O que importa, é o que te dizem ao ouvido.
O corpo é um lugar-comum.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Contéudos vãos
As mensagens que são passadas pelos outdoors da campanha autáquica só me suscitam uma ideia e um único comentário.
Ao que parece, ainda estamos demasiado próximos da eternamente lembrada e mais forte história de amor de Coimbra. Convém, no entanto, não esquecer que Inês morreu de AMOR.
Ao que parece, ainda estamos demasiado próximos da eternamente lembrada e mais forte história de amor de Coimbra. Convém, no entanto, não esquecer que Inês morreu de AMOR.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Nada é como nada
A cidade convida à observação. A pausa no texto remete-me para outras palavras.
A atenção desprende-se. Solta, agarra-se aqui e ali, sem se deter.
Um ou outro pormenor saltam da normalidade.
Nada como o olhar coberto por brilho e um sorriso a inundar o rosto;
como tudo é singular!
A atenção desprende-se. Solta, agarra-se aqui e ali, sem se deter.
Um ou outro pormenor saltam da normalidade.
Nada como o olhar coberto por brilho e um sorriso a inundar o rosto;
como tudo é singular!
Equilíbrios precisam-se
''(...) a extrema riqueza é inimiga da arquitectura.''
''O dinheiro excessivo mata a inteligência de onde emerge a arquitectura que é relevante.''
''Na prática, a sustentabilidade significa um ajuste de contas com o mercado da arquitectura.''
''(...) tende a ser uma ofensiva tecnocrática, com os painéis solares e o que se seguirá.''
in JA, nº235, Abril/Maio/Junho de 2009 - Jorge Figueira
''O dinheiro excessivo mata a inteligência de onde emerge a arquitectura que é relevante.''
''Na prática, a sustentabilidade significa um ajuste de contas com o mercado da arquitectura.''
''(...) tende a ser uma ofensiva tecnocrática, com os painéis solares e o que se seguirá.''
in JA, nº235, Abril/Maio/Junho de 2009 - Jorge Figueira
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Álvaro Siza
O Arquitecto Álvaro Siza foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Ministério da Cultura, MC, "em reconhecimento do seu percurso de cidadão, da projecção nacional e internacional da sua obra arquitectónica e do seu contributo para o prestígio e dignificação da cultura portuguesa".
in Mensageiro - Ordem dos Arquitectos
in Mensageiro - Ordem dos Arquitectos
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A descoberta evidente
Volto a Lobo Antunes e recupero o seu juízo sobre o corpo feminino:
''Um corpo feminino é um milagre que nenhum homem merece.''
De facto, não merece. Tenho consciência disso. Mas faço por me esquecer rápida e repetidamente.
Mas o que mais me interessa na frase é o mais belo elogio feito ao triunfo da beleza que é um corpo de mulher. Nada o supera. Acho que, respondendo a um amigo meu, é nele que está a transcendência.
''Um corpo feminino é um milagre que nenhum homem merece.''
De facto, não merece. Tenho consciência disso. Mas faço por me esquecer rápida e repetidamente.
Mas o que mais me interessa na frase é o mais belo elogio feito ao triunfo da beleza que é um corpo de mulher. Nada o supera. Acho que, respondendo a um amigo meu, é nele que está a transcendência.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O estado do país

''Portugal não é conhecido por ser um país de grande arquitectura, apesar de ter grandes arquitectos e exibir edifícios premiados. Um deles - a Escola Superior de Arte e Design, nas Caldas da Rainha (ESAD), ganhou o prémio Secil em 1998 - foi desenhado por Vítor Figueiredo. O arquitecto morreu (1929--2004), mas se fosse vivo iria assistir ao que Siza Vieira, Graça Dias, Duarte Cabral de Mello e a vice-presidente da Ordem dos Arquitectos, Ana Tostões, temem ser "alterações profundas" que podem arruinar de vez o projecto original.
Para evitar o que temem ser uma desfiguração, estes arquitectos escreveram um email e, mais tarde, uma carta ao presidente do Instituto Politécnico de Leiria - que tutela a ESAD -, pedindo-lhe que a intervenção fosse antecedida por um "estudo rigoroso" e que, mais tarde, a reabilitação da escola fosse orientada por um arquitecto indicado pela Ordem e pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Desta maneira, sentiam que o projecto de Vítor Figueiredo ficaria defendido.
