Novo pacote legislativo. Anunciada a intenção de promover a recuperação das cidades não só no refere ao edificado, mas abrangendo, também, os espaços públicos. Espera-se uma importante mudança de mentalidades, já que muita da degradação dos espaços urbanos não se deve a falta de instrumentos legais ou de dinheiro, mas a puro desleixo ou falta de gosto.
Coimbra é um bom caso de estudo, com imensos exemplos de falta de actuação injustificada, de desperdício de dinheiros públicos ou de falta de cuidado: ajardinamento de rotundas e de canteiros de reduzida dimensão?... rotundas de gosto e geometria duvidosos, para mais desnecesárias?... canteiros de 10 m2 em separadores ao abandono em espaços nobres da cidade?... construção de baías de estacionamento à pressa e sem articulação com os espaços onde se inserem?... outdoors das europeias a ocultar os Arcos do Jardim?... ''tendas'' regularmente montadas na Praça da República?... falta de passeios e alcatrão a bater nas paredes no edificado em algumas ruas em importantes zonas da cidade?... placas de indicação de curva e rails no interior do espaço urbano?... intervenções em ruas declaradamente sem projecto?... prioridade ao automóvel, sem qualquer tipo de consideração pelo peão e pelos espaços de e para a cidadania?... Podem parecer exemplos escolhidos a dedo mas são generalizados o suficiente para indicar um modo de pensar a cidade (ou de não o fazer). A lista, com efeito, é imensa e reveladora- de obras mal pensadas, desarticuladas, de desperdício e de falta de gosto, ou de falta de actuação com medidas que exigiriam muito poucos meios - e só uma completa revolução pode modificar o estado a que se chegou. Esperemos que, de facto, chegue. Tanto mais que, em Coimbra, o efeito Expo98 não se fez de todo sentir. Nem levemente.
terça-feira, 16 de junho de 2009
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