Nesta última semana Coimbra conseguiu a enorma proeza de ser notícia duas vezes (apenas duas!) e sempre pelos piores motivos. Ou intriga política, ou intriga política e acusações de financiamento ilegal de partido e abuso de poder. No primeiro caso, a Distrital do PSD, na pessoa de Jaime Soares, recusa a candidatura de Pina Prata à Câmara Municipal de Coimbra; no segundo, Luís Vilar é notícia pelos piores motivos e, com ele, também o PS.
Triste cidade esta. Não é possível prender a atenção da imprensa nacional por motivos dignos? Inovação, criatividade, conhecimento, afirmação, qualquer coisa que valha a pena?
quinta-feira, 19 de junho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
A direita da Arrifana
As valentes quedas que o ano passado experimentei na Arrifana, em tarde de marés vivas e em consequência de uma má avaliação da dimensão do mar, não me deixam saudades. Depois de um gesto de ousadia e após conseguir chegar ao line up a única ideia que consegui ter foi simples: como é que vou sair daqui?!
Senti-me um verdadeiro menino e bem pequenino. E estes malucos a desafiar o mar desta forma e, ainda por cima, em zona de rochas, algumas das quais emergindo violentamente e bastante acima da superfície da água.
Senti-me um verdadeiro menino e bem pequenino. E estes malucos a desafiar o mar desta forma e, ainda por cima, em zona de rochas, algumas das quais emergindo violentamente e bastante acima da superfície da água.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
A Broke Down Melody
O que mais me agrada em Jack Johnson não é a sua música. Gosto de a ouvir, dispõe bem, mas nada comparado com os filmes. É incrível como, nesse registo, consegue transmitir com bastante fidelidade o prazer que o surf proporciona, a satisfação da aceleração da prancha com a última remada, o gozo de deslizar ao longo da onda, de forma serpenteante a acompanhar o seu movimento.
Mais do que a música de Jack Johnson, admiro-lhe a capacidade para a selecção das bandas sonoras dos filmes. Thicker than Water é um exemplo magnífico. Olhar para o mar ao som desse cd é fenomenal. Mas a melhor combinação entre surf e música que já vi está em A Broke Down Melody. O próprio Johnson a surfar ao som de know How dos Kings of Convenience é brutal. Mas o que me fez apaixonar por esse filme foi antes de mais o seu trailer. Descobri-o na net há muito tempo, antes mesmo de ter visto o filme.
Mais do que a música de Jack Johnson, admiro-lhe a capacidade para a selecção das bandas sonoras dos filmes. Thicker than Water é um exemplo magnífico. Olhar para o mar ao som desse cd é fenomenal. Mas a melhor combinação entre surf e música que já vi está em A Broke Down Melody. O próprio Johnson a surfar ao som de know How dos Kings of Convenience é brutal. Mas o que me fez apaixonar por esse filme foi antes de mais o seu trailer. Descobri-o na net há muito tempo, antes mesmo de ter visto o filme.
Prosa Fantástica
Durante a transmissão do jogo do Euro que opôs a Holanda à Itália, um dos comentadores, em diálogo com um outro, ao enaltecer as qualidades da partida presenteou-nos com esta verdadeira pérola do comentês:
''quando o futebol toma o freio nos dentes não há nada a fazer''
Haveria, sim senhor, se o bom senso imperasse: poupar-nos!
''quando o futebol toma o freio nos dentes não há nada a fazer''
Haveria, sim senhor, se o bom senso imperasse: poupar-nos!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Fim anunciado do Pavilhão de Portugal em Hanôver?

A Orquestra Clássica do Centro vai assumir a gestão do pavilhão do Centro de Portugal já a partir de dia 10 de Junho. O prtotocolo de cedência do espaço prevê ainda a organização de um programa cultural diversificado para o espaço, para além da sua utilização para concertos.
A medida é divulgada no jornal Público de dia 3, sendo referido na notícia que o pavilhão é feito em cortiça no interior (o que não está correcto, é em cortiça, sim , mas no exterior) e que não contém nenhuma sala de espectáculos. Parece uma afirmação visando desculpar qualquer grave alteração do edifício. A verdade é que é perfeitamente natural que seja como é referido. Foi concebido para fins diversos daqueles para que o querem utlizar agora. É até preocupante esta cedência e com o fim em causa. Recorde-se que o edifício foi projectado por Álvaro Siza e Souto de Moura para a Exposição Universal de Hanôver 2000. Emília Martins, directora da Orquestra já fez saber que a não existência da dita sala de espectáculos constitui uma limitação que poderá ser ultrapassada, admitindo a necessidade de a médio prazo se proceder a ''algumas alterações'' com o objectivo de ''melhorar as condições acústicas''.
