sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Cool jazz fest 2010
Os festivais de Verão aí estão, de novo.
Cascais e Mafra poderão contar com Chris Isaac, Regina Spektor, Norah Jones, Joss Stone, Elvis Costello, Diana Krall, Corine Bailey Ray, Maria Bethânia, Pinho Vargas, Laurent Filipe ou com a Osquestra Buena Vista Social Club com Omara Portuondo, entre outros.
Cascais e Mafra poderão contar com Chris Isaac, Regina Spektor, Norah Jones, Joss Stone, Elvis Costello, Diana Krall, Corine Bailey Ray, Maria Bethânia, Pinho Vargas, Laurent Filipe ou com a Osquestra Buena Vista Social Club com Omara Portuondo, entre outros.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Prova do insuperável
É necessária grande sensibilidade. É imprescindível enorme sentido estético. Nada menos, para chegar a uma cidade em que construção e suporte físico se fundem de modo tão profundo e harmónico; simbiótico.
Não importa a dimensão das construções - invariavelmente altas. Quem quer saber que não sejam todas obras primas? A força e correcção do conjunto sobressái. Está aí, para ser admirado e contemplado como expressão do génio criador do homem. Está aí, disponível, para ser vivido e desfrutado. Está aí, para provar que a cidade é a maior de todas as realizações humanas.
Não importa a dimensão das construções - invariavelmente altas. Quem quer saber que não sejam todas obras primas? A força e correcção do conjunto sobressái. Está aí, para ser admirado e contemplado como expressão do génio criador do homem. Está aí, disponível, para ser vivido e desfrutado. Está aí, para provar que a cidade é a maior de todas as realizações humanas.
Toda a admiração não cabe nas palavras - um homem maior do que o mundo
Habituei-me a admirar a obra de Oscar Niemeyer. Vejo-o como um hábito por se tratar de uma coisa tão natural como respirar, andar ou ver repetidamente um novo dia. É tocante, única, expressiva, bonita. A beleza mora nas suas paredes.
Niemeyer é simplesmente o que se pode chamar um criador, um poeta do espaço.
É um artista generoso. Um humanista. Mais do que a obra, em que sempre se empenhou com convicção, é a vida que lhe interessa. Sempre esteve centrado no apego às pessoas, aos amigos, à família. No convívio fraterno com os outros. É, simplesmente, gente. E é a gente que mais lhe interessa.

Repórter: Se o senhor fosse chamado a escrever um verbete sobre Oscar Niemeyer numa enciclopédia, qual seria a primeira frase ?
Niemeyer : “Eu diria que é um ser humano como outro qualquer - que nasceu,viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros. Passou a vida debruçado sobre uma prancheta. Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial. Não tenho nada de extraordinário. Acho ridículo esse negócio de se dar importância. Eu consegui manter, a respeito dos homens, uma posição que me tranquiliza muito: vejo os homens como uma casa, em que você pode consertar as janelas, acertar o aprumo das paredes, pintar.Mas,se o projeto inicial foi ruim,fica prejudicado. Aceito as pessoas como elas são. Todo mundo tem um lado bom e um lado ruim. O homem nasce numa loteria : é bom, é ruim, é inteligente ou não. Se a gente aceita este fato como uma condição inevitável, a gente tem de ser mais paciente com as pessoas, aceitá-las como elas são”.
Niemeyer é simplesmente o que se pode chamar um criador, um poeta do espaço.
É um artista generoso. Um humanista. Mais do que a obra, em que sempre se empenhou com convicção, é a vida que lhe interessa. Sempre esteve centrado no apego às pessoas, aos amigos, à família. No convívio fraterno com os outros. É, simplesmente, gente. E é a gente que mais lhe interessa.

Repórter: Se o senhor fosse chamado a escrever um verbete sobre Oscar Niemeyer numa enciclopédia, qual seria a primeira frase ?
Niemeyer : “Eu diria que é um ser humano como outro qualquer - que nasceu,viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros. Passou a vida debruçado sobre uma prancheta. Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial. Não tenho nada de extraordinário. Acho ridículo esse negócio de se dar importância. Eu consegui manter, a respeito dos homens, uma posição que me tranquiliza muito: vejo os homens como uma casa, em que você pode consertar as janelas, acertar o aprumo das paredes, pintar.Mas,se o projeto inicial foi ruim,fica prejudicado. Aceito as pessoas como elas são. Todo mundo tem um lado bom e um lado ruim. O homem nasce numa loteria : é bom, é ruim, é inteligente ou não. Se a gente aceita este fato como uma condição inevitável, a gente tem de ser mais paciente com as pessoas, aceitá-las como elas são”.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Música do dia (recuperada)
Depois de ter estado face a face com a Casa da Canoas, faz todo o sentido voltar a ouvir esta música, acompanhado pelas imagens rodadas na habitação que Oscar Niemeyer desenhou e fez construir para morar.
Tudo aconteceu por acaso. Subia a Estrada das Canoas, para me aventurar pelo céu do Rio de Janeiro e, numa curva, do lado direito, surge, serena, curvando-se sobre o terreno, com as figuras femininas esculpidas, o rochedo, a piscina e a liberdade de concepção que anima todo o conjunto. As árvores quase a ocultavam mas, a espaços, por entre a densa vegetação, espreitava, bela e convidativa à indiscrição do olhar.
Entrar revelou-se impossível. O Brasil jogava no Mundial. Era uma tarde em que tudo estaria irremediavelmente encerrado.
A Casa das Canoas ficou, pois, entre as várias motivações que me farão regressar ao Rio de Janeiro.
Tudo aconteceu por acaso. Subia a Estrada das Canoas, para me aventurar pelo céu do Rio de Janeiro e, numa curva, do lado direito, surge, serena, curvando-se sobre o terreno, com as figuras femininas esculpidas, o rochedo, a piscina e a liberdade de concepção que anima todo o conjunto. As árvores quase a ocultavam mas, a espaços, por entre a densa vegetação, espreitava, bela e convidativa à indiscrição do olhar.
Entrar revelou-se impossível. O Brasil jogava no Mundial. Era uma tarde em que tudo estaria irremediavelmente encerrado.
A Casa das Canoas ficou, pois, entre as várias motivações que me farão regressar ao Rio de Janeiro.
Pelas ruas
sexta-feira, 25 de junho de 2010
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