terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A propósitos de outros textos
A aceleração do tempo está matar o indíviduo. Basta ver que já poucas pessoas conseguem estar consigo mesmas, sem o Outro, mais do que duas horas. Um dia inteiro, então, está fora de questão.
Se a este processo juntarmos a falta de formação ética e a tacanhez que abunda pelas esquina do país, bem, aí a conjugação de tempo e espaço é explosiva.
Gostaria que a cidade voltasse a ser um espaço de cidadania, de encontro, o verdadeiro espaço público de debate e confronto com o Outro. Mas a urbanidade requer tempo, que a sociedade nega a si mesma.
Se a este processo juntarmos a falta de formação ética e a tacanhez que abunda pelas esquina do país, bem, aí a conjugação de tempo e espaço é explosiva.
Gostaria que a cidade voltasse a ser um espaço de cidadania, de encontro, o verdadeiro espaço público de debate e confronto com o Outro. Mas a urbanidade requer tempo, que a sociedade nega a si mesma.
Aforismos Roubados
Poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse aquilo que o amigo diz de si nas suas costas.
Blaise Pascal
Só os homens sagazmente activos, que conhecem as suas aptidões e as usam com medida e sensatez, poderão fazer avançar substancialmente o mundo.
Goethe
Blaise Pascal
Só os homens sagazmente activos, que conhecem as suas aptidões e as usam com medida e sensatez, poderão fazer avançar substancialmente o mundo.
Goethe
Referências afectivas
...ou como um carro pode ser muito mais do que uma máquina.
Uma janela que se abria, clandestinamente. E com passos clandestinos e escadas descidas como vultos escondidos, uma porta atrás da outra, ali estava, talvez preto, ausente do mundo, sob os envelhecidos panos que o encobriam. Há algum tempo que não circulava, mas mantinha a mesma dignidade e capacidade de sedução, como se acabasse de passar, reluzente.
Era uma imagem forte, a que mostrava de si mesmo. E é com essa capacidade de sedução que permanece para além do tempo.
Uma janela que se abria, clandestinamente. E com passos clandestinos e escadas descidas como vultos escondidos, uma porta atrás da outra, ali estava, talvez preto, ausente do mundo, sob os envelhecidos panos que o encobriam. Há algum tempo que não circulava, mas mantinha a mesma dignidade e capacidade de sedução, como se acabasse de passar, reluzente.
Era uma imagem forte, a que mostrava de si mesmo. E é com essa capacidade de sedução que permanece para além do tempo.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Com evidência histórica...
We all have to thank Spain for winning the World Cup for Portugal. It turns out that according to the Tordesillas Treaty ( http://en.wikipedia.org/wiki/Treaty_of_Tordesillas ) signed in 1494, everything conquered by Spain east of 46 degree meridian, is indeed property of Portugal. So, Spain, please FedEx the Cup now to Portugal as of immediately?...
Gravado no tempo
A pouco e pouco os preconceitos foram para o inferno e vieram os biquinis.
Revista Algarve Ilustrado, em 1969
Revista Algarve Ilustrado, em 1969
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Pelos mares, dando curso ao mundo
Magalhães sente-se seguro e inobservado. Decide, assim, parar uns dias numa baía fenomenal e condições de ancoragem únicas. Magalhães baptiza-a Baía de Santa Lúcia. O nome, porém, não ficará para a História. Hoje, é mundialmente famosa como Baía de Guanabara.
Não é por acaso que a expedição desembarca no Rio de Janeiro. Um dos pilotos de Magalhães, João Lopes Carvalho, conhece bem a região e cabe-lhe a ele decidir onde reabastecer os navios. No ano de 1512, Carvalho prestava serviço na nau Bertoa, que fez escala no Rio de Janeiro para embarcar pau-brasil. O marinheiro desceu a terra e só voltou a subir a bordo quatro anos depois, tendo ficado na Baía de Guanabara a negociar em madeira, estabelecendo a primeira feitoria portuguesa na futura capital brasileira.