A única reacção a tudo isto é de temor:
1. receio que a responsável não tenha pleno conhecimento da autoria e do valor arquitectónico do imóvel;
2. tendo em atenção o estado miserável como o edifício tem sido utilizado e desprezado temo que esteja anunciado o seu fim definitivo; dúvido, face a essa realidade que qualquer alteração venha a ser pensada pelos seus autores; estou mais inclinado para pensar que sejam chamados os responnsáveis pela colocação dos projectores na fachada, os mesmos (julgo) que escolheram o mobiliário desqulificado que invadiu de forma ignóbil o espaço e que têm permitido que o edifício se esteja a despedaçar e que permaneça sujo; face à alterações ali produzidas e à descaracterização que o pavilhão vem sofrendo custa-me ser optimista;
3. o edifício funciona muito bem como sala de exposições (tem uma luz magnífica) mas como sala de concertos parece difícil (com aquela cobertura de tela translúcida?); parece-me impossível insonorizá-lo sem o desvirtuar gravemente;
4. foi posto em causa o protocolo com a Fundação de Serralves (o Museu de Serralves foi responsável por todas as exposições ali produzidas) e com esse fim anuncia-se uma incógnita quanto à qualidade da programação cultural que se avizinha.
Como eu gostaria que as coisas em Coimbra se passassem de forma distinta.
Não se percebe para que é que a cidade insistiu tanto para ficar com o pavilhão se não sente por ele o menor apreço e se nem o sabe o usar. Só por ser do Siza, como se tratarasse de uma etiqueta? Coimbra, de uma só vez, conseguiu desperdiçar a oportunidade de ter exposições de nível internacional num magnífico espaço para as albergar e acabou de dar um passo para uma pesada incógnica sobre uma peça de arquitectura de inegável valor e qualidade. Não parece que o património deva ser tratado assim. Sobretudo numa cidade tão pobre em arquitectura moderna e contemporânea. Esperemos que não se configurem motivos para pensar que a demolição seria um fim mais digno e que as árvores deviam morrer de pé.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Inédito
Normalmente os portugueses reclamam dos atrasos dos serviços públicos e dos contratempos que tais atrasos lhes causam.
Agora, imagine-se o contrário. Eu sei que é difícil, mas é real. A história refere-se a um ilustre cidadão que solicitou uma consulta de especialidade num hospital do Norte. A dita consulta foi pedida pelo médico de família no dia 27 do mês de Maio. A verdade é que os serviços de saúde nem sempre funcionam mal. E na realidade todos devíamos ficar satiesfeitos com isso. Todos não, porque parece que há a quem o facto causa incómodos. Ontem, dia 3, foi o dia em que o dito senhor pôde usufruir da consulta pedida. E se atrás disse que nem todos se sentiam agradados com a celeridade com que este assunto se desenvolveu é porque o senhor em questão além de ter comparecido na consulta não se limitou a fazê-lo. Pasme-se, reclamou no hospital porque no seu entendimento a consulta tinha sido disponibilizada num prazo muito curto. Depressa demais, portanto. Assim é difícil trabalhar, de facto. Tuguices!
Agora, imagine-se o contrário. Eu sei que é difícil, mas é real. A história refere-se a um ilustre cidadão que solicitou uma consulta de especialidade num hospital do Norte. A dita consulta foi pedida pelo médico de família no dia 27 do mês de Maio. A verdade é que os serviços de saúde nem sempre funcionam mal. E na realidade todos devíamos ficar satiesfeitos com isso. Todos não, porque parece que há a quem o facto causa incómodos. Ontem, dia 3, foi o dia em que o dito senhor pôde usufruir da consulta pedida. E se atrás disse que nem todos se sentiam agradados com a celeridade com que este assunto se desenvolveu é porque o senhor em questão além de ter comparecido na consulta não se limitou a fazê-lo. Pasme-se, reclamou no hospital porque no seu entendimento a consulta tinha sido disponibilizada num prazo muito curto. Depressa demais, portanto. Assim é difícil trabalhar, de facto. Tuguices!
