segunda-feira, 19 de maio de 2008

Celulite Afinal É Coisa Boa

E a humanidade a pensar que a celulite era coisa má.
Desengane-se! Segundo este anúncio publicado num exemplar da Revista Arquitectura de 1959, é caso para dizer que era bom que todos tivéssemos celulite em nossas casas. Sobretudo agora que a poupança energética está na ordem do dia.
Talvez valha a pena dizer que celulite=redução nas emissões de dióxido de carbono.
Só não se percebe, sendo assim, porque é que os Estados Unidos são responsáveis por 50% dessas emissões!

Quanta sedução

No entendimento de muitos, a arquitectura é sinónimo de glamour. Só Charme! Os arquitectos, esses, são uns tipos mais ou menos desprendidos, cultivam um ar mais ou menos blasé, trabalham invariavelmente sós, têm umas casas de sonho e muita, mas mesmo muita massa. Ah... Quase esquecia: só fazem o que querem, mais ou menos quando querem. Quando têm inspiração, como se usa dizer, julgo. Isto já para não dizer que têm invariavelmente muita pinta e vestem com um estilo próprio, mas muito, muito bem. Em suma, encarnam sem equívocos o tal glamour. Para provar isso mesmo, deixo aqui um texto fantástico, prova de que aquilo que os ocupa (me ocupa neste momento) não é mais do que charme e encanto em permanência, sem interrupções. É só sedução. Que seja mesmo muito encantatório e sedutor:

3.3- COBERTURAS
3.3.1- Fornecimento e aplicação de camada de forma na cobertura geral com 1% de inclinação, em betão leve tipo LECA 16/32mm, com a espessura mínima de 50mm, com caimentos para as caleiras, incluindo formação destas; a superfície deve ser afagada, não apresentar depressões que permitam empoçamentos; as betonagens deverão ser executadas em painéis com as dimensões máximas de 3,00x3,00 m, feitas alternadamente de modo a evitar a sua fissuração por retracção; conforme projecto.
3.3.1.1- O Empreiteiro deverá executar uma amostra de 1x1m, para ser aprovada pela Fiscalização. Só após a sua aprovação poder-se-á dar início aos trabalhos

3.3.2- Fornecimento e execução de betonilha, com argamassa de cimento e areia ao traço 1.4, com espessura constante com cerca de 20mm, pronta a receber telas; conforme projecto.

3.3.3- Fornecimento e aplicação de emulsão betuminosa tipo "Imperkote" da Imperalum, aplicada à trincha e diluída em duas partes de produto para uma parte de água; nas zonas críticas deve aplicar-se pura; conforme projecto.

3.3.4- Fornecimento e aplicação de telas de betume polímero tipo "Polyplas 30" e "Polyplás 40", em duas camadas, da Imperalum; as juntas de sobreposição devem ser perfeitamente soldadas, por fusão, com a chama de um maçarico; durante a soldadura deverá compactar-se a zona da junta de forma a garantir uma colagem eficiente entre as membranas; após a soldadura deverá passar-se uma espátula aquecida nos bordos da mesma; as sobreposições terão um mínimo de 8 cm; após a impermeabilização, os tubos de queda deverá ser devidamente tapados e as coberturas inundadas de forma a que fiquem completamente submersas, assim devendo manter-se durante 48 horas a fim de realizar-se o ensaio de estanquicidade; conforme directivas do fabricante e projecto.
3.3.4.1- Todos os trabalhos de impermeabilização não deverão efectuar-se em tempo de chuva ou de humidade, devendo a superfície e impermeabilizar encontrar-se perfeitamente seca e limpa na ocasião de aplicação do produto
3.3.5- Fornecimento e aplicação de separador geotextil tipo " Impersep 105" da Imperalum; antes da colocação dos separadores deverá certificar-se que não existem vestígios de pedras ou qualquer elemento perfurante, deverá garantir-se uma sobreposição mínima de 10 cm; conforme directivas do fabricante e projecto.

