quarta-feira, 19 de março de 2008

Formação perfeita na Arrifana













Não, o tamanho não importa. Esta imagem da Arrifana, encontrada algures na net, é disso prova inequívoca.

terça-feira, 18 de março de 2008

Biblioteca Nacional

As bibliotecas são lugares fantásticos. É espantosa a atmosfera que se vive a partir da sala do catálogo até à sala de leitura. A calma e o silêncio que separam do mundo exterior são o que mais fascinam nestes edifícios. Parece que de facto se estabelece uma suspensão no tempo e um corte com a vida que temos ''lá fora''. O nível sonoro não é um ponto forte na Sala de Leitura da Biblioteca Nacional (fortemente condicionado pela constante passagem de aviões), ainda assim, dá vontade de entrar e permanecer. A luz velada ajuda a superar o que a rota de aproximação ao aeroporto perturba. Podia elogiar a qualidade do desenho do mobiliário, a nobreza da imagem e ambiente dos espaços internos, a perenidade do seu desenho ou a robustez com que tem resistido ao passar dos anos, mas isso são coisas do passado, quando a política de obras publicas não se costumava enganar ou enveredar por vias mais incultas ou pelo facilitismo. Não é novidade. Costumava ser assim. Já se sabe. Surpreendente é a forma como são realizados os pedidos de consulta de leitura a partir da sala do catálogo e dos computadores onde se faz pesquisa da base de dados dos fundos depositados na biblioteca. No novo sistema de pedidos on-line, o primeiro passo consiste na escolha de lugar, com um simples clique de rato, depois de realizado o login. Seguidamente, durante a pesquisa, acto contínuo, é só clicar num campo que está associado à listagem das obras pesquisadas, e aquela(s) que for(em) escolhida(s) passa(m) do ecrã para processamento directo pelos funcionários, nos depósitos. Quando chegamos ao nosso lugar, previamente escolhido, já parte das obras a consultar se encontram sobre a secretária. Até parece de país civilizado. O horário também. Depois de meses metido em sítios com horários estranhos, encontrar uma biblioteca aberta até às 19h30 é o mesmo que a imagem de um oásis num deserto. Que país de contradições, capaz do mais insólito e destes nichos de excelência. Mas desta vez está bem, bastante bem.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Festival de Blues em Coimbra

Para me redimir do mal que digo, um elogio à edição deste ano do festival Coimbra em Blues que se realizou este final de semana. Numa cidade que parece estar um pouco letárgica, iniciativas como esta contribuem decisivamente para a por no mapa. A direcçao musical de Paulo Furtado só pode estar de parabéns.

O último dia contou com a presença de Ruby Ann (como coninbricense só podia mesmo cantar bem!) e, claro, com a do magistral Super Chikan. Grande concerto. O Gil Vicente animado como nunca o tinha visto.
Ambos para descobrir no youtube. Imperdível.

€ 0,30 a fotocópia

De novo na rotina de ''investigador''. Enquanto tento perceber exactamente o que vem a ser esta mais ou menos profissão/ocupação/trabalho, vou tentando deixar, para trás, plantas de localização e a várias cotas, detalhes de fachadas e de vãos a escalas e com definição várias, esquemas de pintura e de localização de pontos de iluminação, pormenores de arranjos exteriores e um sem número de folhas e de impressões em formato XL. Mais uma pausa, um afastamento muito temporário, sem grande quebra, até porque as obras não darão, felizmente, tréguas, requerendo a minha presença na alternância entre alguns problemas para resolver, verdadeiras catástrofes e um normal desnvolvimento. Enquanto tento concentração e penso na estrutura do texto que é suposto escrever ao longo dos próximos anos, vou testanto a minha capacidade para bater as teclas, o que me dará enorme jeito nos próximos tempos e enquanto não conseguir deixar o Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas. Depois das 1600 fotocópias que acumulei graças ao acervo do Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento urbano, eis-me a pensar em poupar papel e, consequentemente, a assumir uma veia ecologista e a salvar umas quantas árvores de um abate mais do que certo. É que isto de fazer capitular uns quantos eucaliptos com a cópia a € 0,03 não é tarefa heróica. Ningém deverá ser lembrado por essa coisa de meninos. No MOP, sim! Aí a coisa é a sério. Talvez um pouco surpreendente, ainda assim. Dizem os nossos responsáveis políticos e decisores que a aposta agora é na qualificação e na investigação. Há um ano ou dois, inclusivamente, o Sr. Primeiro Ministro fez atrasar o resultado das candidaturas às bolsas da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, depois de ter anunciado, na Assembleia da República, o seu reforço em € 20 000 000,00. A experiência parece querer dizer-me outra coisa. Apesar de ter sido um dos felizes contemplados não encontro um cenário assim tão coerente. Maldade minha, porque na verdade o MOP é coisa séria. De um país que não vê a investigação como coisa de pelintra. Mais nada! A tabela de preços que ali vigora é a do Arquivo Nacional da Torre do Tombo! Nada de brincadeiras!

