quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fundo/superfície/reflexo/textura

Barcelona; Pavilhão de Barcelona - Mies van der Rohe / Fórum 2004 - Herzog & de Meuron








quarta-feira, 5 de maio de 2010

Momento de publicidade

Porque é um meio de comunicação ímpar. Porque tem que passar um mensagem com clareza, compreensível, com impacto, com pouco tempo, com economia de meios, para o maior número.
Porque estimula a criatividade, sendo resultado dela.
Porque adoro publicidade.

Trabalho

Aforismos Roubados

As pessoas que eu mais admiro são aquelas que nunca se acabam.

Estação de metro do Saldanha.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Música do dia

Sobre a areia

Marcas ou registos da ocupação por pessoas.















segunda-feira, 3 de maio de 2010

Antagonismos

A cidade como a maior criação humana:
As cidades têm ruas; não têm estradas. A cidade é um espaço público. Fazer cidade é construir lugares para as pessoas, para andarem e para se encontrarem.

Jordi Borja, in Por um desarollo urbano afortunado, 1995.

A cidade dos condomínios fechados:
Cria-se um problema de segmentação do território, em que as pessoas tendem a agrupar-se com outras que pensam da mesma maneira. Essa ausência de confronto com os outros, a falta de exposição a opiniões diversas, torna-nos menos democráticos e tolerantes.

Filipe Dias, Sociólogo

Sobre a permanência do mundo

É possível imaginar que numa fresca e bela sala de um templo grego se pode facilmente montar e manobrar qualquer computador.

Carrilho da Graça in As Formas Demasiado Particulares Não Estabelecem Relações Tão Universais - ou tão quotidianas - Com a Cidade, entrevista por Manuel Graça Dias, 1990.

Música do dia - património comum

Músicas eternas. Companhias irrepetíveis. Percursos comums. Momentos cúmplices. Crescimento a par. Sorriso aberto e franco. Amizade profunda.


Aforismos Roubados - a riqueza da vida total

Uma criança que vai para a escola de automóvel só pode vir a ser um imbecil, porque a grande escola é o caminho para a escola. É o encontro com os amigos. É trocar cromos na esquina, no jogo do berlinde. A grande escola é a dimensão pública da ideia de escola. Saímos da miséria de uma pequena casa e ver, pela primeira vez, como se fazem, engendram, as ideias em conjunto, em grupo, entre pares.

Paulo Mendes da Rocha in A Natureza é um Trambolho, 2002

sábado, 1 de maio de 2010

Outras evocações

A beleza, evidência e simplicidade das coisas naturais.



Voltas por aí

Lugar na memória.















sexta-feira, 30 de abril de 2010

Bom fim-de-semana

ao som de uma qualquer música com bom swing.

Habitar

Para além do banal.


Cidade, espaço de diferença

Como a cidade é, por inerência, um ambiente heterogéneo, viver na cidade moderna significa viver na presença da diferença.

Philip Kasinitz in Metropolis, center and symbol of our times, 1995

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Modos de ocupação do território: a cidade que pretendemos

Lisboa é a região da UE com mais auto-estradas.

Fonte: Eurostat in Expresso, 12 de Abril de 2008

Olhar os dados de modo cru e julgar imediatamente que somos megalómanos é simplista. Os números abaixo são merecedores de uma análise mais cuidada.
Adivinha-se territórios diversos, com desvantagem para Portugal.
Adivinha-se territórios urbanos sem forma, a consumir todo o espaço disponível. Que tipo de ocupação territorial estamos a produzir? Que cidade estamos a construir?

desidade por 1000 km2:
220 km - Lisboa
176 Km - Bremen
140 Km - Manchester

Aforismos Roubados

O papel do arquitecto (...) é criar como que um suporte (e isso demora o seu tempo e custa as suas imposições), criar um suporte para que depois a vida, que tem sempre razão, trabalhe e apareçam condições para a espontaneidade.

Álvaro Siza, emtrevista por Manuel Graça Dias, 1999

terça-feira, 27 de abril de 2010

Habitar

Para além do mediático.

Cenários urbanos

A cidade é sempre um acumular não progranado ou antecipável de factos, imagens e efeitos plásticos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Música do dia - depois da noite no teatro Esther de Carvalho

Brilhante, brutalíssimo, genial!

A propósito do dia de ontem e da qualidade da nossa democracia

Não se pode revolucionar revolucionando. Revoluciona-se Solucionando.

Le Corbusier in Urbanismo

Trabalho

A procura e novos usos e ocupações é sempre um acto de profunda violência.
A procura de um ângulo, de uma imagem, de uma vista frontal e intencional suaviza-a sob os códigos de um entendimento estético.

Este domingo

Foto: RM

2 dias no fim-de-semana

Um olhar sobre os espaços que a cidade, ainda ocupada sobre si mesma, deixa vagos e amplamente disponíveis para poucos.
O azul largo e quente, por estes dias, para uns; as marcas de passeantes ausentes para desfrutar sem limites; o sol, ainda suave, esse, é o convite para outros - ocupantes anónimos, solitários e abandonados aos prazeres de quem lê, que a indiscrição da minha objectiva capta e regista.
















sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro




Música do dia - o som mágico do trompete

Aforismos Roubados

O maravilhoso está na exactidão. O durável está na perfeição. A vida é feita de um cálculo exacto. O sonho apoia-se apenas nas realidades essenciais. A poesia só opera por factos exactos. O lirismo só tem asas a partir da verdade. Apenas o autêntico nos toca.
A vida, a vida! Só lhe avaliamos o esplendor por uma descida profunda à essência das coisas.

