quarta-feira, 18 de março de 2009

sábado, 14 de março de 2009

A Vélib vai chegar a Lisboa

Um serviço de bicicletas de aluguer, há muitos anos existente em Paris, vai ser implementado em Lisboa.
A sua utilização tem um custo simbólico e é certamente uma boa notícia.

Angola, terra de oportunidades

Mais de dois terços da população vive na miséria.
O país está em 162º de uma lista de 177 estados, quanto ao desnvolvimento humano.
Segundo o relatório da International Transparency, posiciona-se em 158º lugar em 180 estados avaliados quanto à presença e importância da corrupção.
De acordo com um índice usado para avaliar as assimetrias sociais - o fosso entre os mais favorecidos e os mais pobres - a sociedade angolana é das mais desiguais do planeta.
É dos piores países para se fazer negócios, segundo o índice Doing Business, do Banco Mundial - Angola ocupa a 168ª possição de um total de 181.
Um relatório da Freedom House dá conta das continuadas restrições aos direitos, liberdades e garantias.
As participações em empresas portuguesas têm aumentado significativamente nos últimos anos, com a compra de acções por parte da empresas públicas angolanas - como a Sonangol - ou pela holding pessoal da filha de José Eduardo dos Santos; a título de exemplo, a petrolífera angolana já é o maior accionista do BCP, com 9,99 do capital, enquanto no BPI, Isabel dos Santos detém 9,69 dos títulos.

Aos dados da Visão, junta-se o relato de quem por lá passou.
Em Luanda, o arrendamento de um T2 normal (para os padrões portugueses, claro) pode custar mensalmente 4500 e Dólares, com um ano pago à cabeça.
Um jantar para 3 pessoas na Ilha, na capital angolana, pode ascender aos 600 Dólares. No interior, tudo é impecável; no exterior, há lixo à porta.
A diária num hotel poderá ter um custo e 400 Dólares e é difícil de conseguir: os hotéis estão esgotados.

Serão estes contrastes uma surpresa? Complementando a afirmação do personagem interpretado por Michael Dougla em Wall Street - o dinheiro não dorme - direi: o dinheiro não faz juízos de valor. É simplesmente assim.

Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego

Com o contributo de uma amiga, a Paula - a quem agradeço - aqui fica uma antecipação da obra de Souto de Moura, em Cascais.


Ai Portugal, Portugal...

Para quem duvida de que chegamos ''inclusivamente'' a ser bem governados:
em 1979, foi decido que o novo Palácio da Justiça de Coimbra seria construído no terreno que actualmente serve de estacionamento aos funcionários do Ministério da Justiça, próximo das actuais instalações do tribunal;
cumprimdo com naturalidade a decisão, no início dos anos 90 chegou a haver um projecto completo, acabado, para obra - tudo a correr como esperado, embora com atrasos ciclópicos;
mais tarde, segundo o normal exercício da política em terras lusas, houve um governo que decidiu que o projecto realizado não se adequava às necessidades de Coimbra, em matéria de justiça;
com essa decisão, ou em concomitância com ela, foi encontrado um novo terreno, na margem esquerda, junto da recolha dos transportes públicos (que ocupa o local mais anormal do mundo, tendo em conta as potencialidades do sítio) e, para dar seguimento ao assunto, é lançado um concurso de arquitectura - houve um vencedor e, no mínimo, prémios a pagar (desconhço se foi iniciada alguma fase posterior do projecto e, em consequência, mais custos com honorários, estudos e consultorias);
no entanto, sem que se saiba muito bem porque motivo (certamente para dar outros usos à margem do rio e garantir maior qualificação dos espaços da cidade não foi certamente), o processo nunca avançou;
agora, 20 anos e muitos milhares de escudos e euros depois, o Ministério da Justiça, em conjunto com a Câmara Municipal, decidiu voltar ao terreno inicial - foi apenas um passeio, tudo bem!

Bom, agora imaginemos estes senhores que nos governaram e governaram, com as seguintes decisões:
Mandam realizar uma casa num terreno que possuem, mas depois do projecto integralmente realizado e pago, decidem que afinal o programa que pensaram não lhes serve, e que o terreno é exíguo para o que pretendem;
seguidamente, fazem uma permuta de terrenos, para conseguir o local adequado para outro projecto, para o que lançam um concurso de arquitectura e pagam os respectivos prémios;
não, afinal não é ali, é melhor voltar ao terreno inicial e desfazer a permuta;
agora só faltará encomendar um novo projecto e pagá-lo, naturalmente (não sem antes explorar mais uns projectistas, com a fixação de um custo irreal por metro quadrado para efeitos de cáculo dos honorários).

Real? Claro que não! Ninguém gere assim os seus dinheiros e bens!
...sim, eu sei. Admito. A comparação está mal feita. Os governos não gastam senão o dinheiro de outrem e com a morosidade de decisão na construção de uma casa nenhum particular lesa profundamente a sociedade e o seu funcionamento.
Brindemos à Justiça.

Por estes dias...

Por estes dias, os dois pólos do meu mundo...

Por estes dias...

