quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Desenhos

Paúl do Mar. Madeira.

Desenhos

Sta Cruz. Madeira. Pausa para café.

Desenhos

Arrifana.

Desenhos

Mulher oriental ajuda na procura de paciência nas 2 horas de fila nos Uffizi.

Desenhos

(minha) Pausa na conversa.

Desenhos

Ocupação de reunião... a caneta toma o lugar da atenção.

Desenhos

Nova orientação concretizada. Depois de um projecto, agora os desenhos. Eu mesmo, para começar.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Fundação Iberê Camargo











Fanatásticas fotos de Fernando Guerra da maravilhosa obra de Álvaro Siza para descobrir em:
http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/

Mudança Estratégica

A partir de hoje decidi alargar o âmbito deste blog. Com uma clara mudança ''editorial'' será também um fiel depositário de projectos, obras e desenhos.

Casa dos Bicos e Saramago

A Casa dos Bicos foi cedida pela Câmara Municipal de Lisboa à Fundação Saramago para esta última aí instalar a sua sede.
O projecto de adaptação está a ser desenvolvido por Manuel Vicente, autor do projecto de arquitectura original, elaborado segundo uma metodologia e critérios de intervenção no património que reforçaram a importância que o edifício já possuía pela sua relevância histórica, arquitectónica e patrimonial.

Esta história faz-me pensar no que irá suceder ao Edifício do Pavilhão de Portugal em Hanôver. Foi cedido pela Câmara Municipal de Coimbra, depois de bastante mal tratado por esta autarquia, à Orquestra Clásssica do Centro. Estou curiosíssimo para ver o que vai suceder ao edifício, após o mau uso despreocupado a que foi sujeito pelo seu proprietário - a CMC - e depois de uma das responsáveis da Orquestra ter vindo a público dizer que a prazo o edifício necessitaria de obras de adaptação. Resta saber quem as irá projectar. Temos todos razões para estar receosos, lamento ter de o dizer.

Aforismos roubados; variações

Less is More.
Mies van der Rohe

Less is bore.
Robert Venturi

Less is more or less.
Paulo Mendes da Rocha

Less is only more where more is no good.
Frank Llyd Wright

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Estamos Todos Doidos

Normalmente, quando pretendemos algum benefício da parte dos poderes públicos - a isenção de alguma taxa a que achamos que temos direito, por exemplo - parte de nós o requerimento destinado a obtê-lo. Usualmente, é o interessado a fazer valer os seus direitos, recorrendo, se necessário se mostrar, aos competentes pareceres jurídicos com vista a sustentar a pretensão, o que, como é evidente, fará suportar os custos inerentes. Tudo normal. Mas nem sempre é assim. Na Câmara da Figueira da Foz, vigora uma outra lógica. Isto a propósito do a todos os títulos polémico hotel de 16 pisos na marginal. Segundo é noticiado na edição de ontem do Jornal Público, a autarquia figueirense já terá pago mais de 200 mil euros em pareceres jurídicos com vista a justificar a isenção de taxas urbanísticas à obra do referido imóvel. É surpreendente que uma Câmara pague para defender que não deverá receber de privados quantias que à partida lhe são devidas. Resta acrescentar que as referidas taxas ascendem a mais de 1,4 milhões de euros. Estarei confundido ou alguma coisa estranha se está a passar?

Paulo Mendes da Rocha em Lisboa













Paulo Mendes da Rocha apresentou ontem em Lisboa o seu projecto para o novo Museu dos Coches a construir em Belém, com início de obra marcado para Setembro e conclusão prevista para 2010, a tempo das cmemorações do Centenário da República
O convite ao arquitecto partiu do Ministro da Economia, Manuel Pinho, e contribuirá, decerto, para o enriquecimento do património arquitectónico português e não apenas de Lisboa. Trata-se de uma peça chave para a recuperação da frente marítima na zona de Belém e as imagens já divulgadas fazem esperar o melhor, o que não surpreende. O brasileiro Paulo Mendes da Rocha, com escritório em São Paulo e Prémio Pritzker em 2006, é um dos mais criativos e consistentes arquitectos mundiais. A oportunidade que lhe foi dada para executar um dos seus trabalhos em Portugal deverá, pois, ser motivo de satisfação e orgulho.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

She Changes

















She Changes voltou ao lugar.
Depois de uma processo em que a Cãmara Municipal de Matosinhos se envolveu vigorosamente, a escultura de Janet Echelman surge recuperada e ainda bem. Se bem me lembro, trata-se da única intervenção numa rotunda que é capaz de atingir a excelência. Dignifica a cidade de Matosinhos, a sua entrada, e é em si mesma uma obra de arte urbana ímpar. É uma lição. Ainda bem que a Câmara fez questão de envolver a escultora no processo de recuperação e que o fabrico de uma rede mais resistente do que a original(que se encontrava bastante degradada) foi acompanhado de perto por alguém próximo da autora. Trata-se também de uma lição. Que faça escola.

