quinta-feira, 31 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Fundação Iberê Camargo
Mudança Estratégica
A partir de hoje decidi alargar o âmbito deste blog. Com uma clara mudança ''editorial'' será também um fiel depositário de projectos, obras e desenhos.
Casa dos Bicos e Saramago
A Casa dos Bicos foi cedida pela Câmara Municipal de Lisboa à Fundação Saramago para esta última aí instalar a sua sede.
O projecto de adaptação está a ser desenvolvido por Manuel Vicente, autor do projecto de arquitectura original, elaborado segundo uma metodologia e critérios de intervenção no património que reforçaram a importância que o edifício já possuía pela sua relevância histórica, arquitectónica e patrimonial.
Esta história faz-me pensar no que irá suceder ao Edifício do Pavilhão de Portugal em Hanôver. Foi cedido pela Câmara Municipal de Coimbra, depois de bastante mal tratado por esta autarquia, à Orquestra Clásssica do Centro. Estou curiosíssimo para ver o que vai suceder ao edifício, após o mau uso despreocupado a que foi sujeito pelo seu proprietário - a CMC - e depois de uma das responsáveis da Orquestra ter vindo a público dizer que a prazo o edifício necessitaria de obras de adaptação. Resta saber quem as irá projectar. Temos todos razões para estar receosos, lamento ter de o dizer.
O projecto de adaptação está a ser desenvolvido por Manuel Vicente, autor do projecto de arquitectura original, elaborado segundo uma metodologia e critérios de intervenção no património que reforçaram a importância que o edifício já possuía pela sua relevância histórica, arquitectónica e patrimonial.
Esta história faz-me pensar no que irá suceder ao Edifício do Pavilhão de Portugal em Hanôver. Foi cedido pela Câmara Municipal de Coimbra, depois de bastante mal tratado por esta autarquia, à Orquestra Clásssica do Centro. Estou curiosíssimo para ver o que vai suceder ao edifício, após o mau uso despreocupado a que foi sujeito pelo seu proprietário - a CMC - e depois de uma das responsáveis da Orquestra ter vindo a público dizer que a prazo o edifício necessitaria de obras de adaptação. Resta saber quem as irá projectar. Temos todos razões para estar receosos, lamento ter de o dizer.
Aforismos roubados; variações
Less is More.
Mies van der Rohe
Less is bore.
Robert Venturi
Less is more or less.
Paulo Mendes da Rocha
Less is only more where more is no good.
Frank Llyd Wright
Mies van der Rohe
Less is bore.
Robert Venturi
Less is more or less.
Paulo Mendes da Rocha
Less is only more where more is no good.
Frank Llyd Wright
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Estamos Todos Doidos
Normalmente, quando pretendemos algum benefício da parte dos poderes públicos - a isenção de alguma taxa a que achamos que temos direito, por exemplo - parte de nós o requerimento destinado a obtê-lo. Usualmente, é o interessado a fazer valer os seus direitos, recorrendo, se necessário se mostrar, aos competentes pareceres jurídicos com vista a sustentar a pretensão, o que, como é evidente, fará suportar os custos inerentes. Tudo normal. Mas nem sempre é assim. Na Câmara da Figueira da Foz, vigora uma outra lógica. Isto a propósito do a todos os títulos polémico hotel de 16 pisos na marginal. Segundo é noticiado na edição de ontem do Jornal Público, a autarquia figueirense já terá pago mais de 200 mil euros em pareceres jurídicos com vista a justificar a isenção de taxas urbanísticas à obra do referido imóvel. É surpreendente que uma Câmara pague para defender que não deverá receber de privados quantias que à partida lhe são devidas. Resta acrescentar que as referidas taxas ascendem a mais de 1,4 milhões de euros. Estarei confundido ou alguma coisa estranha se está a passar?
