Bragança inaugurou na passada segunda-feira, o Museu de Arte Contemporânea Graça Morais, da autoria de Eduardo Souto de Moura.
O Museu, uma recuperação de um edifício existente ao qual foi adicionada um nova ala, contará com uma colecção permanente constituída por obra da pintora que dá nome à instituição cultural. No que refere à programação temporária, o Museu contará com a colaboração do Museu de Serralves, que ficará responsável por essa área temática.
A instituição agora inaugurada vem juntar-se a uma série de outros equipamentos culturais, que a Câmara tem promovido, com um significativo esforço finaceiro. Segundo as palavras do Presidente de Cãmara, o investimento em cultura nunca é demasiado, pondo em evidência que os públicos não se criam de um momento para o outro.
Centro de Arte Contemporânea nasce em São João da Madeira, nos terrenos da antiga fábrica Oliva. A Câmara Municipal assinou um protocolo de colaboração com a Fundação de Serralves, que ficará responsável pela planificação e implementação do projecto no terreno, além de lhe ser atribuída a gestão futura da instituição.
O acervo do museu englobará o acervo do casal são-joanense José e Norlinda Lima, constituído por cerca de mil peças de Arte, entre as quais figuram quadros de Paula Rego, Vieira da Silva, Júlio Resende e Graça Morais. A doação foi formalizada na segunda-feira, no mesmo dia em que foi inaugurado o Museu de Bragança. Boas notícias, portanto, para a cultura em Portugal.
Coimbra denunciou - ou não renovou, se se preferir - o protocolo que ligava a Cãmara Municipal ao Museu de Serralves. Através do mesmo esta instituição era a responsável pela programação do Pavilhão de Portugal em Hanôver, edifício que fora transferido para essa cidade, onde se mantinha como espaço expositivo.
Segundo a justificação da autarquia, num ano o espaço de exposições recebeu cinco mil visitantes, em contraste com os vinte mil do Museu da Água, cujo conteúdo é totalmente nulo, acrescento.
Com a medida, ficou aberto o caminho para a cedência do edifício à Orquestra Sínfónica das Beiras, que pela manifesta inadequação do edifício a sala de ensaios e concertos, deve determinar o fim desta obra de Siza Vieira e Souto de Moura, cuja ruína já foi iniciado pelo incúria, desprezo e maus tratos a que a mesma tem sido sujeita.
Não vou cruzar estas três realidades nem fazer qualquer comentário. As evidências falam por si. Só quero lembrar que Coimbra é a Cidade do Conhecimento - como se anuncia na autoestrada A1, segundo proposta apresentada à Brisa pelo presidente da Câmara, Dr. Carlos Encarnação - e que reclama ser conhecida como uma cidade de Cultura.