Cultura e outras histórias

Bragança inaugurou na passada segunda-feira, o Museu de Arte Contemporânea Graça Morais, da autoria de Eduardo Souto de Moura.
O Museu, uma recuperação de um edifício existente ao qual foi adicionada um nova ala, contará com uma colecção permanente constituída por obra da pintora que dá nome à instituição cultural. No que refere à programação temporária, o Museu contará com a colaboração do Museu de Serralves, que ficará responsável por essa área temática.
A instituição agora inaugurada vem juntar-se a uma série de outros equipamentos culturais, que a Câmara tem promovido, com um significativo esforço finaceiro. Segundo as palavras do Presidente de Cãmara, o investimento em cultura nunca é demasiado, pondo em evidência que os públicos não se criam de um momento para o outro.

Centro de Arte Contemporânea nasce em São João da Madeira, nos terrenos da antiga fábrica Oliva. A Câmara Municipal assinou um protocolo de colaboração com a Fundação de Serralves, que ficará responsável pela planificação e implementação do projecto no terreno, além de lhe ser atribuída a gestão futura da instituição.
O acervo do museu englobará o acervo do casal são-joanense José e Norlinda Lima, constituído por cerca de mil peças de Arte, entre as quais figuram quadros de Paula Rego, Vieira da Silva, Júlio Resende e Graça Morais. A doação foi formalizada na segunda-feira, no mesmo dia em que foi inaugurado o Museu de Bragança. Boas notícias, portanto, para a cultura em Portugal.

Coimbra denunciou - ou não renovou, se se preferir - o protocolo que ligava a Cãmara Municipal ao Museu de Serralves. Através do mesmo esta instituição era a responsável pela programação do Pavilhão de Portugal em Hanôver, edifício que fora transferido para essa cidade, onde se mantinha como espaço expositivo.
Segundo a justificação da autarquia, num ano o espaço de exposições recebeu cinco mil visitantes, em contraste com os vinte mil do Museu da Água, cujo conteúdo é totalmente nulo, acrescento.
Com a medida, ficou aberto o caminho para a cedência do edifício à Orquestra Sínfónica das Beiras, que pela manifesta inadequação do edifício a sala de ensaios e concertos, deve determinar o fim desta obra de Siza Vieira e Souto de Moura, cuja ruína já foi iniciado pelo incúria, desprezo e maus tratos a que a mesma tem sido sujeita.

Não vou cruzar estas três realidades nem fazer qualquer comentário. As evidências falam por si. Só quero lembrar que Coimbra é a Cidade do Conhecimento - como se anuncia na autoestrada A1, segundo proposta apresentada à Brisa pelo presidente da Câmara, Dr. Carlos Encarnação - e que reclama ser conhecida como uma cidade de Cultura.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sem Título

Estou sonolento, cansado, anestesiado.
Além do mais, passei os últimos dias num esforço sem igual para me tentar lembrar do PIN do meu mais recente cartão de acesso ao universo do consumo. Com sucesso, convém dizer. Não fui vencido por um pedaço de pástico com um chip. Mas o esforço foi total e sem tréguas.
Decidi, pois, dar folga à memória. Não lhe pedir grandes combates. Razão pela qual a única coisa a que me sinto obrigado, é dizer é que descobri a frase abaixo na net. A autoria não recordo.

''(...) beijar-te a boca; deslizar pelo teu corpo, até ao mais quente e húmido dos teus segredos.''

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Coimbra no Público

Nesta última semana Coimbra conseguiu a enorma proeza de ser notícia duas vezes (apenas duas!) e sempre pelos piores motivos. Ou intriga política, ou intriga política e acusações de financiamento ilegal de partido e abuso de poder. No primeiro caso, a Distrital do PSD, na pessoa de Jaime Soares, recusa a candidatura de Pina Prata à Câmara Municipal de Coimbra; no segundo, Luís Vilar é notícia pelos piores motivos e, com ele, também o PS.

Triste cidade esta. Não é possível prender a atenção da imprensa nacional por motivos dignos? Inovação, criatividade, conhecimento, afirmação, qualquer coisa que valha a pena?

terça-feira, 17 de junho de 2008

A direita da Arrifana

As valentes quedas que o ano passado experimentei na Arrifana, em tarde de marés vivas e em consequência de uma má avaliação da dimensão do mar, não me deixam saudades. Depois de um gesto de ousadia e após conseguir chegar ao line up a única ideia que consegui ter foi simples: como é que vou sair daqui?!

Senti-me um verdadeiro menino e bem pequenino. E estes malucos a desafiar o mar desta forma e, ainda por cima, em zona de rochas, algumas das quais emergindo violentamente e bastante acima da superfície da água.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A Broke Down Melody

O que mais me agrada em Jack Johnson não é a sua música. Gosto de a ouvir, dispõe bem, mas nada comparado com os filmes. É incrível como, nesse registo, consegue transmitir com bastante fidelidade o prazer que o surf proporciona, a satisfação da aceleração da prancha com a última remada, o gozo de deslizar ao longo da onda, de forma serpenteante a acompanhar o seu movimento.
Mais do que a música de Jack Johnson, admiro-lhe a capacidade para a selecção das bandas sonoras dos filmes. Thicker than Water é um exemplo magnífico. Olhar para o mar ao som desse cd é fenomenal. Mas a melhor combinação entre surf e música que já vi está em A Broke Down Melody. O próprio Johnson a surfar ao som de know How dos Kings of Convenience é brutal. Mas o que me fez apaixonar por esse filme foi antes de mais o seu trailer. Descobri-o na net há muito tempo, antes mesmo de ter visto o filme.