O que já temos e o que aí vem

Segundo é noticiado na edição de hoje do jornal Público, as obras de construção de um edifício de 18 andares no Vale do galante, na Figueira da Foz, decorrem sem que esteja afixado no local qualquer informação sobre os trabalhos a realizar ou o tipo de obra em execução. Segundo a lei que regula a actividade, deveria estar afixado no local um edital informativo sobre a intervenção, onde deveria constar o número do alvar da obra, a licença de construção, a área de construção, o técnico responsável, o prazo de execução e o período de validade da licença. Pasme-se, o único edital que existe no local diz repeito a um aranjo urbanístico no valor de 22 mil euros. Ter-se-ão esquecido de afixar o edital respeitante à intervenção principal, ou será que que ninguém reparou nela, um edifício de 18 andares, e outros seis de 9 andares cada?
Dado que o edifício mais alto tem uma implantação e volumetria que mais parece uma barragem a ser construída na marginal acho pouco provável que ainda não se tenha dado conta de que existe. Diria mesmo que deverá ser visível da lua. Mas dado que o
diector municipal do urbanismo se recusa a prestar declarações sobre o assunto sou levado a acreditar que a obra não é assim tão visível e que esse responsãvel não tem conhecimento do assunto. Afinal, como sempre ouvimos na televisão, os políticos e representantes de cargos públicos não comentam matérias que desconhecem ou das quais não tomaram conhecimento oficial. O mesmo deve acontecer com o presidente da autarquia. Segundo é comentado na notícia por um dos representantes da Associação de Defesa do vale do Galante, o responsável pela autarquia vive a escassas centenas de metros do local, mas com toda a certeza, presumo, não passa pala zona (deve ir para a câmara pela inútil circular da Figueira da Foz) e terá toda a razão para segundo o Público, não atnder o telefone. Acho prudente. Falar com jornalistas sobre assuntos de que só se sabe pelos jornais não é boa ideia. Decerto eles saberão muito mais sobre a matéria. Está muito bem!
Decerto também ninguém se apercebe que a obtra decorre aos fins de semana, depois das sete da tarde, de madrugada, com claro desrespeito pela Lei do Ruído, segundo é avançado ainda pelo orgão noticioso. Acho muito bem, também? Se é para fazer, que se faça depressa e, assim, quando alguém der por ela, já está. Já nem os tribunais vão a tempo. Assim é que é. Actuação de forma resoluta.
A este propósito, lembro aqui a notícia também hoje no Jornal Público em que Mariano Gago, a propósito das praxes académicas, faz questão de salientar que os meios académicos não são uma espécie de santuário onde sejam permitidas práticas que o não são fora deles, razão pela qual encaminha todas as queixas que lhe chegam para o Ministério Público. Talvez seja melhor o Ministro da Ciência e Ensino Superior ir dar uma ajudinha em matéria de urbanismo e licenciamento de obras particulares pois aí parece que reina um clima à parte. Os casos são já muitos, mas bastam uns poucos exemplos. O centro Comercial Cidade do Porto continua de pé; às residências Studio Residence do estádio, em Coimbra, nada acontece (parece que o caso nem sequer transitou em julgado); os edifícios em frente ao parque, também na mesma cidade permanecem na mesma. São apenas três exemplos, mas com claras violações de PDM. Quer-se, pois, defender a ideia de que é errado o clima de desconfiança em relação às autarquias? Tenhma juízo! Depois de 20 anos de PDM vemos como o país se encontra. Diga-se em abono da verdade, que para os autarcas (muitos deles) esses instrumentos de regulação só forma realizados para poderem aceder a fundos comunitários, sem o que estariam impedidos, inteligentemente pelo Governo de então, de lhes ter acesso. Esses autarcas nunca acreditaram nesses documentos, nunca se reviram neles e, pelo contrário, encontraram no seu articulado um bloqueio à determinação de progresso e desenvolvimento concelhio e mais umas quantas argumentações para justificar o injustificável. A história está feita e o resultado está à vista, com a ajuda de mais umas quantas doses de chico-espertismo e de movimentações pouco transparentes e dificilmente defensáveis à luz do interesse público. Vamos agora ver como ficará o país, sem o controlo do Governo na aprovação dos planos de Urbanização e de Pormenor. Devrá ter-se presente que uma alteração ao PDM pode produzir efeitos pela realização de um plano de nível superior, ou seja, por PP ou PU. Não é preciso ser mago ou oráculo para antecipar os resultados, e é certo que nada mais será como dantes. Ainda haverá ilegalidades depois disso? Julgo que não.
