Para si, que tanto se encantava com as cidades e os seus espaços, permanecia outra coisa. Preferia olhar para o equilíbrio da praça, para a perfeição dos edifícios pombalinos, para o sedutor encanto da quase miniaturização do teatro nacional. A vitalidade do espaço não lhe causava repulsa. Não desdenhava das pessoas que via. Imaginava vidas difíceis que lhe inspiravam respeito. Tudo isso era um mundo vivo. Gostava de assistir aos movimentos humanos, à diversidade que ali convergia e se acumulava, divergindo em seguida ao ritmo da entrada e saída dos transportes públicos. Olhava e escutava à sua volta. A cidade também era o que via.

















