Paulo Mendes da Rocha em Lisboa

Paulo Mendes da Rocha apresentou ontem em Lisboa o seu projecto para o novo Museu dos Coches a construir em Belém, com início de obra marcado para Setembro e conclusão prevista para 2010, a tempo das cmemorações do Centenário da República
O convite ao arquitecto partiu do Ministro da Economia, Manuel Pinho, e contribuirá, decerto, para o enriquecimento do património arquitectónico português e não apenas de Lisboa. Trata-se de uma peça chave para a recuperação da frente marítima na zona de Belém e as imagens já divulgadas fazem esperar o melhor, o que não surpreende. O brasileiro Paulo Mendes da Rocha, com escritório em São Paulo e Prémio Pritzker em 2006, é um dos mais criativos e consistentes arquitectos mundiais. A oportunidade que lhe foi dada para executar um dos seus trabalhos em Portugal deverá, pois, ser motivo de satisfação e orgulho.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
She Changes



She Changes voltou ao lugar.
Depois de uma processo em que a Cãmara Municipal de Matosinhos se envolveu vigorosamente, a escultura de Janet Echelman surge recuperada e ainda bem. Se bem me lembro, trata-se da única intervenção numa rotunda que é capaz de atingir a excelência. Dignifica a cidade de Matosinhos, a sua entrada, e é em si mesma uma obra de arte urbana ímpar. É uma lição. Ainda bem que a Câmara fez questão de envolver a escultora no processo de recuperação e que o fabrico de uma rede mais resistente do que a original(que se encontrava bastante degradada) foi acompanhado de perto por alguém próximo da autora. Trata-se também de uma lição. Que faça escola.
Cultura e outras histórias
Bragança inaugurou na passada segunda-feira, o Museu de Arte Contemporânea Graça Morais, da autoria de Eduardo Souto de Moura.
O Museu, uma recuperação de um edifício existente ao qual foi adicionada um nova ala, contará com uma colecção permanente constituída por obra da pintora que dá nome à instituição cultural. No que refere à programação temporária, o Museu contará com a colaboração do Museu de Serralves, que ficará responsável por essa área temática.
A instituição agora inaugurada vem juntar-se a uma série de outros equipamentos culturais, que a Câmara tem promovido, com um significativo esforço finaceiro. Segundo as palavras do Presidente de Cãmara, o investimento em cultura nunca é demasiado, pondo em evidência que os públicos não se criam de um momento para o outro.
Centro de Arte Contemporânea nasce em São João da Madeira, nos terrenos da antiga fábrica Oliva. A Câmara Municipal assinou um protocolo de colaboração com a Fundação de Serralves, que ficará responsável pela planificação e implementação do projecto no terreno, além de lhe ser atribuída a gestão futura da instituição.
O acervo do museu englobará o acervo do casal são-joanense José e Norlinda Lima, constituído por cerca de mil peças de Arte, entre as quais figuram quadros de Paula Rego, Vieira da Silva, Júlio Resende e Graça Morais. A doação foi formalizada na segunda-feira, no mesmo dia em que foi inaugurado o Museu de Bragança. Boas notícias, portanto, para a cultura em Portugal.
Coimbra denunciou - ou não renovou, se se preferir - o protocolo que ligava a Cãmara Municipal ao Museu de Serralves. Através do mesmo esta instituição era a responsável pela programação do Pavilhão de Portugal em Hanôver, edifício que fora transferido para essa cidade, onde se mantinha como espaço expositivo.
Segundo a justificação da autarquia, num ano o espaço de exposições recebeu cinco mil visitantes, em contraste com os vinte mil do Museu da Água, cujo conteúdo é totalmente nulo, acrescento.
Com a medida, ficou aberto o caminho para a cedência do edifício à Orquestra Sínfónica das Beiras, que pela manifesta inadequação do edifício a sala de ensaios e concertos, deve determinar o fim desta obra de Siza Vieira e Souto de Moura, cuja ruína já foi iniciado pelo incúria, desprezo e maus tratos a que a mesma tem sido sujeita.
Não vou cruzar estas três realidades nem fazer qualquer comentário. As evidências falam por si. Só quero lembrar que Coimbra é a Cidade do Conhecimento - como se anuncia na autoestrada A1, segundo proposta apresentada à Brisa pelo presidente da Câmara, Dr. Carlos Encarnação - e que reclama ser conhecida como uma cidade de Cultura.
O Museu, uma recuperação de um edifício existente ao qual foi adicionada um nova ala, contará com uma colecção permanente constituída por obra da pintora que dá nome à instituição cultural. No que refere à programação temporária, o Museu contará com a colaboração do Museu de Serralves, que ficará responsável por essa área temática.
