
''Mais do que uma pintura, “Quarto de Hotel” é uma narrativa. Que se transforma, de imediato, em duas: uma narrativa sobre o que se passa na cena, vista como um quadro dentro do rolo de um filme, e uma narrativa sobre o que se passa com o espectador do quadro – como ele lê o quadro. Porque as janelas de Hopper (que, nesse quadro, não vemos) refletem nossas próprias obsessões. E, ao percebermos que a mulher não vai chorar, apesar do peso da luz branca e da solidão sobre as costas, talvez possamos sentir, em algum lugar desconhecido dentro de nós, um triste e estranho conforto.''
in http://oglobo.globo.com/blogs/cuenca/post.asp?t=o_quarto_de_hotel_de_hopper_em_madrid&cod_Post=94737&a=102