Os edifícios têm bombas para elevar a água e depósitos na cobertura, para garantir pressão e bom funcionamento das torneiras.
As caldeiras e esquentadores tornaram-se inteligentes e já não dependem de um ignóbil fósforo a desfazer-se no preto da ponta queimada para entrarem em funcionamento.
As escadas estão enclausuradas com portas corta-fogo e, espaços menores, não são habitualmente utilizadas.
Tudo isto funciona bem enquanto a sub-estação da EDP não entra em colapso. A manhã de hoje provou-me uma realidade esquecida: a fragilidade de todo este mundo de sofisticação. Enquanto me decidia a tomar banho de água fria, a água perdeu pressão e deixou de correr. Passei a olhar com satisfação as garrafas de Água do Luso - com alguma tranquilidade, diga-se - enquanto ouvia os murros pelo interior da porta de um dos elevadores, batidos por uma voz feminina que gritava por socorro.