A instituição agora inaugurada vem juntar-se a uma série de outros equipamentos culturais, que a Câmara tem promovido, com um significativo esforço finaceiro. Segundo as palavras do Presidente de Cãmara, o investimento em cultura nunca é demasiado, pondo em evidência que os públicos não se criam de um momento para o outro.
Centro de Arte Contemporânea nasce em São João da Madeira, nos terrenos da antiga fábrica Oliva. A Câmara Municipal assinou um protocolo de colaboração com a Fundação de Serralves, que ficará responsável pela planificação e implementação do projecto no terreno, além de lhe ser atribuída a gestão futura da instituição.
O acervo do museu englobará o acervo do casal são-joanense José e Norlinda Lima, constituído por cerca de mil peças de Arte, entre as quais figuram quadros de Paula Rego, Vieira da Silva, Júlio Resende e Graça Morais. A doação foi formalizada na segunda-feira, no mesmo dia em que foi inaugurado o Museu de Bragança. Boas notícias, portanto, para a cultura em Portugal.
Coimbra denunciou - ou não renovou, se se preferir - o protocolo que ligava a Cãmara Municipal ao Museu de Serralves. Através do mesmo esta instituição era a responsável pela programação do Pavilhão de Portugal em Hanôver, edifício que fora transferido para essa cidade, onde se mantinha como espaço expositivo.
Segundo a justificação da autarquia, num ano o espaço de exposições recebeu cinco mil visitantes, em contraste com os vinte mil do Museu da Água, cujo conteúdo é totalmente nulo, acrescento.
Com a medida, ficou aberto o caminho para a cedência do edifício à Orquestra Sínfónica das Beiras, que pela manifesta inadequação do edifício a sala de ensaios e concertos, deve determinar o fim desta obra de Siza Vieira e Souto de Moura, cuja ruína já foi iniciado pelo incúria, desprezo e maus tratos a que a mesma tem sido sujeita.
Não vou cruzar estas três realidades nem fazer qualquer comentário. As evidências falam por si. Só quero lembrar que Coimbra é a Cidade do Conhecimento - como se anuncia na autoestrada A1, segundo proposta apresentada à Brisa pelo presidente da Câmara, Dr. Carlos Encarnação - e que reclama ser conhecida como uma cidade de Cultura.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Sem Título
Estou sonolento, cansado, anestesiado.
Além do mais, passei os últimos dias num esforço sem igual para me tentar lembrar do PIN do meu mais recente cartão de acesso ao universo do consumo. Com sucesso, convém dizer. Não fui vencido por um pedaço de pástico com um chip. Mas o esforço foi total e sem tréguas.
Decidi, pois, dar folga à memória. Não lhe pedir grandes combates. Razão pela qual a única coisa a que me sinto obrigado, é dizer é que descobri a frase abaixo na net. A autoria não recordo.
''(...) beijar-te a boca; deslizar pelo teu corpo, até ao mais quente e húmido dos teus segredos.''
Além do mais, passei os últimos dias num esforço sem igual para me tentar lembrar do PIN do meu mais recente cartão de acesso ao universo do consumo. Com sucesso, convém dizer. Não fui vencido por um pedaço de pástico com um chip. Mas o esforço foi total e sem tréguas.
Decidi, pois, dar folga à memória. Não lhe pedir grandes combates. Razão pela qual a única coisa a que me sinto obrigado, é dizer é que descobri a frase abaixo na net. A autoria não recordo.
''(...) beijar-te a boca; deslizar pelo teu corpo, até ao mais quente e húmido dos teus segredos.''
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Coimbra no Público
Nesta última semana Coimbra conseguiu a enorma proeza de ser notícia duas vezes (apenas duas!) e sempre pelos piores motivos. Ou intriga política, ou intriga política e acusações de financiamento ilegal de partido e abuso de poder. No primeiro caso, a Distrital do PSD, na pessoa de Jaime Soares, recusa a candidatura de Pina Prata à Câmara Municipal de Coimbra; no segundo, Luís Vilar é notícia pelos piores motivos e, com ele, também o PS.
