terça-feira, 13 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Companhia ou aconchego para horas de trabalho tardio

A cidade como espaço de vida total

Vendedores e compradoras de praia, Ipanema.

Banda sonora deste dia musical

Outras marcas neo-realistas

A cidade próxima, a partir de Sta. Clara-a-Velha, o entorno comum aos novos equipamentos culturais, a acção dos tempos diversos ou, simplesmente, a incongruêcia como imanente à conformação da obra sempre inacabada que é a cidade.

Neo-realismo

Painel de Chilida repousa sob as marcas do tempo no Bairro do Raval ou as contradições, indefinições e impasses das dinâmicas de regeneração urbana.
Barcelona, MACBA.

Música do dia e de sempre

Outras propostas

SW 2010, dia 9 de Agosto.

SW - Sudoeste 2010

Jamiroquai, dia 6 de Agosto. Fazendo minhas as palavras do patrocinador do Festival, Até já!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Todas as palavras são imprecisas

Manuel Botelho é um homem extraordinário. É verdadeiramente um senhor e, na quarta-feira, os seus alunos prestaram-lhe justa homenagem.
Tive o privilégio de com ele contactar directamente poucos, mas muito bons anos.
As suas aulas eram de uma beleza ímpar. Tocantes. Lembro com particular presença uma exposição que terminou com espontâneo aplauso por parte dos estudantes. Tinha essa capacidade de chegar fundo, com poesia, quando falava de arquitectura e da vida.
No momento em que estou praticamente de volta, só posso lamentar que tenha deixado a faculdade. Perde a Faup. Perco eu. Lamento não poder sufruir da sua inestimável presença quotidiana. Todas as conversas foram para mim uma honra e uma lição de erudição, simplicidade e generosidade.
Muito obrigado, Botelho! E até sempre!

Churrasco na FAUP

Quarta-feira, um sucesso absoluto.
O ponto alto da noite deu-se quando NV para espanto de professores e estudantes fez brilhar a bateria. Muito bom!

Fotos: ''gentilmente roubadas'' no FB de HSV.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desenhos de viagem

Supremo Tribunal Federal; Brasília.

Directamente de Brasília...

Congresso Nacional, Brasília.


Como hoje - Fuga ao calor e à luz

Entrada da Catedral de Brasília.

Música de todos os dias - simplesmente... brutalíssimo!

Música do dia

Little toy

Como nos carros, adoro sentir-lhe o cheiro a novo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Grafitado nas paredes

O feminismo nunca matou ninguém
O machismo mata todos os dias.

Música do dia

Desenhos de viagem

Quarto de hotel; Ipanema.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Música do dia

...em Sta. Clara-a-Velha.

Penumbras

MAC, Niterói; Oscar Niemeyer.

Cores e brilhos da cidade

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Música para horas assim - mesmo a propósito

Equilíbrio

Palácio do Itamaraty; Brasília.

Cool jazz fest 2010

Os festivais de Verão aí estão, de novo.
Cascais e Mafra poderão contar com Chris Isaac, Regina Spektor, Norah Jones, Joss Stone, Elvis Costello, Diana Krall, Corine Bailey Ray, Maria Bethânia, Pinho Vargas, Laurent Filipe ou com a Osquestra Buena Vista Social Club com Omara Portuondo, entre outros.

Outros momentos - semelhanças que o Atlântico não apaga

Vendedor de praia; Iha de Luanda, Angola.

Foto: MCG

terça-feira, 29 de junho de 2010

Prova do insuperável

É necessária grande sensibilidade. É imprescindível enorme sentido estético. Nada menos, para chegar a uma cidade em que construção e suporte físico se fundem de modo tão profundo e harmónico; simbiótico.
Não importa a dimensão das construções - invariavelmente altas. Quem quer saber que não sejam todas obras primas? A força e correcção do conjunto sobressái. Está aí, para ser admirado e contemplado como expressão do génio criador do homem. Está aí, disponível, para ser vivido e desfrutado. Está aí, para provar que a cidade é a maior de todas as realizações humanas.


Música do dia

Toda a admiração não cabe nas palavras - um homem maior do que o mundo

Habituei-me a admirar a obra de Oscar Niemeyer. Vejo-o como um hábito por se tratar de uma coisa tão natural como respirar, andar ou ver repetidamente um novo dia. É tocante, única, expressiva, bonita. A beleza mora nas suas paredes.
Niemeyer é simplesmente o que se pode chamar um criador, um poeta do espaço.
É um artista generoso. Um humanista. Mais do que a obra, em que sempre se empenhou com convicção, é a vida que lhe interessa. Sempre esteve centrado no apego às pessoas, aos amigos, à família. No convívio fraterno com os outros. É, simplesmente, gente. E é a gente que mais lhe interessa.