3.3.6- Fornecimento e aplicação de placas de poliestireno extrudido tipo ROOFMATE SL80, incluindo fixação; conforme projecto.
3.3.6.1- As placas serão colocadas, os bordos terão encaixes à meia espessura e no tardoz terão ranhuras para melhor fixação ao suporte.
3.3.6.2- A classificação de resistência ao fogo será de M1.
3.3.6.3- A cola para fixação ao suporte será uma mistura de 30% em peso de cimento com cargas minerais e adjuvantes misturados com um copolymero acrílico em dispersão, e de acordo com as indicações da casa fornecedora.
3.3.6.4- As placas serão assentes em elementos inteiros, apenas se admitindo elementos de dimensão inferior nos extremos.

3.3.7- Fornecimento e aplicação de camada de gravilha de granito com espessura média de 10cm, calibre 16/32, com superfície regularizada, sobre as placas de isolamento; conforme projecto.

3.3.8- Fornecimento e aplicação de camada de forma em coberturas de lanternins, com 2% de inclinação, em betão leve tipo LECA 16/32mm, com a espessura mínima de 50mm, com caímentos para as caleiras, incluindo formação destas, de acordo com projecto; a superfície deve ser afagada, não apresentar depressões que permitam empoçamentos; as betonagens deverão ser executadas em painéis com as dimensões máximas de 3,00x3,00 m, feitas alternadamente de modo a evitar a sua fissuração por retracção; conforme projecto.
3.3.8.1- O empreiteiro deverá executar uma amostra de 1x1m, para ser aprovada pela Fiscalização. Só após a sua aprovação poder-se-á dar início aos trabalhos.

3.3.9- Fornecimento e assentamento de rufos/capacetes em zinco nº 12, incluindo presilhas e fixações, em remates de platibandas e lanternins; conforme projecto.
3.3.9.1- As peças de zinco que revestem superiormente as platibandas e em remates de paredes exteriores, serão executadas de acordo com os pormenores e assentes de modo a permitir a sua livre dilatação.
3.3.9.2- A soldadura de zinco será executada com solda de estanho, tomando-se as precauções necessárias para garantir a perfeita estanquicidade da soldadura.
3.3.9.3- Serão executados em todas as peças independentemente do seu pormenor, juntas de dilatação de 8 em 8m.
3.3.9.4- Quando fixas nas paredes, serão executados rufos e contra-rufo, aplicadas em roço tomado e cordão de silicone esmagado contra a parede.

3.3.10 - Fornecimento e assentamento de trop-pleins em aço inox AINSI 316 decapado, Ø90mm, incluindo fixações, em drenagem de lanternins lt01, lt02, lt16, lt7 e lt18; conforme projecto.

3.3.11- Fornecimento e aplicação de protecção de entradas de condutas de avac em sistema tipo camarinha, em chapa de zinco nº12, incluindo todos os acessórios de fixação, conforme projecto.
3.3.11.1- As peças serão em chapa de zinco de zinco-titânio, constituída por elementos com o comprimento máximo de 8,0 m e 0,52 m de distância entre eixos, incluindo presilhas (aço inoxidável AISI-316) ripas de fixação, filme plástico de ventilação e todos os acessórios. As diferentes peças horizontais serão fixadas através de perfis especiais de chapa quinada de 2,5mm de espessura devidamente metalizados e assentes de modo a permitir a sua livre dilatação.
3.3.11.2- A soldadura de zinco será executada com solda de estanho, tomando-se as precauções necessárias para garantir a perfeita estanquicidade da soldadura.

