A ponte pedonal projectada por Cecil Balmond e Adão da Fonseca está a iniciar o processo de ruína: vidros partidos; as guardas de vidro parecem um biotério, tal é a quantidade de formas de vida e de lixo que ali coexistem; metade das armaduras (lâmpadas e suportes) foram-se, migraram ou estão a banhos.
Lamentável!
A propósito da qualidade de desenho dessa ponte, no Jornal The Independent, ''Jay Merrick, chega mesmo a questionar se a nova ponte não representará o arranque de uma nova era em Coimbra (...)*''... Claro que sim, Jay. Tudo está diferente!
*fonte: Arquitectura.pt, Críticos ingleses elogiam ponte Pedro e Inês em Coimbra como “ícone da arquitectura”
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Aforismos Roubados.
''A nudez, sozinha, não é assim tão erótica; precisa que lhe ponham um trapinho em cima. Precisa de um filtro. Pode ser puramente visual, mas deve estar lá. Sensualidade é o obstáculo.''
Faíza Hayta, Revista Xis de 15.07.2006
Faíza Hayta, Revista Xis de 15.07.2006
Mulher Nua
''Limite exacto da vida,
perfeito continente,
harmonia formada, único fim,
definição real da beleza,
mulher nua (...)''
La Mujer Desnuda , Juan Ramón Jiménez
perfeito continente,
harmonia formada, único fim,
definição real da beleza,
mulher nua (...)''
La Mujer Desnuda , Juan Ramón Jiménez
Beleza urbana
Isto é património. Criatividade pura. Desenho a sério. Poesia.
Não acontece em todas a cidades, mesmo nas mais cosmopolitas.
Não sei se o mais bonito não serão mesmo as setinhas reflectoras. proponho o mesmo na Praça da República e na Praça 8 de Maio - devem ser os únicos locais onde ainda não existem. Já estou a ver: em frente da fachada da Igreja de Santa Cruz para orientar o trânsito de cargas e descargas.
Não acontece em todas a cidades, mesmo nas mais cosmopolitas.
Não sei se o mais bonito não serão mesmo as setinhas reflectoras. proponho o mesmo na Praça da República e na Praça 8 de Maio - devem ser os únicos locais onde ainda não existem. Já estou a ver: em frente da fachada da Igreja de Santa Cruz para orientar o trânsito de cargas e descargas.
Seis pontos para um bom início de fim-de-semana
1.adormecer com a janela aberta;
2.sentir na pele a brisa que entra no quarto;
3.convocar um sonho que embale e devolva a paz da inocência;
4.ficar na mesma posição sem contar as horas;
5.acordar com os pés fora da cama;
6.levantar, caminhar para o espelho e abrir um sorriso.
2.sentir na pele a brisa que entra no quarto;
3.convocar um sonho que embale e devolva a paz da inocência;
4.ficar na mesma posição sem contar as horas;
5.acordar com os pés fora da cama;
6.levantar, caminhar para o espelho e abrir um sorriso.
Não sei comentar.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Detalhes de divina beleza - Largo de Santana
Não posso deixar de exultar com a identificação toponímica, maravilhosa, fantástica de uma beleza extrema, da igualmente fantástica e maravilhosa, de uma beleza divina, género-de-rotunda que está a surgir à porta da Penitenciária.
O Largo de Santana não poderia ter ficado marcado de uma forma mais singular. O absoluto afinal existe e quem o quiser ver bastará que se desloque a essa local.
O Largo de Santana não poderia ter ficado marcado de uma forma mais singular. O absoluto afinal existe e quem o quiser ver bastará que se desloque a essa local.
Detalhes de divina beleza
Imagens soltas de um mundo em movimento - Opostos
Gosto como o afago no estuque branco ou o calor do soalho contrasta com o toque irregular da rocha. Gosto do oposição em que assenta o binómio interior/exterior. Gosto de diferenças. Gosto de as perceber e sentir, de as cheirar e experimentar, que me emocionem.
Gosto da experiência global da arquitectura. Gosto do pequeno mundo que propõe em sintonia total com a vida. Só essa me interessa.