Repórter: Se o senhor fosse chamado a escrever um verbete sobre Oscar Niemeyer numa enciclopédia, qual seria a primeira frase ?


Niemeyer : “Eu diria que é um ser humano como outro qualquer - que nasceu,viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros. Passou a vida debruçado sobre uma prancheta. Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial. Não tenho nada de extraordinário. Acho ridículo esse negócio de se dar importância. Eu consegui manter, a respeito dos homens, uma posição que me tranquiliza muito: vejo os homens como uma casa, em que você pode consertar as janelas, acertar o aprumo das paredes, pintar.Mas,se o projeto inicial foi ruim,fica prejudicado. Aceito as pessoas como elas são. Todo mundo tem um lado bom e um lado ruim. O homem nasce numa loteria : é bom, é ruim, é inteligente ou não. Se a gente aceita este fato como uma condição inevitável, a gente tem de ser mais paciente com as pessoas, aceitá-las como elas são”.

Final de tarde, para além de tudo

...furtando-me a mais um jogo de futebol, deixando a cidade para trás.

Cabedelo, ontem; 20h30m.

Indiscrição de um olhar furtivo

Casa das Canoas (1951 - 1953), Rio de janeiro; Oscar Niemeyer




segunda-feira, 28 de junho de 2010

Música do dia (recuperada)

Depois de ter estado face a face com a Casa da Canoas, faz todo o sentido voltar a ouvir esta música, acompanhado pelas imagens rodadas na habitação que Oscar Niemeyer desenhou e fez construir para morar.

Tudo aconteceu por acaso. Subia a Estrada das Canoas, para me aventurar pelo céu do Rio de Janeiro e, numa curva, do lado direito, surge, serena, curvando-se sobre o terreno, com as figuras femininas esculpidas, o rochedo, a piscina e a liberdade de concepção que anima todo o conjunto. As árvores quase a ocultavam mas, a espaços, por entre a densa vegetação, espreitava, bela e convidativa à indiscrição do olhar.

Entrar revelou-se impossível. O Brasil jogava no Mundial. Era uma tarde em que tudo estaria irremediavelmente encerrado.

A Casa das Canoas ficou, pois, entre as várias motivações que me farão regressar ao Rio de Janeiro.

Pelas ruas

As ruas desertas, enquanto o motorista angolano conduz animado por uma música preferia, escutada com elevado volume sonoro. Longe, bastante longe, o Brasil joga pela primeira vez.






Momentos

Ipanema, posto 9.



Corpos em movimento pela cidade

Movimentos inesperados, que se animam pelos espaços.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Todos as palavras são insuficientes

É um cenário único. Que esmaga. Que convida. Que obriga. Que domina. Que se impõe. Que atrái. Que seduz. Que permanece no olhar. Na memória. Na cabeça. No coração. É a delicadeza dos contornos. É a sensualidade que prende o olhar. É a paisagem delineada como corpo de mulher deitado, deixando-se tocar pelo afago húmido do mar e pelo tranqulizador toque dos raios solares. É a beleza que não se deixa encaixar em simples palavras.

O chão da cidade






quarta-feira, 23 de junho de 2010

As diversas camadas do quotidiano

A sobreposição do tempo é uma experiência única. Sente-se o espaço de um outro modo, habitado. Respira outras épocas. Tempos que permanecem para além de si mesmos, na capacidade que se constrói para os sonhar. Imagina-se como teriam sido usados. Como seriam as pessoas que se haviam sentado sob o mesmo tecto. Como se teriam comportado e que conversas haviam tido.
Tudo isso conferia mistério e capacidade de sedução às paredes, ao chão de motivos geométricos, aos armários e espelhos que rodeavam o olhar, aos frisos e dourados que moldavam e coloriam as formas.
Tudo era belo. Uma beleza que não vem de cada motivo em si mesmo. Era a sua conjugação, aquilo que usa designar-se como ambiente, o que anestesiava o tempo, como se o quisesse parar e prolongar o momento. Era a luz suave e as penumbras. Eram os pequenos ecos mais pressentidos do que escutados. Era um mundo parado.
O café, esse, oferecia-se, melhor, ao ser saboreado num cenário de tanta beleza. Nesses momentos, tudo parece ser perfeito como se houvesse sido determinado para acontecer desse modo.

Confeitaria Colombo; Rio de Janeiro.