P.S- Estou, em todo o caso, curioso para ver o que acontecerá em Coimbra com a revisão do PDM em curso. Haverá surpresas? Julgo que não.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Aforismos roubados
Se nas prisões as celas fossem decoradas por arquitectos, isso deveria ser considerado um agravamento da pena.
Adolf Loos in Ornamento e Delito
Adolf Loos in Ornamento e Delito
Aforismos roubados
A arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz.
Le Corbusier
Le Corbusier
Um Cabedelo Melhor

As mulheres dão uma beleza ao mundo que não consigo traduzir por palavras. Não me acho Eugénio de Andrade ou Vinicius pelo que nem sequer tento. Mas não quero deixar deixar de expressar o quanto seria melhor um Cabedelo onde a presença masculina fosse menos expressiva. A água é boa, adoro deslizar na superfície de uma onda, o entardecer a partir de agora vai ser brutal, mas podia ser mais bonito. Muito mais bonito.
Nova Opportunidade ou Abandono Definitivo?
A decisão está tomanda. O BCP vai deixar a cidade de Lisboa e as instalações que a sua sede ocupa na Baixa Pombalina. O BES já há imensos anos se mudou de armas e bagagens para fora da área que o Millennium pretende abandonar.
Para a baixa, esta pode ser uma oportunidade única para a sua regeneração ou o seu fim absoluto. Há anos que a zona está ameaçada. Primeiro, sairam os habitantes que agora se pretende que voltem. Agora saem as sedes de grandes empresas, que, apesar de tudo, aguentavam um pouco a área e antes esse tipo de ocupação do que lojas de chineses com artilos manhosos e lojas mixurucas como as que paulatinamente vão tomando conta de todas as ruas. De há poucos anos para cá (embora a transformação se vá perdendo no passado já longínquo) a mudança é brutal. Ainda me lembro de ser possível comprar qualquer coisa que valesse a pena naquele conjunto de ruas, o que, presentemente, já começa a ser complicado. Isto aliado há falta de moradores e a uma população envelhecida é a morte daquela zona da cidade. Esperemos que a mudança de estratégia destes gtrandes grupos finaceiros seja uma oportunidade para revitalizar a área, por deixarem vagas grandes áreas que poderão ser ocupadas por outros usos capazes de imprimir maiores dinâmicas urbanas diárias, maior vibração quotidiana. Mas para isso, alguma coisa, muita coisa terá de ser feita. Se o Plano da Baixa não avançar, aí será o fim.
Para a baixa, esta pode ser uma oportunidade única para a sua regeneração ou o seu fim absoluto. Há anos que a zona está ameaçada. Primeiro, sairam os habitantes que agora se pretende que voltem. Agora saem as sedes de grandes empresas, que, apesar de tudo, aguentavam um pouco a área e antes esse tipo de ocupação do que lojas de chineses com artilos manhosos e lojas mixurucas como as que paulatinamente vão tomando conta de todas as ruas. De há poucos anos para cá (embora a transformação se vá perdendo no passado já longínquo) a mudança é brutal. Ainda me lembro de ser possível comprar qualquer coisa que valesse a pena naquele conjunto de ruas, o que, presentemente, já começa a ser complicado. Isto aliado há falta de moradores e a uma população envelhecida é a morte daquela zona da cidade. Esperemos que a mudança de estratégia destes gtrandes grupos finaceiros seja uma oportunidade para revitalizar a área, por deixarem vagas grandes áreas que poderão ser ocupadas por outros usos capazes de imprimir maiores dinâmicas urbanas diárias, maior vibração quotidiana. Mas para isso, alguma coisa, muita coisa terá de ser feita. Se o Plano da Baixa não avançar, aí será o fim.
Fundação Iberê Camargo

Na última sexta feira foi inaugurada a sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil. Iberê Camargo foi um pintor surrealista brasileiro e o edifício que vai albergar a colecção do artista foi concebido por Álvaro Siza e é já considerada uma das suas melhores obras, dados o magistral controlo espacial, o magnífico domínio da luz e do modo de percorrer o edifício, o exemplar sentido escultórico.