domingo, 18 de maio de 2008

Chuva, Vida Para Além Do Surf e Fritz Lang














Mais um dia de chuva. Este ano insiste em não dar tréguas. Não pára. Deixa o sol brilhar uns dias, poucos, para voltar logo em seguida, implacável.
Quem diria, depois do dia de ontem. Este será mais um daqueles fins de semana a saber a pouco. Depois de tantos sem mar - ora por estar grande, por estar desordenado, ora por estar liso (flat para os mais dados à precisão ou snobeira de linguagem) -, depois dos últimos que me afastaram da água por trabalho (o que passou) e por uma inadiável escapadela (o anterior), é mais uma vez o tempo incerto a boicotar a ida ao Cabedelo. Fica na retina a melhor onda de ontem e dos últimos tempos, a escorregar do lip para a base da onda por duas vezes, as mesmas em que o floater esteve iminente. Podia não ter feito mais nenhuma. Essa bastava. É inexplicável a sensação, e tudo tão dependente de imponderáveis e do acaso: por pouco não me aguentava, numa entrada no limite, quase radical, além de ter sido um ''velho'' e ocasional companheiro dessas andanças ao obrigar-me a escolher a esquerda (tendo-me bloqueado a direita) a proporcionar-me essa oportunidade única.
Com esse prazer ainda bem presente, e como há vida para além do surf, hoje resta ver a chuva lá fora, ficando com um filme de Fritz Lang - O Testamento do Dr. Mabuse - como companhia. E desta vez o trabalho tem o destino do passado: foi lá atrás.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Quero voltar a Lungarno Corsini.

http://www.2night.it/v2/firenze/locali/membri/5822.html
http://www.noirfirenze.com/

Os passeios estão cheios. No muro do rio, não há um local para sentar. Na esplanada, só pessoas. Ao fundo, na Ponte S. Trinita, o cenário repete-se: umas miúdas acomodam-se fora do tabuleiro, sobre os contrafortes; ouve-se o saxofone de um músico de ocasião que se senta de modo informal, sobre o muro da ponte em questão, como se o cavalgasse; ao lado espalha-se mais gente.
É Domingo. Dezanove horas e trinta minutos. O céu deixa passar uma magnífica luz quente de final de tarde. O ambiente é italiano, informal mas bem vestido, e as mulheres fazem notar que está calor.
O Martini está óptimo. Quem disse que não se faz nada ao Domingo? NOIR!











Estações

À Chegada














À partida.


















É verdade. As estações de Caminho de Ferro podem ser belas obras de arquitectura. Os espaços envolventes podem ser qualificados. Podem ser grandes portas de entrada e saída nas cidades; ter uma notória dimensão de equipamento público, urbano.
Só não deixo aqui uma imagem de Coimbra B, face-a-face com a estação de Santa Maria Novela, por pura vergonha. Como é possivel! A estação de Florença é de 1935!

Não será possível fazer melhor do que aquele pardieiro com que somos brindados à chegada de Coimbra? É sempre o mesmo choque cultural, o mesmo desagrado ao chegar a casa. É triste senti-lo. Grande lição de vivência cívica nos é dada com este tipo de edifícios. A Democracia tinha obrigação de fazer melhor do que os regimes totalitários, mas parece que não consegue. Sendo propositadamente polémico, parece que Mussolini teve mais preocupações urbanas e cívicas do que aqueles que nos governam, localmente e a partir do Terreiro do Paço. Deviam ter vergonha. Refer incluída.

Sim. A Perfeição Existe

Se a perfeição existe, encarnou em Michelangelo Buonarroti.
Não. Não é um estado limite, sem evolução possível, como disse um amigo meu.
Basta ver as obras de escultura, de arquitectura e de pintura que legou.