Triste cidade esta. Não é possível prender a atenção da imprensa nacional por motivos dignos? Inovação, criatividade, conhecimento, afirmação, qualquer coisa que valha a pena?
Triste cidade esta. Não é possível prender a atenção da imprensa nacional por motivos dignos? Inovação, criatividade, conhecimento, afirmação, qualquer coisa que valha a pena?
terça-feira, 17 de junho de 2008
A direita da Arrifana
As valentes quedas que o ano passado experimentei na Arrifana, em tarde de marés vivas e em consequência de uma má avaliação da dimensão do mar, não me deixam saudades. Depois de um gesto de ousadia e após conseguir chegar ao line up a única ideia que consegui ter foi simples: como é que vou sair daqui?!
Senti-me um verdadeiro menino e bem pequenino. E estes malucos a desafiar o mar desta forma e, ainda por cima, em zona de rochas, algumas das quais emergindo violentamente e bastante acima da superfície da água.
Senti-me um verdadeiro menino e bem pequenino. E estes malucos a desafiar o mar desta forma e, ainda por cima, em zona de rochas, algumas das quais emergindo violentamente e bastante acima da superfície da água.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
A Broke Down Melody
O que mais me agrada em Jack Johnson não é a sua música. Gosto de a ouvir, dispõe bem, mas nada comparado com os filmes. É incrível como, nesse registo, consegue transmitir com bastante fidelidade o prazer que o surf proporciona, a satisfação da aceleração da prancha com a última remada, o gozo de deslizar ao longo da onda, de forma serpenteante a acompanhar o seu movimento.
Mais do que a música de Jack Johnson, admiro-lhe a capacidade para a selecção das bandas sonoras dos filmes. Thicker than Water é um exemplo magnífico. Olhar para o mar ao som desse cd é fenomenal. Mas a melhor combinação entre surf e música que já vi está em A Broke Down Melody. O próprio Johnson a surfar ao som de know How dos Kings of Convenience é brutal. Mas o que me fez apaixonar por esse filme foi antes de mais o seu trailer. Descobri-o na net há muito tempo, antes mesmo de ter visto o filme.
Mais do que a música de Jack Johnson, admiro-lhe a capacidade para a selecção das bandas sonoras dos filmes. Thicker than Water é um exemplo magnífico. Olhar para o mar ao som desse cd é fenomenal. Mas a melhor combinação entre surf e música que já vi está em A Broke Down Melody. O próprio Johnson a surfar ao som de know How dos Kings of Convenience é brutal. Mas o que me fez apaixonar por esse filme foi antes de mais o seu trailer. Descobri-o na net há muito tempo, antes mesmo de ter visto o filme.
Prosa Fantástica
Durante a transmissão do jogo do Euro que opôs a Holanda à Itália, um dos comentadores, em diálogo com um outro, ao enaltecer as qualidades da partida presenteou-nos com esta verdadeira pérola do comentês:
''quando o futebol toma o freio nos dentes não há nada a fazer''
Haveria, sim senhor, se o bom senso imperasse: poupar-nos!
''quando o futebol toma o freio nos dentes não há nada a fazer''
Haveria, sim senhor, se o bom senso imperasse: poupar-nos!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Fim anunciado do Pavilhão de Portugal em Hanôver?

A Orquestra Clássica do Centro vai assumir a gestão do pavilhão do Centro de Portugal já a partir de dia 10 de Junho. O prtotocolo de cedência do espaço prevê ainda a organização de um programa cultural diversificado para o espaço, para além da sua utilização para concertos.
A medida é divulgada no jornal Público de dia 3, sendo referido na notícia que o pavilhão é feito em cortiça no interior (o que não está correcto, é em cortiça, sim , mas no exterior) e que não contém nenhuma sala de espectáculos. Parece uma afirmação visando desculpar qualquer grave alteração do edifício. A verdade é que é perfeitamente natural que seja como é referido. Foi concebido para fins diversos daqueles para que o querem utlizar agora. É até preocupante esta cedência e com o fim em causa. Recorde-se que o edifício foi projectado por Álvaro Siza e Souto de Moura para a Exposição Universal de Hanôver 2000. Emília Martins, directora da Orquestra já fez saber que a não existência da dita sala de espectáculos constitui uma limitação que poderá ser ultrapassada, admitindo a necessidade de a médio prazo se proceder a ''algumas alterações'' com o objectivo de ''melhorar as condições acústicas''.
