Não resisto a colocar aqui um comentário que realizei a um post em http://objectotranslucido.blogspot.com/2009/02/deambulacoes-i.html.
Do latim deambulare
de.am.bu.lar intransitivo
passear
vagar
Não tenho vagar, é aqui claramente contrariado. Andar à deriva. Mas como o mar urbano é amigo, chega-se sempre a bom porto. ''O Homem que Gostava de Cidades'',inicialmente transmitido na TSF e depois publicado livro, em ambos os caso por Manuel Graça Dias, traduz bem o que pode ser a riqueza da vida urbana. E tal como as pessoas, quanto mais contraditória e complexa, mais rica, motivadora e inspiradora. A Surpresa, o inesperado são a chave do interesse da deambulação. Deambulação pelas ruas, alamedas, avenidas e praças, mas também pelas dobras e esquinas do tempo, e no cruzamento com as pessoas ao longo da vida.
Deambular é obrigatório. Quem não o faz, regride. Fio condutor, saber tudo à partida, não faz parte do trajecto de quem quer realmente viver e aprender com a vida. Porque, como nos ensina Niemeyer de uma forma assustadoramente crua, tudo isto é demasiado elementar: ''nasceu, morreu, fodeu-se''.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O que simplesmente eu mesmo aprendi
O carro mais bonito de todos os tempos
O fantástico DS foi eleito o automóvel mais bonito de todos os tempos, por um painel de designers.
Na foto, retratado na viagem que o Alison e Peter Smithson realizaram por Inglaterra ao volante de ID DS 19. É impressionante como a arquitectura e os automóveis sempre se conjugaram tão bem - recordo as longínquas fotos da obra de Le Corbusier. Isto, claro, no tempo em que os carros não eram todos iguais.
Na foto, retratado na viagem que o Alison e Peter Smithson realizaram por Inglaterra ao volante de ID DS 19. É impressionante como a arquitectura e os automóveis sempre se conjugaram tão bem - recordo as longínquas fotos da obra de Le Corbusier. Isto, claro, no tempo em que os carros não eram todos iguais.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
A Cidade e os Outros
Escultura de Ângelo de Sousa no Burgo.
Agradece-se este encontro com Souto de Moura que temos a fortuna de poder desfrutar e viver. A cidade como local de cidadania e de beleza. Afinal, uma não existe sem a outra.
Agradece-se este encontro com Souto de Moura que temos a fortuna de poder desfrutar e viver. A cidade como local de cidadania e de beleza. Afinal, uma não existe sem a outra.
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Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego
Eduardo Souto de Moura; Cascais.
Uma da raras imagens conhecidas, até ao momento. Aguarda-se a conclusão da obra.
Uma da raras imagens conhecidas, até ao momento. Aguarda-se a conclusão da obra.
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O mundo sem fio de prumo
Eduardo Souto de Moura; Ponte de Lima.
O mundo tombado ou é mesmo uma casa.
A composição em evidência, não tanto a proposta de vida.
O mundo tombado ou é mesmo uma casa.
A composição em evidência, não tanto a proposta de vida.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Get a life
Frases e atitudes místicas não me seduzem.
Paixão é uma coisa, idiotia é outra.
Paixão, vibra. Traz empenho. Idiotia, fecha para a vida.
Só de quem tem o cérebro todo queimado com flor de sal:
Surf is not a matter of life and death...
It is more important than that!
Paixão é uma coisa, idiotia é outra.
Paixão, vibra. Traz empenho. Idiotia, fecha para a vida.
Só de quem tem o cérebro todo queimado com flor de sal:
Surf is not a matter of life and death...
It is more important than that!
Por estes dias...
...e por entre estes planos. Por entre. Estar entre. Entre.
Estou entre planos, espaços, páginas, palavras. Sempre entre alguma coisa. Transitoriamente.