Quarto Com Vista Sobre a Cidade II

Quarto Com Vista Sobre a Cidade I

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Mundo Perfeito, por Fernado Guerra














Quando alguém se notabiliza, as amizades surgem facilmente. Toda a gente quer ter a notabilidade de ser amigo de alguém notável. No meu caso, é com propriedade que posso falar do meu amigo Fernando Guerra. Conheci-o antes de se tornar conhecido como o excelente fotógrafo de arquitectura que é. Estava na altura a dar passos para construir a carreira que se encontra a solidificar. Não tinha o site (com 1000 visitas diárias), não fotografava para os melhores arquitectos nacionais, não fazia capa de revistas estrangeiras com as suas magníficas fotografias. É com esta declaração de interesse que me refiro aqui ao Fernando. De qualquer forma, não me sinto comprometido para falar do seu trabalho. A sua qualidade é demasiado evidente, óbvia. Dispensa favores ou exageros.
O Fernando é neste momento, para além de um excelente profissional, talvez o melhor e mais activo divulgador da arquitectura nacional. Além das suas fotografias serem publicadas fora de Portugal, o seu site é um ponto de observação privilegiado sobre as obras que os arquitectos portugueses estão a fazer na actualidade e em cada momento. Funciona. A mostra é plural e inclui mais de 250 trabalhos de arquitectura.
Pela qualidade do seu trabalho, por essa importante tarefa, é mais do que merecida, justa, a exposição que a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto organizou sobre o seu trabalho. A mostra tem por título Mundo Perfeito e merece uma visita no espaço do Museu da Faup. As fotografias são belíssimas. Direi o mesmo do catálogo: vale a pena comprar.

Parabéns Fernando.

P.S. cada vez que vejo o trabalho do Fernando, no espaço Últimas Reportagens do seu site, fico sempre com a impressão de que os arquitectos portugueses são verdadeiros heróis. A qualidade do trabalho que realizam, com as condições de trabalho em que actuam, é verdadeiramente alucinante. Talvez a arquitectura portuguesa um dia tenha o reconhecimento publico que merece. Como sou ingénuo, ainda acredito que deixe de ser o parente pobre da cultura portuguesa. Ao menos que os políticos saibam capitalizar o interesse económico que pode assumir, até na definição da marca Portugal. Seja porque motivo for, faça-se qualquer coisa. Mas faça-se!

RAP, mesquinhices e o país real

Como é hábito, gostei imenso da última crónica de Ricardo Araújo Pereira (RAP) na Visão. Concordo com o seu ponto de vista, que ironiza sobre o excesso de bairrismo, mesmo provincianismo, daqueles que se levantam, por esse país fora, sempre que se diz mal das suas terrinhas (suas por um leve acaso, já que a ninguém é dada a oportunidade de escolher o local de nascimento). RAP tem razão; por contraste, ninguém se incomoda quando surge alguma crítica, mesmo que injusta – acrescento eu – à cidade de Lisboa. A verdade, porém, é que RAP esquece dois dados fundamentais. Em primeiro lugar, o Lisboeta é um ser tão raro quanto o Lince da Malcata. Para além do meu avô paterno, tenho conhecido muito poucos seres nascidos na capital. A emigração urbana é um fenómeno que se tem estendido no tempo e é relativamente recente. As famílias ainda não criaram raízes. Ainda orbitam em torno das suas terras de origem. Basta ver o que sucede cada vez que há uma ponte ou datas festivas. Êxodo geral a partir de Lisboa e a caminho do que por lá se usa designar por província. Claro que essa gente tem tantos motivos para se indignar com uma crítica em relação á capital como com a mudança de Luís Figo do Barcelona para o Real Madrid. Mas sejamos honestos. Em Lisboa o que é que falta? Só e apenas aquilo que o país não pode pagar (leia-se todos os portugueses; aí sim, o princípio da solidariedade nacional funciona). Um habitante de Lisboa não sente que a sua cidade de adopção, a sua capital, tenha sido abandonada; não tem razões para lamentos. É o abandono que cria reacções provincianas e parolas à mínima crítica. É essa sensação de que estão a comprometer o pouco património que resta, sem lugar a substituição ou renovação, que origina a indignação e reacção. O complexo existe, é real, RAP tem razão, mas não surge do nada. Apetece lembrar os 80 milhões de contos que o governo se prepara para gastar na frente ribeirinha de Lisboa. Faz muito bem, Lisboa merece e aquele frente de água está de facto muito mal tratada. É precisa uma nova travessia do Tejo?! Com certeza que sim! Sem dúvida! Mais Cril’s e outras coisas mais; planos Baixa-Chiado; tratamentos vários para todas as maleitas? A tudo direi que sim. Mas olhemos à volta e para fora do umbigo da sedlutora e feminina Alfama.

