Nos jornais já é mau. Nos livros, insuportável.
Não gosto de livros em sacos. Após um livro acabado de comnprar, a célebre pergunta: - deseja um saco?!
Um livro de papel macio, que se adapta suavemente à forma das mãos, repentinamente apriosionado no interior de um saco de plástico, não é certamente objecto de comparações benévolas. É trágico.
Não me interessa.
Gosto do cheiro a papel. Gosto de sentir a capa nas mãos. Gosto de poder folhear o livro enquanto ainda o conservo entre os dedos.
Os sacos matam esse prazer. É como comprar um livro online, perdendo a sedução de entrar numa livraria.
Até no plano estético o resultado é mau. Muito mau. Um saco que pende das mãos de alguém que sai de uma livraria é feio. Infinitamente mais belo o gesto de quem conserva o livro debaixo do braço, entalado entre os dedos ou apertado contra o peito. Trata-se de uma proximidade com o objecto de leitura que o dignifica. O saco, não. Banaliza-o.