Estou entre planos, espaços, páginas, palavras. Sempre entre alguma coisa. Transitoriamente.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Por estes dias...
sábado, 14 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
A Vida Privada de Salazar
Confesso. Embora numa casa que não partilhava ideias de direita, cresci a ouvir histórias sobre Salazar. Tanto ouvi sobre a sua faceta austera, como sobre os seus discuros com aquela voz marcada e sibilina. Ouvi também, bastante, sobre o seu alegado envolvimento com a jornalista francesa que o entrevistou. Daí que até consiga aceitar vê-lo no papel de sedutor, pese embora tudo o resto. Até aí ainda concedo: era um homem inteligente e poderoso.
Mas há limites, mesmo para uma série televisiva. Salazar a beijar o pé de uma mulher - desculpem - é demais. Isso é tão improvável como a Nossa Senhora de Fátima a fazer street racing aos comandos de uma CBR 1000, na Avenida 24 de Julho.
Não me lixem!
Mas há limites, mesmo para uma série televisiva. Salazar a beijar o pé de uma mulher - desculpem - é demais. Isso é tão improvável como a Nossa Senhora de Fátima a fazer street racing aos comandos de uma CBR 1000, na Avenida 24 de Julho.
Não me lixem!
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Programa de mau fim de semana

Mais uma vez. Aí está. Pode ser uma alternativa a Serralves. O Edifício também é do Siza, aliás. Receio, contudo, que a depressão esteja garantida. Pelas imagens transmitidas na televisão não é difícil ver que já em Barcelona a coisa é o que é: fraquinha. Esta proposta, porém... Um salão erótico em Gondomar deve ser coisa tão inspiradora como a Fórmula 1 na Carrapixana. Neste particular, prefiro o menu do Escorrupichoana. Muito bom!
...por favor:

foto. raúl mendes
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
A Cidade e os Outros
A acusação habitual é a mesma: não faz cidade; é um objecto de excepção. Reconhece-se parte da verdade: também de excepções vivem as cidades. felizmente que Eduardo Souto de Moura as produz e nos faz acreditar que o quotidiano pode ser melhor.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
July Delpy - An Ocean Apart
Não. Não é como na TV. A voz é mesmo dela. Da actriz que contamina o filme com a sua frescura.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Para que serve um blog II?
Este blog está temporária, se não definitivamente, com a organização desactivada. Deixou de ter fio condutor. Um fio condutor é uma amarra que prende e não permite o inesperado, correcções no rumo, deperdiça o valioso, apenas porque não estava lá desde o início. Um fio condutor é tão só o que colocamos sobre o ilusório, na tentativa de dar um sentido voluntário à multipla sucessão de factos que acontecem com total independência de nós e da nossa vontade e aconteceriam de qualquer modo, sem a nossa existência, porque, na verdade, o mundo não nos pede licença para se movimentar. O nosso papel é apenas: pegar ou largar.
Os temas estão em alargamento. Aqui cabe tudo o que faz sentido acontecer no quotidiano. A temática é não não ter temática. Tem apenas conteúdo: o que me apetecer. Nem arquitectura, nem surf, nem cinema, nem qualquer outra coisa de melhor ou pior definição. Não se define a vida.
A vida é um excelente caos de inesperados acontecimentos e sucessão de oportunidades, mesmo das que se perdem. Um Sopro e Tudo Mais está convictamente refém: não quer sobrepor-se à feliz desorganização da Espuma dos Dias, ao involuntarismo das surpresas. Aceita com alegria o que que não quer nem pode controlar. E espelha-o no seu espaço.
Porque ''O que importa é a relação com a vida'' .*
*Fernando Távora.
Os temas estão em alargamento. Aqui cabe tudo o que faz sentido acontecer no quotidiano. A temática é não não ter temática. Tem apenas conteúdo: o que me apetecer. Nem arquitectura, nem surf, nem cinema, nem qualquer outra coisa de melhor ou pior definição. Não se define a vida.
A vida é um excelente caos de inesperados acontecimentos e sucessão de oportunidades, mesmo das que se perdem. Um Sopro e Tudo Mais está convictamente refém: não quer sobrepor-se à feliz desorganização da Espuma dos Dias, ao involuntarismo das surpresas. Aceita com alegria o que que não quer nem pode controlar. E espelha-o no seu espaço.
Porque ''O que importa é a relação com a vida'' .*
*Fernando Távora.
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