É fácil compreender a escolha de Carvalho, sobretudo quando se chega ao cume do Pão de Açucar no heróico teleférico que os cariocas chamam carinhosamente de ''bondinho''.
Mesmo sem as luzes ao anoitecer, a baía de Guanabara era já na altura a baía mais bonita do mundo. Como se não lhe bastasse a beleza tão cheia de graça de Guanabara, durante os seus anos no Rio, Carvalho não se limitou a ficar sozinho e triste a ver passar a sua garota da futura Ipanema a caminho do mar. Agora, no regresso com a expedição de Magalhães, o piloto português reencontra a antiga namorada índia, e com ela um Joãozinho que ele reconhece imediatamente como fruto seu. Quando a armada levanta âncora, o filho acompanhará o pai. Este Joãozinho Lopes de Carvalho não é apenas um dos primeiros brasileiros modernos de que há registo histórico, é também o primeiro deles a cruzar o Oceano Pacífico.
Pergunto-me sempre o que levou os homens da Europa a embarcar nos navios dos Descobrimentos. ''O desembarque'', eis uma boa respostas. Se não serve de resposta para todos, serve para os que, como João Lopes de Carvalho, desembarcavam nas várias baías de Guanabara do mundo. Mesmo Sabendo que não há outra igual a esta.
Gonçalo Cadilhe in Nos Passos de Magalhães.
Não é por acaso que a expedição desembarca no Rio de Janeiro. Um dos pilotos de Magalhães, João Lopes Carvalho, conhece bem a região e cabe-lhe a ele decidir onde reabastecer os navios. No ano de 1512, Carvalho prestava serviço na nau Bertoa, que fez escala no Rio de Janeiro para embarcar pau-brasil. O marinheiro desceu a terra e só voltou a subir a bordo quatro anos depois, tendo ficado na Baía de Guanabara a negociar em madeira, estabelecendo a primeira feitoria portuguesa na futura capital brasileira.
É fácil compreender a escolha de Carvalho, sobretudo quando se chega ao cume do Pão de Açucar no heróico teleférico que os cariocas chamam carinhosamente de ''bondinho''.
Mesmo sem as luzes ao anoitecer, a baía de Guanabara era já na altura a baía mais bonita do mundo. Como se não lhe bastasse a beleza tão cheia de graça de Guanabara, durante os seus anos no Rio, Carvalho não se limitou a ficar sozinho e triste a ver passar a sua garota da futura Ipanema a caminho do mar. Agora, no regresso com a expedição de Magalhães, o piloto português reencontra a antiga namorada índia, e com ela um Joãozinho que ele reconhece imediatamente como fruto seu. Quando a armada levanta âncora, o filho acompanhará o pai. Este Joãozinho Lopes de Carvalho não é apenas um dos primeiros brasileiros modernos de que há registo histórico, é também o primeiro deles a cruzar o Oceano Pacífico.
Pergunto-me sempre o que levou os homens da Europa a embarcar nos navios dos Descobrimentos. ''O desembarque'', eis uma boa respostas. Se não serve de resposta para todos, serve para os que, como João Lopes de Carvalho, desembarcavam nas várias baías de Guanabara do mundo. Mesmo Sabendo que não há outra igual a esta.
Gonçalo Cadilhe in Nos Passos de Magalhães.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Momentos sonoros de descontracção total
The Melody at Night With You, Keith Jarrett.
Um albúm há muito perdido pelos cantos, mas recuperado pelas memórias musicais. Comprado na há muito desaparecida Virgin Megastore do Porto, prolonga a serenidade encontrada nas ondas da manhã.
Um albúm há muito perdido pelos cantos, mas recuperado pelas memórias musicais. Comprado na há muito desaparecida Virgin Megastore do Porto, prolonga a serenidade encontrada nas ondas da manhã.
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