E assim me movimento, por estes dias:


...acima dos montes, subindo alto,


...e no meu gabinete, descendo à terra.

Pequeno brinquedo pequeno

Exige algum esforço, mas é como caminhar directamente sobre a água.
A pausa parou.

Novo pequeno brinquedo

O melhor de dois mundos: remada e manobra fáceis.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Vendida

Depoois de mutos drops, cumpriu o seu papel e passou para outras mãos.
Que a apreciem!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Desenhos

O Desterrado. Soares dos Reis


quinta-feira, 5 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

Desenhos

Partido Comunista Francês, Paris.
Oscar Niemeyer

Desenhos

Ville La Roche-Jeanneret, Paris
Le Corbusier







Desenhos

Ville Savoye, Poissy
Le Corbusier





terça-feira, 3 de março de 2009

Desenhos

Paris

Desenhos

Ópera,Paris.
Garnier.

Desenhos

Paris

Desenhos

Paris

Desenhos

Edifício na Rua Franklin, Paris.
August Perret

Desenhos

Restaurante Ti Lena. Talasnal.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Aforismos Roubados. Mundo especializado

''Os especialistas são os homens que sabem cada vez mais a respeito de cada vez menos.''

Anibal S. Vieira in Revista Binário, nº 141, Junho de 1970.

PARABÉNS


Nuno Brandão Costa é o vencedor do prémio Secil de Arquitectura 2008, com o Edifício Administrativo e Show-Room Móveis Viriato, em Rebordosa, Porto.


Muitos Parabéns Nuno.


Destaques do relatório do Júri, que salienta:
«dois aspectos da prática profissional contemporânea: a disciplinar, cumprida pelo rigor construtivo e de desenho da obra em causa; a social e pública, por abordar um programa comercial nem sempre entregue a arquitectos».
«Inserindo-se numa paisagem industrial e menos qualificada, o edifício premiado demonstra a capacidade da arquitectura transformar a envolvente, um dos seus princípios fundadores».

De volta ao Sol

Quero Luz. Quero o Brilho. Quero o Amarelo que vem do ar. Quero simplesmente o SOL.
Quero molhar-me na água do atlântico e sentir-me a secar em instantes.
Quero proteger-me do calor intenso que queima numa esplanada à beira mar. Quero ouvir o som animado que vem das outras mesas.
Quero a brisa. Quero o ar que arrefece sem magoar.
Quero sentir a liberdade da pele despida e amaciada pelo ar marítimo.
Quero tudo isso. Quero o Verão. Quero a Vida. Quero Viver. Quero. Simplesmente Quero.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Serralves

Muñoz em Serralves

Justo Reconhecimento

Fernando Guerra integrou a lista de convidados que Álvaro Siza fez deslocar a Londres para a cerimónia de entrega da Medalha de Ouro do RIBA.
O acontecimento e a figura de Álvaro Siza não podiam ser mais claros.
Fernando em grande!




http://www.ultimasreportagens.com/

PARABÉNS

A medalha de ouro do RIBA (Royal Institute of British Architects), entregue hoje a Álvaro Siza, enche-nos a todos de orgulho.
PARABÉNS.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Número especial

A autoria não é minha, mas presta uma justa homenagem à especificidade do nosso panorama de produção de projectos e obras de arquitectura.

Despudoradamente cru

Não resisto a colocar aqui um comentário que realizei a um post em http://objectotranslucido.blogspot.com/2009/02/deambulacoes-i.html.


Do latim deambulare
de.am.bu.lar intransitivo

passear
vagar


Não tenho vagar, é aqui claramente contrariado. Andar à deriva. Mas como o mar urbano é amigo, chega-se sempre a bom porto. ''O Homem que Gostava de Cidades'',inicialmente transmitido na TSF e depois publicado livro, em ambos os caso por Manuel Graça Dias, traduz bem o que pode ser a riqueza da vida urbana. E tal como as pessoas, quanto mais contraditória e complexa, mais rica, motivadora e inspiradora. A Surpresa, o inesperado são a chave do interesse da deambulação. Deambulação pelas ruas, alamedas, avenidas e praças, mas também pelas dobras e esquinas do tempo, e no cruzamento com as pessoas ao longo da vida.
Deambular é obrigatório. Quem não o faz, regride. Fio condutor, saber tudo à partida, não faz parte do trajecto de quem quer realmente viver e aprender com a vida. Porque, como nos ensina Niemeyer de uma forma assustadoramente crua, tudo isto é demasiado elementar: ''nasceu, morreu, fodeu-se''.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O que simplesmente eu mesmo aprendi
























Esmagador. Brutal. Magnífico. Belo. Culto.
É um personagem maior da Arquitectura.

São as reacções possíveis à conferência - O que aprendi com a Arquitectura - que Eduardo Souto de Moura repetiu, hoje, no auditório Fernando Távora, na FAUP.

O carro mais bonito de todos os tempos

O fantástico DS foi eleito o automóvel mais bonito de todos os tempos, por um painel de designers.
Na foto, retratado na viagem que o Alison e Peter Smithson realizaram por Inglaterra ao volante de ID DS 19. É impressionante como a arquitectura e os automóveis sempre se conjugaram tão bem - recordo as longínquas fotos da obra de Le Corbusier. Isto, claro, no tempo em que os carros não eram todos iguais.

