quarta-feira, 14 de julho de 2010

Portugalidade

De Campo de Ourique, por sobre o Atlântico.


Pelos mares, dando curso ao mundo

Magalhães sente-se seguro e inobservado. Decide, assim, parar uns dias numa baía fenomenal e condições de ancoragem únicas. Magalhães baptiza-a Baía de Santa Lúcia. O nome, porém, não ficará para a História. Hoje, é mundialmente famosa como Baía de Guanabara.
Não é por acaso que a expedição desembarca no Rio de Janeiro. Um dos pilotos de Magalhães, João Lopes Carvalho, conhece bem a região e cabe-lhe a ele decidir onde reabastecer os navios. No ano de 1512, Carvalho prestava serviço na nau Bertoa, que fez escala no Rio de Janeiro para embarcar pau-brasil. O marinheiro desceu a terra e só voltou a subir a bordo quatro anos depois, tendo ficado na Baía de Guanabara a negociar em madeira, estabelecendo a primeira feitoria portuguesa na futura capital brasileira.
É fácil compreender a escolha de Carvalho, sobretudo quando se chega ao cume do Pão de Açucar no heróico teleférico que os cariocas chamam carinhosamente de ''bondinho''.
Mesmo sem as luzes ao anoitecer, a baía de Guanabara era já na altura a baía mais bonita do mundo. Como se não lhe bastasse a beleza tão cheia de graça de Guanabara, durante os seus anos no Rio, Carvalho não se limitou a ficar sozinho e triste a ver passar a sua garota da futura Ipanema a caminho do mar. Agora, no regresso com a expedição de Magalhães, o piloto português reencontra a antiga namorada índia, e com ela um Joãozinho que ele reconhece imediatamente como fruto seu. Quando a armada levanta âncora, o filho acompanhará o pai. Este Joãozinho Lopes de Carvalho não é apenas um dos primeiros brasileiros modernos de que há registo histórico, é também o primeiro deles a cruzar o Oceano Pacífico.
Pergunto-me sempre o que levou os homens da Europa a embarcar nos navios dos Descobrimentos. ''O desembarque'', eis uma boa respostas. Se não serve de resposta para todos, serve para os que, como João Lopes de Carvalho, desembarcavam nas várias baías de Guanabara do mundo. Mesmo Sabendo que não há outra igual a esta.


Gonçalo Cadilhe in Nos Passos de Magalhães.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Momentos sonoros de descontracção total

The Melody at Night With You, Keith Jarrett.
Um albúm há muito perdido pelos cantos, mas recuperado pelas memórias musicais. Comprado na há muito desaparecida Virgin Megastore do Porto, prolonga a serenidade encontrada nas ondas da manhã.

Fugas

Esta manhã, 8h30m.

Banda sonora do momento

Café Montmartre. Stan Getz

Banda sonora

Em 1971, Ary dos Santos escreveu uma das mais extraordinárias letras em língua portuguesa. A chama do poeta corre contra o tempo. Liberta-se de todos os lugares. Perdura. E é na voz de Viviane que aqui se torna mais viva, presente com uma interpretação que faz cada palavra significar com força e exactidão.

Momentos guardados

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Companhia ou aconchego para horas de trabalho tardio

A cidade como espaço de vida total

Vendedores e compradoras de praia, Ipanema.

Banda sonora deste dia musical

Outras marcas neo-realistas

A cidade próxima, a partir de Sta. Clara-a-Velha, o entorno comum aos novos equipamentos culturais, a acção dos tempos diversos ou, simplesmente, a incongruêcia como imanente à conformação da obra sempre inacabada que é a cidade.

Neo-realismo

Painel de Chilida repousa sob as marcas do tempo no Bairro do Raval ou as contradições, indefinições e impasses das dinâmicas de regeneração urbana.
Barcelona, MACBA.

Música do dia e de sempre

Outras propostas

SW 2010, dia 9 de Agosto.

SW - Sudoeste 2010

Jamiroquai, dia 6 de Agosto. Fazendo minhas as palavras do patrocinador do Festival, Até já!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Todas as palavras são imprecisas

Manuel Botelho é um homem extraordinário. É verdadeiramente um senhor e, na quarta-feira, os seus alunos prestaram-lhe justa homenagem.
Tive o privilégio de com ele contactar directamente poucos, mas muito bons anos.
As suas aulas eram de uma beleza ímpar. Tocantes. Lembro com particular presença uma exposição que terminou com espontâneo aplauso por parte dos estudantes. Tinha essa capacidade de chegar fundo, com poesia, quando falava de arquitectura e da vida.
No momento em que estou praticamente de volta, só posso lamentar que tenha deixado a faculdade. Perde a Faup. Perco eu. Lamento não poder sufruir da sua inestimável presença quotidiana. Todas as conversas foram para mim uma honra e uma lição de erudição, simplicidade e generosidade.
Muito obrigado, Botelho! E até sempre!

Churrasco na FAUP

Quarta-feira, um sucesso absoluto.
O ponto alto da noite deu-se quando NV para espanto de professores e estudantes fez brilhar a bateria. Muito bom!

Fotos: ''gentilmente roubadas'' no FB de HSV.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desenhos de viagem

Supremo Tribunal Federal; Brasília.

Directamente de Brasília...

Congresso Nacional, Brasília.


Como hoje - Fuga ao calor e à luz

Entrada da Catedral de Brasília.