segunda-feira, 22 de junho de 2009

Claro que sim, Jay.

A ponte pedonal projectada por Cecil Balmond e Adão da Fonseca está a iniciar o processo de ruína: vidros partidos; as guardas de vidro parecem um biotério, tal é a quantidade de formas de vida e de lixo que ali coexistem; metade das armaduras (lâmpadas e suportes) foram-se, migraram ou estão a banhos.
Lamentável!

A propósito da qualidade de desenho dessa ponte, no Jornal The Independent, ''Jay Merrick, chega mesmo a questionar se a nova ponte não representará o arranque de uma nova era em Coimbra (...)*''... Claro que sim, Jay. Tudo está diferente!

*fonte: Arquitectura.pt, Críticos ingleses elogiam ponte Pedro e Inês em Coimbra como “ícone da arquitectura”

Aforismos Roubados

Desisitir é uma casa abandonada.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Aforismos Roubados.

''A nudez, sozinha, não é assim tão erótica; precisa que lhe ponham um trapinho em cima. Precisa de um filtro. Pode ser puramente visual, mas deve estar lá. Sensualidade é o obstáculo.''

Faíza Hayta, Revista Xis de 15.07.2006

Mulher Nua

''Limite exacto da vida,
perfeito continente,
harmonia formada, único fim,
definição real da beleza,
mulher nua (...)''

La Mujer Desnuda , Juan Ramón Jiménez

Beleza urbana

Isto é património. Criatividade pura. Desenho a sério. Poesia.
Não acontece em todas a cidades, mesmo nas mais cosmopolitas.

Não sei se o mais bonito não serão mesmo as setinhas reflectoras. proponho o mesmo na Praça da República e na Praça 8 de Maio - devem ser os únicos locais onde ainda não existem. Já estou a ver: em frente da fachada da Igreja de Santa Cruz para orientar o trânsito de cargas e descargas.

Seis pontos para um bom início de fim-de-semana

1.adormecer com a janela aberta;
2.sentir na pele a brisa que entra no quarto;
3.convocar um sonho que embale e devolva a paz da inocência;
4.ficar na mesma posição sem contar as horas;
5.acordar com os pés fora da cama;
6.levantar, caminhar para o espelho e abrir um sorriso.

Não sei comentar.

Talvez seja um problema de enquadramento da foto. Certamente, o aqueduto está a mais. No sítio incorrecto. Mal implantado.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Não vou falhar este ano!

É já no dia 30 de Julho.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Detalhes de divina beleza - Largo de Santana

Não posso deixar de exultar com a identificação toponímica, maravilhosa, fantástica de uma beleza extrema, da igualmente fantástica e maravilhosa, de uma beleza divina, género-de-rotunda que está a surgir à porta da Penitenciária.
O Largo de Santana não poderia ter ficado marcado de uma forma mais singular. O absoluto afinal existe e quem o quiser ver bastará que se desloque a essa local.

Detalhes de divina beleza

Um plano recorta o céu. Desenha o volume contra o espaço que lhe serve de fundo.
As paredes de betão assentam na rocha com a delicadeza que quer tocar sem ferir.
O mar, à frente, está todo disponível.
No interior, a paz é imensa.

Imagens soltas de um mundo em movimento - Opostos

Gosto como o afago no estuque branco ou o calor do soalho contrasta com o toque irregular da rocha. Gosto do oposição em que assenta o binómio interior/exterior. Gosto de diferenças. Gosto de as perceber e sentir, de as cheirar e experimentar, que me emocionem.
Gosto da experiência global da arquitectura. Gosto do pequeno mundo que propõe em sintonia total com a vida. Só essa me interessa.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Domingo, 17h20, na A2 - Um Sonho.

Imagens soltas de um mundo em movimento - Luz Modeladora

Como pode ser fascinante uma janela que se ilumina, recortada contra o escuro exterior, sem deixar ver todo o interior que se esconde para lá dos seus limites.

Revitalização das Cidades

Novo pacote legislativo. Anunciada a intenção de promover a recuperação das cidades não só no refere ao edificado, mas abrangendo, também, os espaços públicos. Espera-se uma importante mudança de mentalidades, já que muita da degradação dos espaços urbanos não se deve a falta de instrumentos legais ou de dinheiro, mas a puro desleixo ou falta de gosto.
Coimbra é um bom caso de estudo, com imensos exemplos de falta de actuação injustificada, de desperdício de dinheiros públicos ou de falta de cuidado: ajardinamento de rotundas e de canteiros de reduzida dimensão?... rotundas de gosto e geometria duvidosos, para mais desnecesárias?... canteiros de 10 m2 em separadores ao abandono em espaços nobres da cidade?... construção de baías de estacionamento à pressa e sem articulação com os espaços onde se inserem?... outdoors das europeias a ocultar os Arcos do Jardim?... ''tendas'' regularmente montadas na Praça da República?... falta de passeios e alcatrão a bater nas paredes no edificado em algumas ruas em importantes zonas da cidade?... placas de indicação de curva e rails no interior do espaço urbano?... intervenções em ruas declaradamente sem projecto?... prioridade ao automóvel, sem qualquer tipo de consideração pelo peão e pelos espaços de e para a cidadania?... Podem parecer exemplos escolhidos a dedo mas são generalizados o suficiente para indicar um modo de pensar a cidade (ou de não o fazer). A lista, com efeito, é imensa e reveladora- de obras mal pensadas, desarticuladas, de desperdício e de falta de gosto, ou de falta de actuação com medidas que exigiriam muito poucos meios - e só uma completa revolução pode modificar o estado a que se chegou. Esperemos que, de facto, chegue. Tanto mais que, em Coimbra, o efeito Expo98 não se fez de todo sentir. Nem levemente.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O apelo da praia. De novo.



Arrifana 2009 - parte I

saudades dos locais onde só se pode ser feliz.





Regressado

...apenas um mês e meio me separa e à baía onde me quero deitar.

Duarte, nome de vida.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Imagens soltas de um mundo em movimento

A beleza decadente de uma ruína é intrigante. Já tudo está fora de sítio; a perfeição de uma ordem clássica espalha-se pelo chão; as paredes perderam o revestimento de mármore; o espaço apenas se adivinha; o dramatismo é acentuado pela presença dominante de uma árvore, a composição torna-se aleatória sob a acção do tempo, superior à do homem.

Mas Souto de Moura tem razão. Esse mundo desfeito oferece uma beleza intensa.

Monte Palatino; Roma.