A habitual arrogância bem-pensante tem o hábito de olhar de soslaio para a criatividade com que alguns de nós usam a língua portuguesa. Eu, pelo contrário, prefiro enaltecer-lhes a capacidade poética e o sentido encantatório e enfático com que manipulam palavras e frases. Novos significados e realidades semânticas são desenvolvidos todos os dias. A língua é isso: um organismo vivo.
E a realidade é simplesmente maravilhosa!
Um senhor com dores no braço na urgência:
o médico -
doi-lhe o braço?;
o doente -
dói, dói, sr. dr... e pior do que isso... é que aleija!