Le Corbusier in Urbanismo

Aforismos Roubados

O comum dos mortais tem o horror, o terror pânico das mudanças; não consegue perceber como é que de uma coisa se pode passar a outra. Medo que é o grande travão das sociedades.

Le Corbusier in Maneira de Pensar o Urbanismo.

Instantes banais - a lembrar o fim-de-semana

Murtinheira; um qualquer momento.

Registos de tranqulidade nos espaços

Faculdade de Arquitectura, Porto, ontem; final de tarde de luz hesitante.



quarta-feira, 21 de abril de 2010

Aforismos Roubados

A felicidade não é uma moeda de dez tostões no bolso ou um brioche na mão. É um sentimento, um imponderável, um acto do coração.

Le Corbusier in Urbanismo

A natureza e a tecnologia em antagonismo

Há momentos de pura sorte e, em simultâneo, de absoluto infortúnio.
A espera por uma onda bela, rápida, perfeita, ocupa grande parte do tempo passado na água. A felicidade de poder participar no desenvolvimento de um desses instantes que a energia do mar proporciona, desfrutando-o, tirando dele o maior partido que a competência e o jeito ou a destreza - ou as suas ausências - permitem - ou negam - é única.
É nesses momentos que as máquinas fotográficas, - para nossa maior felicidade - deveriam funcionar sem reservas. Mas o mundo nem sempre é como deveria. Por vezes, a tecnologia decide não funcionar e os mecanismos de focagem traem as expectativas e o mar. Eis um desses instantes, causador de saudades da verdadeira fotografia - sem autofocus.
O incidente não nega o prazer vivido, mas pegunto: estarão as máquinas fotográficas contra mim?











Aforismos Roubados - para uma cidade em desordem

Um homem culto não olha pela janela; a sua janela é de vidro fosco; existe apenas para proporcionar luz, não para deixar passar o olhar''

Adolf Loos

Música do dia

Glenn Gould habita o meu carro.
O seu piano enche-me os percursos.
Não larga o leitor de CD.
Finalmente, as Variações de Goldberg.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Instantes urbanos

Trabalho

A casa como acumulação: adicionar mais uma camada de vida aos espaços existentes.




segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aforismos Roubados

Um homem só pode ser considerado responsável por aquilo que conhece.

Le Corbusier in Maneira de pensar o Urbanismo

Aforismos Roubados - com actualidade

Harmonia (...) deve atingir esta civilização (...) actualmente esmagada e triturada e dilacerada no esturpor e na estupidez.

Le Corbusier in Maneira de Pensar o Urbanismo

Rotinas

Olhar o mar. Avaliá-lo. Especular sobre a evolução do observado.
São gestos e mecanismos que se repetem, sempre, em todas as praias e aqui captados num recompensante dia de sábado, na Murtinheira.

Puro Verão

Murtinheira, este domingo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bom fim-de-semana

Música e videoclip do dia

Um maravilhoso plano sequência a realizar todo o filme, nunca revelando a identidade da protagonista. Quem será? Silêncio total. O segredo que guardarei fará apelo à imaginação!

Aforismos Roubados

Depois disto e de reconsiderarmos aquilo que somos (homens), (...) quem somos (...) e o que queremos (atingir a alegria de viver), encontrámo-nos divididos em dois grupos humanos fundamentais: os activos e os passivos, e em dois outros grupos humanos: os desinteressados e os interssados; e sob a dependência de dois pólos de sensibilidade: os imaginativos e os broncos.

Le Corbusier in Maneira de Pensar o Urbanismo

Imagem para uma mesma melancolia chuvosa

Instantes banais






quinta-feira, 15 de abril de 2010

Trabalho

Despojos e objectos habituais.






Cosmopolitismo (?)

Olhava perplexo aquela que se mostrava ser uma entrada no espaço urbano, estruturado, de Coimbra, junto ao Túnel da Estação Velha.
Olhava, voltava a olhar e não percebia. Considerava-se a entrar na cidade. Para si, a cidade era una, indivisível. As divisões administrativas não lhe interessavam e, imaginava, tão-pouco interessariam à maioria daqueles que gostavam de cidades. Perguntava-se, pois: que faria ali aquela placa? Quem teria ordenado a sua colocação? Com que intenção? Todas as respostas que concebia eram insuficientes. E continuava: que motivação teriam as autoridades de governo da cidade para participarem ou consentirem o acto?
Nada lhe parecia claro. Quando se deslocava para fora da sua cidade, não eram pequenos sinais de bairrismo que procurava. Não eram insignificantes marcas de divisão espacial que nada acrescentavam à sua experiência que desejava. Tudo que negasse o imenso espaço de troca e vivências múltiplas que para si representava uma cidade não lhe captava a atenção. Fugia por indiferença. O campo e as marcas de ruralidade na divisão fundiária, preferia encontrá-los no sítio próprio.
Colocava-se, então, na pele de visitante daquela que se habituara a ver como a sua cidade. Que acréscimo de informação recolheria ao aproximar-se da cidade que pretendia visitar. Exultaria com a informação ou achá-la-ía um absurdo?