P.S. que ninguém do Porto leia isto, se não lá temos a histeria e o fanatismo do costume... não podem ver nada.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Donos da língua, acordo ortográfico e outros devaneios

Fiquei pasmo com a última intervenção de Miguel Sousa Tavares no telejornal da TVI.
Estava o senhor indignado por o Governo se ter comportado como dono da língua portuguesa no processo do acordo ortográfico. Lacónico e corrosivo como sempre, Sousa Tavares manifestou-se frontalmente contra o facto de só terem sido ouvidos os especialistas, os linguistas, aqueles que apelidou como os teóricos da língua. No seu entender deveriam ter sido também escutados aqueles que fazem uso da língua, os que trabalham com ela: escritores, editores, livreiros. Pasme-se! De um dono da língua passaríamos a ter vários. Não sei como é que alguém pode ter a ideia, apresentá-la e defendê-la, de que, por inerência da actividade profissional, possui direitos acrescidos sobre a língua que, só no nosso país, é falada por 10 milhões de pessoas. Será que está tudo a ficar maluco nesta terra?!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Publicações

O mercado editorial portugês é maravilhoso. Os títulos proliferam. Que se calem todos aqueles que, como habituais profetas da desgraça, não vêem mais do que problemas e insuficiências. Mesmo que os ambiciosos projectos de Pedro Santana Lopes não tenham sido muito mais do que isso mesmo - projectos! - certo é que nada corre assim tão mal. Mais uma prova de que os portugueses estão a investir na cultura e nos índices de desenvolvimento humano. Quem é que tem coragem de dizer que não lêem? Não lêem o que a corrente oficial gostaria que fosse lido. A realidade está aí a provar o contrário. Mesmo que uma publicações de referência como o Jornal do Incrível tenha desaparecido, podemos contar actualmente com o 24 Horas e o Correio da Manhã que são muito, muito bons. E que dizer de publicações como o Diário Tauromáquico Olé ou como o Semanário Taurino Farpas? Não, não é gozo, existem mesmo. Que demonstração de cultura. Decerto será uma homenagem a Ramalho Ortigão e a Eça de Queirós. Não se percebe quem lê estas coisas, é verdade, mas os títulos são dos mais inspiradores que se encontram nas bancas. Não têm concorrência. Com tal criatividade e diversificação de interesses só não se percebe é como é que este país deixou sucumbir esse enorme tributo ao jornalismo, à fotografia, à ficção, tudo sob a mesma capa, que representou a grande revista Gina. É injusto.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Rita Redshoes

E porque estamos em maré de concertos, Rita Redshoes actuará dia 4 de Abril na Fnac de Coimbra, às 22h00.
Para ficar a saber um pouco mais sobre a cantora, fica o endereço: http://www.myspace.com/ritaredshoes

Cohen em Portugal

"Leonard Cohen, 73 anos, é considerado um dos maiores escritores de canções folk da segunda metade do século XX, autor de músicas que versam sobre amor, espiritualidade, religião ou sexo, "embrulhadas" em soturnidade, melancolia, cinismo e provocação."
edição do Público online de 26.3.08

Este senhor regressa aos palcos internacionais depois de uma ausência de 15 anos. No âmbito da World Tour 200-2009, o cantor actuará pela terceira vez em Portugal. Dia 19de Julho poderá ser visto e ouvido no Passeio Marítimo de Algés. A não perder.