Até aqui tudo bem. A escolha de um arquitecto português para construir uma obra com um significado tão importante para os brasileiros decerto nos honra a todos e faz de Siza um dos nossos maiores embaixadores culturais. Com toda a certeza fará despertar muito mais interesse pela cultura portuguesa no Brasil do que o Instituto Camões e o torpe Acordo Ortográfico e os equívocos dos seus objectivos.
Mas nem tudo vai bem por cá. Na entrevista que o arquitecto deu ao Jornal Público a propósito da inauguração, Siza diz esta coisa fantástica: tendo alternativas, prefere não trabalhar em Portugal. Motivos? Está cansado e magoado por ver as suas obras votadas ao abandono, mal tratadas e arruinadas. A este propósito não posso deixar de pensar no caricato exemplo do Pavilhão de Portugal de Hannover. Tanto esforço para a cidade de Coimbra conseguir ficar com o edifício e passados estes anos é chocante ver a forma como o edifício é usado e o estado de conservação ou de falta dela em que se encontra. É vergonhoso. Mas, não sendo caso único, o que se retira daqui é que o caso Saramago, parte 2, está a reeditar-se, desta vez com Siza. Não há nada a fazer. A questão é cultural, de mentalidades e não vai lá com decretos. O envolvimento do Dono de Obra (cliente), poderes públicos, empreiteiro, Director de Obra, em torno da Fundação de Porto Alegre, do qual nos fala Siza, e que apresenta como importantíssimo para que se tivesse chegado a um bom resultado, pretendido por todos, não existe em Portugal. Esqueçam. O que existe é o que se passou em Coimbra. Pretendia-se, à força, uma obra de Siza, estilo fast-food, já feita, para a seguir usar e abusar, sem entendimento nem apreço. Não adianta. Chamem os patos bravos e os maus projectistas. Com esses a malta dá-se bem.
O que aqui escrevo não tem nada que ver com a defesa do papel demiúrgico de que muitas vezes os arquitectos são acusados; não tem nada que ver, tão pouco, com a pretensão de endeusar este arquitecto e de se lhe prestar vassalagem ou de olhar para a sua obra de modo acrítico; antes pelo contrário. Se não se sente apreço e vontade de preservar os seus edifícios com naturalidade, espontaneamente, então nada vale a pena; não é importante tê-los. Mas nesse caso, melhor será que Siza os vá produzir para outras paragens. Melhor para si e para a humanidade. Fica o legado para outras gerações, com a garantia de que os portugueses não os destróem.
Entretanto celebremos a brilhante arquitectura que Ávaro Siza produziu em Porto Alegre.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Insanidade Total
Segundo é hoje noticiado, o trabalhadores do Porto de Lisboa preparam-se para suspender o seu trabalho durante as transmissões televisivas dos jogos do Euro.
Parece-me uma medida justa. O país goza de boa saúde, a produtividade (segundo dados recentes) está em alta e não sofreu uma diminuição assinalável nos últimos anos. Não há nada como recuperar a nossa tradicional tríade: fado, futebol e, já agora, Nossa Senhora de Fátima, porque, assim, só ela nos pode valer.
Parece-me uma medida justa. O país goza de boa saúde, a produtividade (segundo dados recentes) está em alta e não sofreu uma diminuição assinalável nos últimos anos. Não há nada como recuperar a nossa tradicional tríade: fado, futebol e, já agora, Nossa Senhora de Fátima, porque, assim, só ela nos pode valer.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Praia, Ondas, Outros Luxos e Prazeres

Esta foto da minha praia de eleição, tirada algures da net através do motor de busca de imagens do Google, fez-me recordar o quanto quero voltar. João, por favor, abre! Faz parar este tempo que não dá tréguas e volta a proporcionar-nos aqueles espantosos finais de tarde, de fino na mão, em boa companhia, a ouvir excelente música e com o Sol a esconder-se por detrás das dunas e sobre o mar. Tudo, claro, depois de uma ou outra onda, com a serra diante dos olhos.
Como é boa a vida!
Palavras
Qual será o limite na correspondência entre o significado e o significante? Entre a palavra expressa e a ideia, o conceito? Como, quando, se manipulam vocábulos com intencionalidade? Qual o limite de actuação da espontaneidade? Onde deixa esta de se expressar, para ser comandada pela razão e pela vontade de uma sequência pensada, procurada?
Algum poeta, mesmo de algibeira, que me responda.
Algum poeta, mesmo de algibeira, que me responda.
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