dias. A língua é isso: um organismo vivo.
E a realidade é simplesmente maravilhosa!

Um senhor com dores no braço na urgência:
o médico - doi-lhe o braço?;
o doente - dói, dói, sr. dr... e pior do que isso... é que aleija!

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