Gosto da experiência global da arquitectura. Gosto do pequeno mundo que propõe em sintonia total com a vida. Só essa me interessa.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Imagens soltas de um mundo em movimento - Luz Modeladora
Revitalização das Cidades
Novo pacote legislativo. Anunciada a intenção de promover a recuperação das cidades não só no refere ao edificado, mas abrangendo, também, os espaços públicos. Espera-se uma importante mudança de mentalidades, já que muita da degradação dos espaços urbanos não se deve a falta de instrumentos legais ou de dinheiro, mas a puro desleixo ou falta de gosto.
Coimbra é um bom caso de estudo, com imensos exemplos de falta de actuação injustificada, de desperdício de dinheiros públicos ou de falta de cuidado: ajardinamento de rotundas e de canteiros de reduzida dimensão?... rotundas de gosto e geometria duvidosos, para mais desnecesárias?... canteiros de 10 m2 em separadores ao abandono em espaços nobres da cidade?... construção de baías de estacionamento à pressa e sem articulação com os espaços onde se inserem?... outdoors das europeias a ocultar os Arcos do Jardim?... ''tendas'' regularmente montadas na Praça da República?... falta de passeios e alcatrão a bater nas paredes no edificado em algumas ruas em importantes zonas da cidade?... placas de indicação de curva e rails no interior do espaço urbano?... intervenções em ruas declaradamente sem projecto?... prioridade ao automóvel, sem qualquer tipo de consideração pelo peão e pelos espaços de e para a cidadania?... Podem parecer exemplos escolhidos a dedo mas são generalizados o suficiente para indicar um modo de pensar a cidade (ou de não o fazer). A lista, com efeito, é imensa e reveladora- de obras mal pensadas, desarticuladas, de desperdício e de falta de gosto, ou de falta de actuação com medidas que exigiriam muito poucos meios - e só uma completa revolução pode modificar o estado a que se chegou. Esperemos que, de facto, chegue. Tanto mais que, em Coimbra, o efeito Expo98 não se fez de todo sentir. Nem levemente.
Coimbra é um bom caso de estudo, com imensos exemplos de falta de actuação injustificada, de desperdício de dinheiros públicos ou de falta de cuidado: ajardinamento de rotundas e de canteiros de reduzida dimensão?... rotundas de gosto e geometria duvidosos, para mais desnecesárias?... canteiros de 10 m2 em separadores ao abandono em espaços nobres da cidade?... construção de baías de estacionamento à pressa e sem articulação com os espaços onde se inserem?... outdoors das europeias a ocultar os Arcos do Jardim?... ''tendas'' regularmente montadas na Praça da República?... falta de passeios e alcatrão a bater nas paredes no edificado em algumas ruas em importantes zonas da cidade?... placas de indicação de curva e rails no interior do espaço urbano?... intervenções em ruas declaradamente sem projecto?... prioridade ao automóvel, sem qualquer tipo de consideração pelo peão e pelos espaços de e para a cidadania?... Podem parecer exemplos escolhidos a dedo mas são generalizados o suficiente para indicar um modo de pensar a cidade (ou de não o fazer). A lista, com efeito, é imensa e reveladora- de obras mal pensadas, desarticuladas, de desperdício e de falta de gosto, ou de falta de actuação com medidas que exigiriam muito poucos meios - e só uma completa revolução pode modificar o estado a que se chegou. Esperemos que, de facto, chegue. Tanto mais que, em Coimbra, o efeito Expo98 não se fez de todo sentir. Nem levemente.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Imagens soltas de um mundo em movimento
A beleza decadente de uma ruína é intrigante. Já tudo está fora de sítio; a perfeição de uma ordem clássica espalha-se pelo chão; as paredes perderam o revestimento de mármore; o espaço apenas se adivinha; o dramatismo é acentuado pela presença dominante de uma árvore, a composição torna-se aleatória sob a acção do tempo, superior à do homem.
Mas Souto de Moura tem razão. Esse mundo desfeito oferece uma beleza intensa.
Monte Palatino; Roma.
Mas Souto de Moura tem razão. Esse mundo desfeito oferece uma beleza intensa.
Monte Palatino; Roma.
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