Este também não é para meninos

As ondas fecham, não é? Estão sempre a fechar? E curiosamente estão invariavelmente boas, fantásticas, quando não vamos ao mar. É o que se ouve mais fora de água e da boca dos meninos que todos somos, numa espécie de desculpa perante as dificuldades para lidar com as adversidades. As nossas, não as que o mar impõe.
Parece que o grande Kelly não vê qualquer problema em dropar a onda, ostensivamente a fechar. Grande bottom.
Esqueçam! Vejam, vejamos, e deixemo-nos de lamúrias.


quinta-feira, 27 de março de 2008

No sítio errado à hora errada

Nunca é demais recordar.

Não. Não são plataformas a flutuar. É o resultado da acção do furacão Katrina.

quarta-feira, 26 de março de 2008

A esperança

Estou sempre a dizer mal. Estou cansado! Vou tentar ter uma atitude mais positiva.
A esperança está aí. Com Luís Filipe Menezes, Portugal vai retomar o caminho da convergência europeia. Se o homem conseguiu despoluir 16 quilómetros de praias, também conseguirá por esta coisa a crescer 3 ou 4% ao ano. Afinal o que é que são 3 ou 4 unidades comparadas com 16?!

Demasiado

Fantástico, a criminalidade violenta diminui no ano passado. Mas como nem tudo é perfeito, o mesmo não se passou com a pequena criminalidade. O carjacking chegou mesmo a um incrível aumento de 30%. Mas para o que conta para este ministro é a crueza dos números. Não importa que as pessoas se sintam inseguras. Se sentem é porque são parvas! O ministro não é, em todo o caso, das pessoas que dê mais prazer ouvir e a verdade, além do mais, é que o Estado português está em perfeita falência e ruína. A Justiça é a injustiça do tempo longo e ainda temos que ser confrontados com um bastonário da Ordem dos Advogados desbocado e pouco institucional. A educação apresenta-se tão incrivelmente pouco educada, que está a empurrar os filhos das famílias de maiores rendimentos para o ensino particular, no qual se reprova, se tem faltas disciplinares e se é expulso; basta não cumprir as regras. Mas para a ministra, tudo está bem e qualquer incidente é de um caso isolado que se trata. Nada mais. A cultura, bem dessa nem se ouve, nem ouviu falar (tricas à volta da mesma não contam).
A saúde já esteve mais sã, antes de se ter começado a extinguir serviços sem que tivesse sido implementada uma alternativa. É verdade que quem não tem dinheiro não tem vícios; não há, não se gasta; mas onde é que se meteu o princípio da solidariedade nacional? Se todos temos que pagar as obras públicas em Lisboa, não parece justo que muitos cidadãos deste país sejam literalmente abandonados, esvazidas que vão sendo as regiões onde vivem de todos e quaisquer serviços públicos. Provavelmente até tem lógica. Veja-se: fechando todas as unidades de saúde desse interior que já não conta, consegue-se, sem tanto esforço, construir mais umas quantas circulares e nós viários ou mais uma travessia sobre o Tejo (como a tecnocracia gosta de lhe chamar). Poupamos todos e, além do mais, o TGV vai precisar na nova ponte. É pena que todos os esses seres bizarros que não migraram para as cidades do litoral, por vontade própria, falta de meios ou incapacidade, só muito remotamente o possam utilizar, ao TGV e a mais uns quantos investimentos públicos. É a vida! Azar! Como aquele que impediu umas quantas ambulâncias do INEM de se moverem pela falta de abertura de vagas para provimento de lugares de Técnicos de Ambulâncias. Isto em locais onde já muitos serviços de saúde foram encerrados. Claro que não foi em Lisboa, no Porto, em Braga ou em Coimbra. Aí os azares vão sendo menores. Neste país não há dinheiro, é certo. Mas o desiquilíbrio a que o território nacional é sujeito é de uma injustiça sem qualquer desculpa ou justificação. É demasiado. Ponto!

terça-feira, 25 de março de 2008

Este Surf sim, não é para meninos
















O título é emprestado, mas não podia estar mais perfeito.