(...)
Confrontado com a necessidade de fazer obras, o Instituto Politécnico de Leiria avançou para um concurso público - ainda em curso - com um orçamento de 2,8 milhões de euros. Questionado sobre o envolvimento de um arquitecto indicado pela Ordem, o presidente do instituto de Leiria, João Paulo Marques, respondeu ao i que a reabilitação será feita "por uma equipa de fiscalização externa e multidisciplinar". Quanto ao envolvimento da Ordem dos Arquitectos, nem pensar. Nem sequer admite o envolvimento do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, porque, não sendo um edifício classificado, "não está sujeito a qualquer consulta ou aprovação". Limitar-se-á, portanto, a seguir "as regras da contratação pública", omissas quanto ao cuidado arquitectónico.''
in I online, edição de hoje.
As declarações do director do Instituto Politécnico de Leiria a propósito das obras programadas para intervenção no edifício da Escola Superior de Arte e Design, nas Caldas da Rainha, são surpreendentes vindas, como vêm, do que deveria ser um agente cultural. A instituição irá atentar contra o património arquitectónico do país e o seu responsável máximo nem se dá conta. Lamentável.
A Foz do rio

Faço uma declaração inicial. Apenas me movem as palavras escritas. Não tenho nenhuma agenda não declarada.
Cresci a fazer praia na Figueira. Nasci, vivi e tenho-me mantido sempre perto de Coimbra. Passo aqui muito tempo.
O Mondego é-me próximo. Quando penso num rio este é-me o mais familiar.
Não consigo esquecer a participação cívica a propósito dos molhes do Douro, no Porto, ou do muro de contentores, em Alcântara. Com as inicitivas desinteressadas dos cidadãos, os molhes não deixaram de se fazer, é certo, mas o Porto e o Douro conseguiram um bom projecto. Com este, aquilo que normalmente é uma vulgar infraestrutura portuária foi realizada como prolongamento do espaço público envolvente e aberta à cidade. Em Lisboa, o debate contribui certamente para a não desqualificação permanente de uma zona sensível da cidade.
E na Figueira da Foz?
No centro tudo é diferente. Desde logo, a consciência dos autarcas. Quando chega a período eleitoral além do mais, vende-se tudo. Os outdoors mostram-nos Duarte Silva, exultante, com uma frase lapidar: molhe Norte; valeu a pena lutar. Pouco lhe importa, pois, que a solução construída seja miserável. A cidade e o país perderam muito, mas que interessa? Que interessa que o Mondego tenha neste momento a foz mais miserável do país, sem que uma única voz, nem da sociedade civil, se manifestasse contra o atentado. E aí está: o rio corre contra o muro de enrocamento que já não deixa ver o mar.
A ideia mais imediatista de progresso mais uma vez vingou. Grave não é o IPTM querer resolver um problema de navegação. O Estado funciona sectorialmente, já o sabemos, e quem provoca danos paisagísticos ou o emagrecimenmento das praias não ouve os colegas do Ministério do Ambiente. Obras Públicas é outro departamento, isso é conhecido. O que é grave, é que não se tenha procurado uma alternativa, um desenho melhor, mais consequente e menos desqualificador, ante a passividade geral. Já sei. Qualquer outra solução seria mais cara. O argumento é sempre o do mesmo tipo de eficácia. E à ''província'' não chegam certas veleidades. E assim se vai desbaratando o território, mesmo sabendo que não é reprodutível.
Fica a imagem do Mondego desimpedido, enquanto corria livremente para o mar.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Imagens soltas de um mundo em movimento - Alentejo
domingo, 23 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
...sem alternativa.
Por estes dias, a prisão do texto.
Os leitores calaram-se.
Todo o mundo se tornou mais silencioso.
Muitos continuam de férias.
Outras formas de escape escaparam-se-me, toldando-me a capacidade de mais acção.
Fugi da agitação balnear mas é para a praia que quero fugir.
A minha indolência só se agitará se entrar na humidade salgada.
Os leitores calaram-se.
Todo o mundo se tornou mais silencioso.
Muitos continuam de férias.
Outras formas de escape escaparam-se-me, toldando-me a capacidade de mais acção.
Fugi da agitação balnear mas é para a praia que quero fugir.
A minha indolência só se agitará se entrar na humidade salgada.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
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