Mas que se pague € 0,30 por uma fotocópia na na Torre do Tombo, eu percebo, já que desincentiva a reprodução de documentos raros e garante a sua preservação . Mas parece-me um claro excesso ter que me ver confrontado com um custo semelhante para obter a cópia de uma vulgar fotocópia e nem sempre de boa qualidade. Mais uma falácia do nosso Estado. Já não se trata de preservação dos originais, que estão a salvo e bem guardados, mas do financiamento dos serviços públicos, lamentavelmente por vias que entram em clara contradição com as políticas definidas e com a utilidade dos impostos que nós, utilizadores/pagadores/financiadores e contribuintes temos que entregar à fazenda pública.

Só mais um pormenor: a digitalização de documentos tem o preço unitário de € 0,15, no Arquivo Histórico do MOP. Mas infelizmente o digitalizador tem estado persistentemente avariado.

segunda-feira, 10 de março de 2008

sexta-feira, 7 de março de 2008

Estranho critério

A ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, confirmou ontem o empenho deste governo na avaliação por objectivos e mérito, dos professores. Não deixa de ser insólito, tendo em conta que a avaliação dos discentes deixou de ser uma prioridade. A passagem de ano, cada vez mais facilitada (mesmo no caso de um aluno faltoso), e a indisciplina generalizada, facilitada pelo esvaziamento de autoridade da escola e dos professores, não apontam para a definição de objectivos e mérito que os alunos tenham que cumprir e demonstar. É realmente estranha a falta de coerência e, sobretudo, e impossibilidade da medida, tendo em conta o mínimo de rigor e objectividade. Como se pode avaliar os professores, se os alunos não têm o seu desempenho devidamente apreciado? Neste contexto de indisciplina generalizada e em que não se consegue ensinar nada a ninguém, como é que os professores podem ser avaliados? Num quadro em que a escola deixou de ser valorizada pela sociedade, correspondendo muito mais a um depósito onde os paizinhos largam os filhos durante o dia, como é que se pode querer apreciar o desempenho de quem quer que seja, pelo menos numa base séria?
A ideia da avaliação é boa, mas deste modo parece que está tudo a começar pelo fim. Melhor seria começar por devolver o rigor e a dignidade ao sistema de ensino.
Mas claro que a acusação de falta de rigor é injusta. A visita da polícia a escolas, no quadro da manifestação de professores em Lisboa, demonstra um rigor assinalável para a rigorosa regulação do trânsito na capital, onde será rigorosamente acautelada a segurança dos manifestantes. Muito bem!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Caro Raúl

