As primeiras sensações foram de algum embaraço e apreensão, procurando identificar o modo de uso do espaço. Com o passar de algum tempo, as coisas surgem com mais naturalidade. Caminhando em redor do edifício por entre os seus espaços, contornando os apoios que tocam o chão, lançando o olhar para lá das perfurações que rasgam o volume desde o céu até aos passos que cadenciadamente se movem, começa um tactear que tudo revela. Os espaços imensos precisarão de gente, muita gente. A pouca ocupação humana permite perceber o quão insuficiente ainda é. O mistério apesar de tudo, vai acontecendo e faz desejar um regresso noutras circunstâncias. Com pessoas. Muitas.
Fórum 2004; Herzog & de Meuron; Barcelona.

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