A única reacção a tudo isto é de temor:
1. receio que a responsável não tenha pleno conhecimento da autoria e do valor arquitectónico do imóvel;
2. tendo em atenção o estado miserável como o edifício tem sido utilizado e desprezado temo que esteja anunciado o seu fim definitivo; dúvido, face a essa realidade que qualquer alteração venha a ser pensada pelos seus autores; estou mais inclinado para pensar que sejam chamados os responnsáveis pela colocação dos projectores na fachada, os mesmos (julgo) que escolheram o mobiliário desqulificado que invadiu de forma ignóbil o espaço e que têm permitido que o edifício se esteja a despedaçar e que permaneça sujo; face à alterações ali produzidas e à descaracterização que o pavilhão vem sofrendo custa-me ser optimista;
3. o edifício funciona muito bem como sala de exposições (tem uma luz magnífica) mas como sala de concertos parece difícil (com aquela cobertura de tela translúcida?); parece-me impossível insonorizá-lo sem o desvirtuar gravemente;
4. foi posto em causa o protocolo com a Fundação de Serralves (o Museu de Serralves foi responsável por todas as exposições ali produzidas) e com esse fim anuncia-se uma incógnita quanto à qualidade da programação cultural que se avizinha.
Como eu gostaria que as coisas em Coimbra se passassem de forma distinta.
Não se percebe para que é que a cidade insistiu tanto para ficar com o pavilhão se não sente por ele o menor apreço e se nem o sabe o usar. Só por ser do Siza, como se tratarasse de uma etiqueta? Coimbra, de uma só vez, conseguiu desperdiçar a oportunidade de ter exposições de nível internacional num magnífico espaço para as albergar e acabou de dar um passo para uma pesada incógnica sobre uma peça de arquitectura de inegável valor e qualidade. Não parece que o património deva ser tratado assim. Sobretudo numa cidade tão pobre em arquitectura moderna e contemporânea. Esperemos que não se configurem motivos para pensar que a demolição seria um fim mais digno e que as árvores deviam morrer de pé.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Inédito
Normalmente os portugueses reclamam dos atrasos dos serviços públicos e dos contratempos que tais atrasos lhes causam.
Agora, imagine-se o contrário. Eu sei que é difícil, mas é real. A história refere-se a um ilustre cidadão que solicitou uma consulta de especialidade num hospital do Norte. A dita consulta foi pedida pelo médico de família no dia 27 do mês de Maio. A verdade é que os serviços de saúde nem sempre funcionam mal. E na realidade todos devíamos ficar satiesfeitos com isso. Todos não, porque parece que há a quem o facto causa incómodos. Ontem, dia 3, foi o dia em que o dito senhor pôde usufruir da consulta pedida. E se atrás disse que nem todos se sentiam agradados com a celeridade com que este assunto se desenvolveu é porque o senhor em questão além de ter comparecido na consulta não se limitou a fazê-lo. Pasme-se, reclamou no hospital porque no seu entendimento a consulta tinha sido disponibilizada num prazo muito curto. Depressa demais, portanto. Assim é difícil trabalhar, de facto. Tuguices!
Agora, imagine-se o contrário. Eu sei que é difícil, mas é real. A história refere-se a um ilustre cidadão que solicitou uma consulta de especialidade num hospital do Norte. A dita consulta foi pedida pelo médico de família no dia 27 do mês de Maio. A verdade é que os serviços de saúde nem sempre funcionam mal. E na realidade todos devíamos ficar satiesfeitos com isso. Todos não, porque parece que há a quem o facto causa incómodos. Ontem, dia 3, foi o dia em que o dito senhor pôde usufruir da consulta pedida. E se atrás disse que nem todos se sentiam agradados com a celeridade com que este assunto se desenvolveu é porque o senhor em questão além de ter comparecido na consulta não se limitou a fazê-lo. Pasme-se, reclamou no hospital porque no seu entendimento a consulta tinha sido disponibilizada num prazo muito curto. Depressa demais, portanto. Assim é difícil trabalhar, de facto. Tuguices!
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