quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Chill out session
Ana Tostões deu tréguas. A arquitectura Portuguesa 1920-1970, para trás. Texto em suspenso.
Forças a recuperar entre o descanso dos dedos e um som para retemperar.
Forças a recuperar entre o descanso dos dedos e um som para retemperar.
Pensamento do momento...
Sob o cinzento que cobre a cidade: felizmente em Coimbra. Resta o contentamento de um céu mais impiedoso a Norte, no Porto.
A estupidez de um pensamento estúpido
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é (Alberto Caeiro, 1915).
Nada de mais estúpido e fora de contexto. Só um tipo que nunca tenha feito amor, que se julga várias pessoas, é capaz de o dizer.
É preciso sentir. Não basta exprimir pensamentos racionais sobre a racionalidade dos elementos. A natureza como ela é não é para aqui chamada, O que me importa é o que vejo para além - ou antes - das suas regras intrínsecas. Não me interessa dissecá-la neste momento em que a humidade não larga cada molécula que respiro. Tudo de belo que se possa fazer sob um tecto de água está-me vedado no momento. O sentido não se cumpre. Gene Kelly não é para aqui chamado. As serenatas são um outro assunto. E a Diana, A Krall, que não pára de preencher o espaço, insiste em reforçar o céu que não abre.
Resta a certeza de que depois da tempestade vem a bonança. Vem sempre. Nem que seja à força. Aqui onde me sento, as palavras não o dizem. Mas o que interessam as palavras que escrevo? São signos, alinhados, com significantes que pouco me interessam agora.
O que eu quero é um raio de sol e uma brancura luminosa. Rasgada.
Ambos existem; cada um como é (Alberto Caeiro, 1915).
Nada de mais estúpido e fora de contexto. Só um tipo que nunca tenha feito amor, que se julga várias pessoas, é capaz de o dizer.
É preciso sentir. Não basta exprimir pensamentos racionais sobre a racionalidade dos elementos. A natureza como ela é não é para aqui chamada, O que me importa é o que vejo para além - ou antes - das suas regras intrínsecas. Não me interessa dissecá-la neste momento em que a humidade não larga cada molécula que respiro. Tudo de belo que se possa fazer sob um tecto de água está-me vedado no momento. O sentido não se cumpre. Gene Kelly não é para aqui chamado. As serenatas são um outro assunto. E a Diana, A Krall, que não pára de preencher o espaço, insiste em reforçar o céu que não abre.
Resta a certeza de que depois da tempestade vem a bonança. Vem sempre. Nem que seja à força. Aqui onde me sento, as palavras não o dizem. Mas o que interessam as palavras que escrevo? São signos, alinhados, com significantes que pouco me interessam agora.
O que eu quero é um raio de sol e uma brancura luminosa. Rasgada.
domingo, 10 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Ideias que circulam em mentes desinformadas
Ouve-se muito a ideia de que a praia é o triunfo do tédio, que não passa de inércia inútil, que nada se faz e nada varia. Pensamento mais irreal e fora do possível. Só de quem não anda informado.
Eu permito-me discordar e os pilotos que aterram em Saint Martin também. Pura adrelanina. Gozo extremo!
Eu permito-me discordar e os pilotos que aterram em Saint Martin também. Pura adrelanina. Gozo extremo!
Great Keith, grandes teclas.
Nada como o som deste grande pianista para desfrutar do sol que tudo inunda, enquanto, eu próprio, bato as minhas teclas. Até o texto me parece melhor. Tudo me parece melhor quando ouço Keith Jarrett. A música é, na verdade, a mais poderosa de todas as artes. Nenhuma outra produz o mesmo envolvimento, a mesma capacidade de nos deixar levar. Sempre me intrigou a possibilidade - quase impossibilidade, diria - de arrancar sons sublimes a um objecto inerte. Não o percebo! Desfruto-o e quase me basta.
Entre sons e uma sombra no chão
Entre um solo de piano, música da adolescência a evocar um outro músico, sento-me na cadeira de sempre, com os papéis costumeiros.
Melhor o sol que me quer tirar a esta tentativa de concentração sobre o texto. As sombras no exterior são perfeitas sob estes sons. As pessoas passam, o movimento exterior corre por si, dão sentido à cidade. Nada é mais perfeito do que a cidade na sua imperfeição e sempre incompleta: os sorrisos acontecem, as palavras trocam-se, a conversa acontece, os encontros produzem-se. A minha atenção daqui se solta e aqui regressa. Quando me escapo é a este lugar que retorno.
