Para mentes inquietas a precisar de férias. Com solidariedade.
Não vou inventar histórias, desfiando um novelo que não sei onde começa, muito menos onde termina. Não vou invocar doces indolências reconfortantes. Não vou evocar o espírito da paz serena. Não vou lembrar o rigor e acerto do PEC, a necessidade urgente de mais uma travessia sobre o Tejo ou a falta que fará gastar mais nas despesas intermédias do Estado. Não quero elogiar todo o bom rumo do país, nem os 15 pontos percentuais que o déficit cresceu durante a governação do PSD e do PS, com maior empennho do primeiro para esse número, que alguns chamam de descontrolo das contas públicas e que eu não classifico de forma alguma. Não quero saber da Fitch, do FMI, nem do Banco Central Europeu, da Euribor ou das notas de €500,00 que nunca vi (dizem que existem, como as bruxas). Não vou lembrar-me do sector imobiliário em crise, nem da redução das vendas do sector automóvel. Não me vou recordar das históricas datas de 1143, 1640, 1910, 1926, 1974, 1986, nem de todas as outras. A Tap continuará a voar independentemente do que eu poste. O sindicatos não querem saber de mim. As eleições na Rua de São Caetano à Lapa seguirão entre o mau, o menos mau, o que não é para levar a sério e o salve-se que puder. Não vi o Avatar e vou continuar assim. O buraco do Ozono não tem aqui lugar. O Aquecimento Global está afastado. O Plano de Saúde norte americando é um outro tema. O amor não quer saber desses problemas para nada. Uma mulher sorrirá com indiferença para tudo isso. As mãos permanecerão quentes para além da realidade. Por isso, vou limitar-me a postar esta imagem. Ela fala por si. Tudo que eu possa acrescentar será vago, impreciso, redundante. Aí fica.