Fiquei realmente convencido com a tua argumentação. Temos de sugerir ao presidente da Comissão, já que é nosso patrício, para que, o mais depressa possível, proponha o alargamento da União Europeia. Mas não à Turquia (esses têm indicadores melhores do que Portugal). A misereráveis ainda mais ignorantes e brutos do que nós. Sei que vai ser difícil encontrar; não esqueço isso. Mas o homem é habilidoso. No fim de contas conseguiu os acordos de paz de Bicesse. É certo que foi sol de pouca dura e não muito tempo depois O José (o Eduardo) e o Jonas já andavam ao estalo outra vez. De qualquer forma foi uma boa tentiva e, seguramente, ele conhecia muito pior África do que conhece agora a Europa, lá a partir e Bruxelas.
Aí sim, se ele conseguir, se conseguirmos esse desígnio de um verdadeiro alargamento, vai ser bom. A Europa tem de deixar de ser elitista. Temos que dizer não a esta união de estados, ou ricos, ou instruídos, quando não acumulam as duas condições. Temos, além de mais, como dizes, de ter pensamento positivo. E na verdade, tudo é muito relativo. Se conseguirmos passar da 19ª posição numa Europa a 27, para o lugar 19º numa Europa a 49... toda a Europa! ...estaremos perfeitos. O problema, ver-se-á, é que nesses 49 estão países como a Suiça, o Liechtenstein, a Noruega e a Rússia. Se não os conseguirmos deixar de fora, passamos para o 23º posto. Paciência. Mas se os senhores do Vaticano quiserem, também... mau! Ou nem tanto, mais vale tê-los do nosso lado que isto sem milagres não vai lá! Mas os do Mónaco e de San Marino que nem pensem. Não queremos princípes, nem capitalistas, nem princípes capitalistas! Além de que como dizem (e não queremos aborrecer os senhores do Vaticano) é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos Céus. De qualquer forma, podemos ainda contar com a Arménia, o Azerbaijão, a Ucrânia, a República Moldava, a Bielorrússia e a Albânia. Nada Mau.

Ainda a propósito...

Sempre me fascinaram as pessoas que pronunciam, de forma quase mágica, há-des e há-dem (que criatividade, que liberdade no uso da língua); é que dá muito mais trabalho! Não sei como conseguem. É quase o mesmo fascíno que sinto quando ouço trocar e baralhar biografia com bibliografia; quase a mesma coisa!
Ainda assim, não há quem chegue à malta das obras. É que trocar viga de travamento por viga de travação... Travação é daquelas invenções linguísticas de se lhe tirar o chapéu... de sol, de preferência, pois só essa dimensão presta a devida homenagem.

Poesia popular

Esta coisa da língua Portuguesa e do acordo ortográfico tem motivado os mais diversos posts artigos de opinião e intervemções públicas. Como não quero ficar arredado do debate (desejo estar na moda e actual), fica o meu contributo, deixando um testemunho de como o nosso idioma pode ser objecto de grande expressividade e de como se presta a grande criatividade, como língua viva que sempre tem sido.
Há anos atrás, numa das habituais incursões de elementos das forças de segurança nos cafés abertos a hora tardia na cidade de Coimbra (nem sempre para impor ordem e o fecho, mas algumas vezes para matar a sede...), foi registada esta brilhante frase, no Avenida, por um polícia, quase um poeta: ...ou a gente vai todos ou não vamos ninguém!

O habitual estigma da beleza

Joana Amaral Dias na televisão com Guilherme Silva no frente-a-frente da SIC Notícias. Mário Crespo com a sua evidente e habitual verve e delicadeza podia ter explicado a esta bonita e inteligente mulher que não precisa ser arrogante, quase desagradável, para que seja levada a sério.

Um grande favor ao país

Algum dos senhores deputados pode explicar ao seu colega da bancada comunista, Bernardino Soares, que é o personagem mais irritante e incomodativo da vida política nacional, e que prestaria um grande serviço à nação e à imagem dos políticos se se eclipssasse?

Resposta óbvia

Um grande amigo meu, o Raúl, coloca-se perante uma dúvida com toda a pertinência: porque é que os homens têm mamilos? Com tanto vigor a questão toma conta do seu pensamento que seria aquela que, se pudesse, Lhe apresentaria. Esquece um dado essencial. De nada valeria. O Raúl acabou de mandar para o sotão, para a cave, para a estratosfera, a teoria criacionista e todos os seus defensores. O Raúl, tal como eu, e todos os do nosso género, é um derivado de gaja. Qual costela...

Ai Portugal, Portugal...





Portugal é um erro histórico.