Cenas da casa

Parabéns André!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A Cidade e os Outros

Escultura de Ângelo de Sousa no Burgo.
Agradece-se este encontro com Souto de Moura que temos a fortuna de poder desfrutar e viver. A cidade como local de cidadania e de beleza. Afinal, uma não existe sem a outra.


Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego

Eduardo Souto de Moura; Cascais.
Uma da raras imagens conhecidas, até ao momento. Aguarda-se a conclusão da obra.

O mundo sem fio de prumo

Eduardo Souto de Moura; Ponte de Lima.
O mundo tombado ou é mesmo uma casa.
A composição em evidência, não tanto a proposta de vida.


O mundo ao contrário II

Projecto de Eduardo Souto de Moura.


O mundo ao contrário I

Bizarria algures por paragens asiáticas.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Get a life

Frases e atitudes místicas não me seduzem.
Paixão é uma coisa, idiotia é outra.
Paixão, vibra. Traz empenho. Idiotia, fecha para a vida.

Só de quem tem o cérebro todo queimado com flor de sal:
Surf is not a matter of life and death...
It is more important than that!

Por estes dias...

...e por entre estes planos. Por entre. Estar entre. Entre.
Estou entre planos, espaços, páginas, palavras. Sempre entre alguma coisa. Transitoriamente.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Por estes dias...

...nada como viver um dia de cada vez. E o verão vem a caminho, e o Almada era parvo e estava a lavrar num equívoco.

Brindemos à vida e à mulher portuguesa.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Simplesmente porque sim

...ou porque as Festas de Garagem no início dos 80 aconteceram mesmo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Vida Privada de Salazar

Confesso. Embora numa casa que não partilhava ideias de direita, cresci a ouvir histórias sobre Salazar. Tanto ouvi sobre a sua faceta austera, como sobre os seus discuros com aquela voz marcada e sibilina. Ouvi também, bastante, sobre o seu alegado envolvimento com a jornalista francesa que o entrevistou. Daí que até consiga aceitar vê-lo no papel de sedutor, pese embora tudo o resto. Até aí ainda concedo: era um homem inteligente e poderoso.
Mas há limites, mesmo para uma série televisiva. Salazar a beijar o pé de uma mulher - desculpem - é demais. Isso é tão improvável como a Nossa Senhora de Fátima a fazer street racing aos comandos de uma CBR 1000, na Avenida 24 de Julho.
Não me lixem!

Programa de mau fim de semana











Mais uma vez. Aí está. Pode ser uma alternativa a Serralves. O Edifício também é do Siza, aliás. Receio, contudo, que a depressão esteja garantida. Pelas imagens transmitidas na televisão não é difícil ver que já em Barcelona a coisa é o que é: fraquinha. Esta proposta, porém... Um salão erótico em Gondomar deve ser coisa tão inspiradora como a Fórmula 1 na Carrapixana. Neste particular, prefiro o menu do Escorrupichoana. Muito bom!

...por favor:










foto. raúl mendes

Por estes dias...

...ali no canto inferior direito...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Cidade e os Outros

A acusação habitual é a mesma: não faz cidade; é um objecto de excepção. Reconhece-se parte da verdade: também de excepções vivem as cidades. felizmente que Eduardo Souto de Moura as produz e nos faz acreditar que o quotidiano pode ser melhor.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

July Delpy - An Ocean Apart

Não. Não é como na TV. A voz é mesmo dela. Da actriz que contamina o filme com a sua frescura.

Por estes dias...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Para que serve um blog II?

Este blog está temporária, se não definitivamente, com a organização desactivada. Deixou de ter fio condutor. Um fio condutor é uma amarra que prende e não permite o inesperado, correcções no rumo, deperdiça o valioso, apenas porque não estava lá desde o início. Um fio condutor é tão só o que colocamos sobre o ilusório, na tentativa de dar um sentido voluntário à multipla sucessão de factos que acontecem com total independência de nós e da nossa vontade e aconteceriam de qualquer modo, sem a nossa existência, porque, na verdade, o mundo não nos pede licença para se movimentar. O nosso papel é apenas: pegar ou largar.
Os temas estão em alargamento. Aqui cabe tudo o que faz sentido acontecer no quotidiano. A temática é não não ter temática. Tem apenas conteúdo: o que me apetecer. Nem arquitectura, nem surf, nem cinema, nem qualquer outra coisa de melhor ou pior definição. Não se define a vida.
A vida é um excelente caos de inesperados acontecimentos e sucessão de oportunidades, mesmo das que se perdem. Um Sopro e Tudo Mais está convictamente refém: não quer sobrepor-se à feliz desorganização da Espuma dos Dias, ao involuntarismo das surpresas. Aceita com alegria o que que não quer nem pode controlar. E espelha-o no seu espaço.
Porque ''O que importa é a relação com a vida'' .*

*Fernando Távora.