quinta-feira, 1 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fui. Até já

Música do dia

Contagem decrescente

Testemumhos do tempo em movimento - AGORA

abram o céu, desimpeçam-no, desobstruam-no, rasguem-no, arrombem-no, separem os seus dois lados, façam qualquer coisa, tudo, nada, mas, acima de tudo, deixem passar o sol.

...e parem essa maldita chuva.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Volto a dizer, com total propriedade

Alguns pressentem a chuva; outros contentam-se em molhar-se.

Henry Miller

...e eu queria simplesmente que passasse!

Foto do dia - my work

Escritório em Coimbra, 2002.

Elogio ou celebração do mar

Para apaziguar

Para mentes inquietas a precisar de férias. Com solidariedade.
Não vou inventar histórias, desfiando um novelo que não sei onde começa, muito menos onde termina. Não vou invocar doces indolências reconfortantes. Não vou evocar o espírito da paz serena. Não vou lembrar o rigor e acerto do PEC, a necessidade urgente de mais uma travessia sobre o Tejo ou a falta que fará gastar mais nas despesas intermédias do Estado. Não quero elogiar todo o bom rumo do país, nem os 15 pontos percentuais que o déficit cresceu durante a governação do PSD e do PS, com maior empennho do primeiro para esse número, que alguns chamam de descontrolo das contas públicas e que eu não classifico de forma alguma. Não quero saber da Fitch, do FMI, nem do Banco Central Europeu, da Euribor ou das notas de €500,00 que nunca vi (dizem que existem, como as bruxas). Não vou lembrar-me do sector imobiliário em crise, nem da redução das vendas do sector automóvel. Não me vou recordar das históricas datas de 1143, 1640, 1910, 1926, 1974, 1986, nem de todas as outras. A Tap continuará a voar independentemente do que eu poste. O sindicatos não querem saber de mim. As eleições na Rua de São Caetano à Lapa seguirão entre o mau, o menos mau, o que não é para levar a sério e o salve-se que puder. Não vi o Avatar e vou continuar assim. O buraco do Ozono não tem aqui lugar. O Aquecimento Global está afastado. O Plano de Saúde norte americando é um outro tema. O amor não quer saber desses problemas para nada. Uma mulher sorrirá com indiferença para tudo isso. As mãos permanecerão quentes para além da realidade. Por isso, vou limitar-me a postar esta imagem. Ela fala por si. Tudo que eu possa acrescentar será vago, impreciso, redundante. Aí fica.

Para lá da profundidade do tempo

...tudo está disponível, ao alcance da descoberta do olhar, de um gesto, de uma mão.

Cidade vestida de um céu absoluto

Jardim das Tulherias, Paris.

Contagem decrescente

quarta-feira, 24 de março de 2010

Passos soltos






















A cidade conta histórias, sabia-o. Mas tudo lhe parecia incompleto. Nunca encontrava a chave para todos os enigmas. Eram demasiadas pontas para além do que se mostrava à compreensão. E a partir de pequenos indícios, tentava encontrar os fios e as meadas que ficavam por revelar. Sabia que não o conseguiria: permaneceria pelas interrogações que formulasse para dentro de si. Ficava intrigado.
Seguia aqueles passos com o olhar e pensava: onde haviam perdido o rumo onde se encontrassem? Que percursos teriam seguido para chegarem até ali. A cidade era uma realidade que amava, mas conhecia-lhe os problemas. Sabia que não era perfeita. Sabia que aqueles passsos poderiam ser uns de muitos passos que continuariam soltos, sem rumo certo. O que havia sucedido a quem se elevava sobre aquele andar, que passava pela multidão com a mesma indiferença que esta lhe dispensava, como se não se vissem mutuamente? Quem seria? Para onde iria aquele chapéu?

Sombras para atravessar; cidade para descobrir

Caixa Fórum, Madrid; Herzog & de Meuron

Contagem decrescente

terça-feira, 23 de março de 2010

À procura da motivação



Há dias em que tudo serve, outros em que nada chega.
A redenção estará no bom desenho?

Música do dia - bom swing

Cumplicidade



Todos os comportamentos lhe pareciam únicos. Nada se repetia. A cidade renovava-se a cada instante, em cada esquina transposta, em cada dobra do tempo.
O espaço que a cidade lhe oferecia era um inesgotável oceano de emoções. Fixava-se em duas pessoas. O modo como se comportavam prendeu-lhe a atenção.

Obturadorómania