quarta-feira, 24 de junho de 2009

A propósito de palavras

O AMOR é para cumprir.
Histórias impossíveis são bonitas na literatura e no cinema, mas não na vida. Fazem pensar no que se perde com barreiras e muros à felicidade, mas não as quero no meu universo. Eu prefiro dizer: que seja infinito enquanto dure. Não fujo da vida e do amor para o tornar mais heróico. No fim da linha, os heróis olham para quem teve uma vida normal, mas cheia - plena - lamentando não terem sido menos singulares.

Mais uma vez, prefiro ficar com Vinicius e com a proximidade do sorriso da mulher amada.

Sim
Eu poderia fugir, meu amor
Eu poderia partir
Sem dizer pra onde vou
Nem se devo voltar

Sim
Eu poderia morrer de dor
Eu poderia morrer
E me serenizar

Ah
Eu poderia ficar sempre assim
Como uma casa sombria
Uma casa vazia
Sem luz nem calor
Mas
Quero as janelas abrir
Para que o sol possa vir iluminar nosso amor

Vinicius de Moraes

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Cenários Inusitados

O que se passa com esta cidade? Maldição?

A Igreja de Santa Cruz é Monumento Nacional e foi classificada como Panteão Nacional há poucos anos por intervenção directa da Câmara Municipal de Coimbra. Incomprensível, a afixação de 1 painel suspenso por cabos em frente da sua fachada e - cereja no topo do bolo - ao nível da bandeira de Portugal.
Mesmo ao lado do edifício dos Paços do Concelho!

Claro que sim, Jay.

A ponte pedonal projectada por Cecil Balmond e Adão da Fonseca está a iniciar o processo de ruína: vidros partidos; as guardas de vidro parecem um biotério, tal é a quantidade de formas de vida e de lixo que ali coexistem; metade das armaduras (lâmpadas e suportes) foram-se, migraram ou estão a banhos.
Lamentável!

A propósito da qualidade de desenho dessa ponte, no Jornal The Independent, ''Jay Merrick, chega mesmo a questionar se a nova ponte não representará o arranque de uma nova era em Coimbra (...)*''... Claro que sim, Jay. Tudo está diferente!

*fonte: Arquitectura.pt, Críticos ingleses elogiam ponte Pedro e Inês em Coimbra como “ícone da arquitectura”

Aforismos Roubados

Desisitir é uma casa abandonada.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Aforismos Roubados.

''A nudez, sozinha, não é assim tão erótica; precisa que lhe ponham um trapinho em cima. Precisa de um filtro. Pode ser puramente visual, mas deve estar lá. Sensualidade é o obstáculo.''

Faíza Hayta, Revista Xis de 15.07.2006

Mulher Nua

''Limite exacto da vida,
perfeito continente,
harmonia formada, único fim,
definição real da beleza,
mulher nua (...)''

La Mujer Desnuda , Juan Ramón Jiménez

Beleza urbana

Isto é património. Criatividade pura. Desenho a sério. Poesia.
Não acontece em todas a cidades, mesmo nas mais cosmopolitas.

Não sei se o mais bonito não serão mesmo as setinhas reflectoras. proponho o mesmo na Praça da República e na Praça 8 de Maio - devem ser os únicos locais onde ainda não existem. Já estou a ver: em frente da fachada da Igreja de Santa Cruz para orientar o trânsito de cargas e descargas.

Seis pontos para um bom início de fim-de-semana

1.adormecer com a janela aberta;
2.sentir na pele a brisa que entra no quarto;
3.convocar um sonho que embale e devolva a paz da inocência;
4.ficar na mesma posição sem contar as horas;
5.acordar com os pés fora da cama;
6.levantar, caminhar para o espelho e abrir um sorriso.

Não sei comentar.

Talvez seja um problema de enquadramento da foto. Certamente, o aqueduto está a mais. No sítio incorrecto. Mal implantado.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Não vou falhar este ano!

É já no dia 30 de Julho.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Detalhes de divina beleza - Largo de Santana

Não posso deixar de exultar com a identificação toponímica, maravilhosa, fantástica de uma beleza extrema, da igualmente fantástica e maravilhosa, de uma beleza divina, género-de-rotunda que está a surgir à porta da Penitenciária.
O Largo de Santana não poderia ter ficado marcado de uma forma mais singular. O absoluto afinal existe e quem o quiser ver bastará que se desloque a essa local.

Detalhes de divina beleza

Um plano recorta o céu. Desenha o volume contra o espaço que lhe serve de fundo.
As paredes de betão assentam na rocha com a delicadeza que quer tocar sem ferir.
O mar, à frente, está todo disponível.
No interior, a paz é imensa.

Imagens soltas de um mundo em movimento - Opostos

Gosto como o afago no estuque branco ou o calor do soalho contrasta com o toque irregular da rocha. Gosto do oposição em que assenta o binómio interior/exterior. Gosto de diferenças. Gosto de as perceber e sentir, de as cheirar e experimentar, que me emocionem.
Gosto da experiência global da arquitectura. Gosto do pequeno mundo que propõe em sintonia total com a vida. Só essa me interessa.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Domingo, 17h20, na A2 - Um Sonho.

Imagens soltas de um mundo em movimento - Luz Modeladora

Como pode ser fascinante uma janela que se ilumina, recortada contra o escuro exterior, sem deixar ver todo o interior que se esconde para lá dos seus limites.

Revitalização das Cidades

Novo pacote legislativo. Anunciada a intenção de promover a recuperação das cidades não só no refere ao edificado, mas abrangendo, também, os espaços públicos. Espera-se uma importante mudança de mentalidades, já que muita da degradação dos espaços urbanos não se deve a falta de instrumentos legais ou de dinheiro, mas a puro desleixo ou falta de gosto.
Coimbra é um bom caso de estudo, com imensos exemplos de falta de actuação injustificada, de desperdício de dinheiros públicos ou de falta de cuidado: ajardinamento de rotundas e de canteiros de reduzida dimensão?... rotundas de gosto e geometria duvidosos, para mais desnecesárias?... canteiros de 10 m2 em separadores ao abandono em espaços nobres da cidade?... construção de baías de estacionamento à pressa e sem articulação com os espaços onde se inserem?... outdoors das europeias a ocultar os Arcos do Jardim?... ''tendas'' regularmente montadas na Praça da República?... falta de passeios e alcatrão a bater nas paredes no edificado em algumas ruas em importantes zonas da cidade?... placas de indicação de curva e rails no interior do espaço urbano?... intervenções em ruas declaradamente sem projecto?... prioridade ao automóvel, sem qualquer tipo de consideração pelo peão e pelos espaços de e para a cidadania?... Podem parecer exemplos escolhidos a dedo mas são generalizados o suficiente para indicar um modo de pensar a cidade (ou de não o fazer). A lista, com efeito, é imensa e reveladora- de obras mal pensadas, desarticuladas, de desperdício e de falta de gosto, ou de falta de actuação com medidas que exigiriam muito poucos meios - e só uma completa revolução pode modificar o estado a que se chegou. Esperemos que, de facto, chegue. Tanto mais que, em Coimbra, o efeito Expo98 não se fez de todo sentir. Nem levemente.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O apelo da praia. De novo.



Arrifana 2009 - parte I

saudades dos locais onde só se pode ser feliz.





Regressado

...apenas um mês e meio me separa e à baía onde me quero deitar.

Duarte, nome de vida.