Neste momento, prendo-me de novo às linhas que pretendo minhas.
Para de novo me evadir quando a palavra for uma prisão.
Este som é libertador.
Fico.
Melhor o sol que me quer tirar a esta tentativa de concentração sobre o texto. As sombras no exterior são perfeitas sob estes sons. As pessoas passam, o movimento exterior corre por si, dão sentido à cidade. Nada é mais perfeito do que a cidade na sua imperfeição e sempre incompleta: os sorrisos acontecem, as palavras trocam-se, a conversa acontece, os encontros produzem-se. A minha atenção daqui se solta e aqui regressa. Quando me escapo é a este lugar que retorno.
Neste momento, prendo-me de novo às linhas que pretendo minhas.
Para de novo me evadir quando a palavra for uma prisão.
Este som é libertador.
Fico.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Que faço com isto?...
Não sei se salve o mundo ou se o deixe cair! Depende dos pedidos... estilo quando o telefone toca: pode dizer a frase e pedir o disco...
http://en.tackfilm.se/?id=1262802040296RA27
http://en.tackfilm.se/?id=1262802040296RA27
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Em trânsito, até terminar
Só a palavra certa é de utilidade pública, segundo o poeta.
É o que me vem à ideia, esperando ter encontrado os meios ajustados para me exprimir. Texto concluído, apenas a necessitar de pequenas correcções, mais de forma do que de conteúdo. Preciso retocar-lhe a pintura, diria; pô-lo em condições para se apresentar perante as pessoas. Está como se tivésse acabado de se vestir. A compostura virá a seguir, entre citações correctamente realizadas e uma ou outra gralha corrigida.
Até lá, virá uma pausa para almoço que fará esquecer estes três meses à volta de documentos muito mais velhos do que eu.
A escrita é um exercício terrível, mas vem-me ao corpo uma sensação de alivio.
Vou sair para almoçar! Os papéis, para trás!
...a seguir terei mais um percurso de meses. Será como o tecto da capela Sistina, pelo próprio Miguel Ângelo: terminará quando acabar!
É o que me vem à ideia, esperando ter encontrado os meios ajustados para me exprimir. Texto concluído, apenas a necessitar de pequenas correcções, mais de forma do que de conteúdo. Preciso retocar-lhe a pintura, diria; pô-lo em condições para se apresentar perante as pessoas. Está como se tivésse acabado de se vestir. A compostura virá a seguir, entre citações correctamente realizadas e uma ou outra gralha corrigida.
Até lá, virá uma pausa para almoço que fará esquecer estes três meses à volta de documentos muito mais velhos do que eu.
A escrita é um exercício terrível, mas vem-me ao corpo uma sensação de alivio.
Vou sair para almoçar! Os papéis, para trás!
...a seguir terei mais um percurso de meses. Será como o tecto da capela Sistina, pelo próprio Miguel Ângelo: terminará quando acabar!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Excentricidades, Excessos ou simplesmente DUBAI
Mais de mil apartamentos.
Cinquenta pisos de escritórios.
Mil e duzentas lojas: o maior centro comercial do mundo.
Vários hotéis de Luxo.
O primeiro Hotel Armani.
Cento e sessenta andares.
Piso 124, a 442 metros do solo: a vista a 360º permite um horizonte superior a 80 km.
No chão: 111 hectares envolventes de verde, espelhos de água, monumentos aquáticos (?) e um lago.
Altura superior a 800 metros: superação do anterior recorde detido pela torre Taipé 101, em Taiwan, com ''apenas'' 508 metros.
O disparate continua no Dubai. Desta vez com a inauguração, hoje, do Burj Dubai, o arranha-céus mais alto do mundo.
Cinquenta pisos de escritórios.
Mil e duzentas lojas: o maior centro comercial do mundo.
Vários hotéis de Luxo.
O primeiro Hotel Armani.
Cento e sessenta andares.
Piso 124, a 442 metros do solo: a vista a 360º permite um horizonte superior a 80 km.
No chão: 111 hectares envolventes de verde, espelhos de água, monumentos aquáticos (?) e um lago.
Altura superior a 800 metros: superação do anterior recorde detido pela torre Taipé 101, em Taiwan, com ''apenas'' 508 metros.
O disparate continua no Dubai. Desta vez com a inauguração, hoje, do Burj Dubai, o arranha-céus mais alto do mundo.
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