terça-feira, 7 de julho de 2009

Ninguém merece o amor do outro se não o pode receber com total liberdade.

Aforismos Roubados

''Tudo que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais.''

Conrad

Imagens de apropriação espacial

O corpo em movimento sai da penumbra em direcção a um outro exterior.
O espaço do museu é domesticado pela bola de um miúdo. Novas leituras emergem de outros usos. Significados inesperados são descobertos.
É a riqueza da vida, que não se compatibiliza com atribuições exclusivas.
MACBA, Barcelona.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Para além do determinado

A arquitectura é o inesperado das imagens não antecipadas.

Imagens de apropriação espacial

Só o corpo em movimento no espaço permite medir e interpretar.
Nossa Senhora do Cabo; Cabo Espichel.

Detalhes de divina beleza

A água humedece a pedra que aquece no exterior. A sombra toca os planos com um negro raro. O espaço convida.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Campo de Sta. Cruz
























Menção Honrosa no Prémio de Arquitectura Diogo de Castilho
Foto: FG+SG

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Determinação

Estou a derivar para laranja, chapas onduladas e tudo muito bizarro.

Corpo de mulher

Corpo de mulher, brancas colinas, coxas brancas,
assemelhas-te ao mundo no teu jeito de entrega.

Pablo Neruda

Liberdade de expressão

Odeio critérios.

Cenas da casa

Parabéns Manuel.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Merecido reconhecimento

"Coração Independente Dourado", uma peça de Joana Vasconcelos, vai a leilão em Londres amanhã, com um valor estimado entre 94 mil e 140 mil euros.

in Público online
Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta.

Bernardo Soares, O Livro do Desassossego

Música do dia

Sabedoria Jesuíta

''A medida da vida não é dada pela idade biológica; o amor é a medida da vida. Porque só vive quem ama.''

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Testemunhos do tempo em movimento

A normalidade acontece

Portugal: rendimento per capita correspondente a 75% da média da União Europeia. Atrás de nós, em 27 países, apenas a Eslováquia, com 72%. Como diria Cândido, ''Tudo vai bem no melhor dos Mundos''.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A todos os pantufeiros deste mundo

«Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.»

Miguel Esteves Cardoso

Argumentação do momento

Argumentação do momento

Deve ou não haver coincidência de datas das eleições?

O autismo ''s. bentiano'' divide-se segundo razões de natureza económica ou de clareza discursiva, alinhado, contudo, por uma total indiferença em relação ao que se passa no país. O malabarismo das palavras continua.