A frase é de Vasco Pulido Valente. Durante muitos anos quis recusar-me a aceitar que encerrasse alguma verdade. Mas a sucessão de factos e a ''evolução'' do país, cada vez me tornam mais céptico. Medina Carreira terá a sua responsabilidade. E nem Ricardo Costa tem conseguido desfazer o que o primeiro agrava. O seu optimismo não é suficiente forte perante a crueza e evidência dos factos, dos números, das estatísticas. Mas a verdade é que nem ele consegue explicar o seu modo de encarar a realidade portuguesa (E eu até sou bastante optimista. Não me pergunte é porquê).
Estou contagiado. A leitura do Dever da Verdade, daquele advogado de profissão e do jornalista da SIC, tem-me mostrado um futuro, tudo menos risonho e promissor:
''As estatísticas da OCDE mostram que, na pupulação dos 25 aos 64 e sem mais que o primeiro ciclo da do secundário, a Finlândia [o nosso modelo, se bem me lembro] registava em 2002 25%, a Irlanda 39% e Portugal 80%. Estamos pior que a Turquia e só melhor do que o México. Portugal é um dos três países com mais baixos níveis de instrução entre todos os trinta da OCDE''.
Será da falta de investimento?
A resposta é clara: ''(...) o esforo financeiro de Portugal é, em termos relativos, dos mais elevados da UE/15.
Em 2001 registávamos 5,9% do PIB, ficando acima de nós apenas a Dinamarca [da Flexisegurança!] (8,5%), a Suécia (7,3%), a Finlândia (6,2%) e a Bélgica (6,1%)''.
No lote dos que dispensam à educação uma percentagem do PIB inferior à nossa contam-se a Áustriam a Alemanha, a França, a Grécia, a Holanda, a Itália, o Luxemburgo e o Reino Unido. Claro que com melhores resultados.

Noutros indicadores não estamos melhor: ''(...) a economia mundial crece a 4%. Para 2007 prevê-se que a China evolua à taxa de 10%, os EUA a 2,9%, a Rússia 6,5%, a Espanha 3%, a zona Euro a 1,9% e a OCDE 2,5%.
Para Portugal admite-se apenas 1,3%, depois de, entre 2000 e 2005, termos registado uma média anual de de 0,5%''.

Fantástico. Que fazer com este pedaço de terra e com esta gente? Cada vez estamos mais brutos, laxistas, irresponsáveis, menos exigentes e, sobretudo, muito mais burocratas. Desde que me conheço, já houve 350 ministros da Educação e 2500 formas distintas de aceder ao ensino superior e 9800 modos distintos de organização do secundário. Claro que os decretos e as estatísticas não têm conseguido mudar a realidade. Essa parece não querer atender à vontade indómita das secretarias dos ministérios e das Direcções-Gerais (não se percebe porquê, confesso). Agora ambicionamos copiar outros países da Dinamarca à Finlândia, passando pela Irlanda. Acontece, porém, que nenhum fez e fará o favor de esperar por nós. Entre 45 e 75, durante 30 anos a seguir à guerra, período de crescimento ímpar, estiveram a tratar da vidinha. Agora, parece que para nosso mal, continuam a insistir no terrível hábito de crescer a um ritmo superior ao nosso. Acordámos, se é que acordámos, tarde e mal. É oportuno terminar como comecei, com Jorge Palma, perguntando a este país ...de que é que estás à espera?

Claro que estou a ser injusto porque José Sócrates tem a solução. Através do Programa Novas Oportunidades propõe-se formar 1 000 000 de activos até 2010. 10% da pupulação! Não se pode acusá-lo de falta de ambição. É de facto muita gente e muito pouco tempo. Mas há uma dúvida que me assola. Será que os restantes portugueses se vão transformar em formadores, para poder cuidar de todos esses formandos? Não, não vou ter a tentação de afirmar que será como a história dos 150 000 postos de trabalho até ao final da legislatura. Afinal ainda falta muito tempo! E se o primeito ministro der seguimento à sua carreira de projectista, com o fulgor que se lhe conhecia, decerto vai registar-se um forte incremento no sector da construção e um disparar da economia.

P.S.- Felizmente a arquitectura tornou-se um símbolo de status e vigor económico o que, com o cada vez mais profundo fosso entre ricos e pobres, o mais acentuado em toda a Europa, me deixa espaço para ter esperança num futuro mais risonho. Será essa a saída; como não pudemos aperceber-nos antes: vamos tornar Portugal numa imensa classe de arquitectos. ...isto, claro, se pudermos deixar de contar com a concorrência de todos esses ''pequenos projectistas da Covilhã'', espalhados por toda a parte, em todo o país.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Entre os teus lábios

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.


Retrato Ardente
, Eugénio de Andrade
in Obscuro Domínio

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Continua tudo no melhor dos mundos



Segundo dados apresentados por Medina Carreira, na Sic Notícias, Portugal será, em 2015, note-se bem, o país mais pobre da União Europeia.
Haja quem seja capaz de entender a nossa incompetência e impreparação ao fim de 21 anos, até ao presente, de fundos estruturais.
Realmente, nada como a história para compreender a evolução de um povo e de um país. É triste, muito triste, mas suspeito, com grande pesar, que nada mudará, nunca, no país da mão de obra barata do ministro Pinho, na WestCoast do ICEP... já agora, a propósito dessa campanha, já houve alguém que questionou a razão de quase todas as fotografias serem de desportistas, de não haver ninguém da literatura, da ciência, de outras áreas do saber... Que pergunta!! Não estará essa estratégia de acordo com tudo que disse acima?! Além do mais, não é inteiramente verdade que não haja outros representantes. Lembro aqui o Sr. arqto Câncio Martins, que ninguém faz a mínima ideia de quem seja. Em Portugal, em Lisboa, conhecem-lhe a obra mais recente (o Hotel Heritage, na Avenida da Liberdade) e por esse mundo fora os clientes e habituais conhecerão alguns dos mais badalados sítios de diversão, como restaurantes e bares, mas duvido que saibam quem venha a ser o autor. Seja como for, será sempre uma franja muito diminuta do potencial público alvo da campanha. Tudo sempre bem feito, à portuguesa, e de modo a que em 2015 não se confirme o presságio, ou previsão - mesmo - de que Medina Carreira nos lembrou.

por favor...




Estou farto da supremacia da imagem em tudo o que nos rodeia.
O design tornou-se, muitas das vezes, a par com a arquitectura, verdadeiramente idiota. E a ideia de sustentabilidade e eco-qualquer-coisa está a tornar-se a passos largos uma manifestação de estupidez e mau gosto permanentes. Isto de ser engraçado ou pretender sê-lo tem que se lhe diga.
E os ''cubos e cilindros amontoados'' são o quê? sustentabilidade japonesa? preservação do espaço, para aprisionar o ser humano em pequenas células de sobrevivência mínima? Há-de valer de muito! Depois de loucos, o espaço envolvente será certamente muito apreciado. Assim se vai pensando e representando o mundo.



quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Vida charmosa e, porque não, ocupada



Estas coisas da vida charmosa não vão lá sem mais, por acaso. É por isso mesmo que num aturado e empenhado treino estamos no escritório, desde sexta, dia 26, a efectuar impressões de teste e a corrigir 60 ''lençóis'' que, se espera, alguém saiba interpretar totalmente.
De manhã à noite, sem parar.
A isto sim, se chama Glamour!

Para subverter tudo isto, e dar mesmo ideia de que tudo resulta de exercícios de total desprendimento e absoluta e única inspiração, nada como, para a confusão, deixar as imagens que a Ana competentemente realizou.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Davos de novo


Digam aos senhores que todos os anos se juntam para decidir sobre os males do mundo - sim, sobre os males do mundo - que insistem em querer piorar, em nome das regras do comércio mundial e de mais uns quantos assomos de vaidade, ganância, cinismo, maldade e, não raras vezes, incopetência, que nos deixem em paz e aproveitem a estância de ski, a neve, que se divirtam, que gozem a vida, que desçam muitas pistas pretas e de bossas, para que se estraguem de vez... ah, mas primeiro visitem bem a estância, da autoria de Gigon/Guyer architekten. Pelo menos aproveitavam a viagem.