quinta-feira, 22 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Outros sons

Sabedoria de sempre

Entre Marido e Mulher Ninguém meta a Colher.

Quem semeia Ventos, colhe Tempestades.


Os cães ladram, a caravana passa.

Deitar cedo e cedo erguer...

...e por aí fora com um nunca acabar de sabedoria tantas vezes esquecida pelas dobras do tempo, a falta de senso, sensatez ou acuidade mental.

terça-feira, 20 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A propósitos de outros textos

A aceleração do tempo está matar o indíviduo. Basta ver que já poucas pessoas conseguem estar consigo mesmas, sem o Outro, mais do que duas horas. Um dia inteiro, então, está fora de questão.
Se a este processo juntarmos a falta de formação ética e a tacanhez que abunda pelas esquina do país, bem, aí a conjugação de tempo e espaço é explosiva.
Gostaria que a cidade voltasse a ser um espaço de cidadania, de encontro, o verdadeiro espaço público de debate e confronto com o Outro. Mas a urbanidade requer tempo, que a sociedade nega a si mesma.

Aforismos Roubados

Poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse aquilo que o amigo diz de si nas suas costas.

Blaise Pascal


Só os homens sagazmente activos, que conhecem as suas aptidões e as usam com medida e sensatez, poderão fazer avançar substancialmente o mundo.

Goethe

Referências afectivas

...ou como um carro pode ser muito mais do que uma máquina.
Uma janela que se abria, clandestinamente. E com passos clandestinos e escadas descidas como vultos escondidos, uma porta atrás da outra, ali estava, talvez preto, ausente do mundo, sob os envelhecidos panos que o encobriam. Há algum tempo que não circulava, mas mantinha a mesma dignidade e capacidade de sedução, como se acabasse de passar, reluzente.
Era uma imagem forte, a que mostrava de si mesmo. E é com essa capacidade de sedução que permanece para além do tempo.

Confronto de culturas

Mnifestação de tribo índia, em Brasília - 4º mês.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Com evidência histórica...

We all have to thank Spain for winning the World Cup for Portugal. It turns out that according to the Tordesillas Treaty ( http://en.wikipedia.org/wiki/Treaty_of_Tordesillas ) signed in 1494, everything conquered by Spain east of 46 degree meridian, is indeed property of Portugal. So, Spain, please FedEx the Cup now to Portugal as of immediately?...

Sons de Almodóvar

Gravado no tempo

A pouco e pouco os preconceitos foram para o inferno e vieram os biquinis.

Revista Algarve Ilustrado, em 1969

Quotidiano

Gente vivida

...e o Porto como cenário, ao fundo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

As marcas de um tempo já consumido

No aconchego das curvas do espaço

MAC Niterói, Oscar Niemeyer

Sons de Almodóvar

Trabalho - Princípio do Fim






Portugalidade

De Campo de Ourique, por sobre o Atlântico.


Pelos mares, dando curso ao mundo

Magalhães sente-se seguro e inobservado. Decide, assim, parar uns dias numa baía fenomenal e condições de ancoragem únicas. Magalhães baptiza-a Baía de Santa Lúcia. O nome, porém, não ficará para a História. Hoje, é mundialmente famosa como Baía de Guanabara.
Não é por acaso que a expedição desembarca no Rio de Janeiro. Um dos pilotos de Magalhães, João Lopes Carvalho, conhece bem a região e cabe-lhe a ele decidir onde reabastecer os navios. No ano de 1512, Carvalho prestava serviço na nau Bertoa, que fez escala no Rio de Janeiro para embarcar pau-brasil. O marinheiro desceu a terra e só voltou a subir a bordo quatro anos depois, tendo ficado na Baía de Guanabara a negociar em madeira, estabelecendo a primeira feitoria portuguesa na futura capital brasileira.
É fácil compreender a escolha de Carvalho, sobretudo quando se chega ao cume do Pão de Açucar no heróico teleférico que os cariocas chamam carinhosamente de ''bondinho''.
Mesmo sem as luzes ao anoitecer, a baía de Guanabara era já na altura a baía mais bonita do mundo. Como se não lhe bastasse a beleza tão cheia de graça de Guanabara, durante os seus anos no Rio, Carvalho não se limitou a ficar sozinho e triste a ver passar a sua garota da futura Ipanema a caminho do mar. Agora, no regresso com a expedição de Magalhães, o piloto português reencontra a antiga namorada índia, e com ela um Joãozinho que ele reconhece imediatamente como fruto seu. Quando a armada levanta âncora, o filho acompanhará o pai. Este Joãozinho Lopes de Carvalho não é apenas um dos primeiros brasileiros modernos de que há registo histórico, é também o primeiro deles a cruzar o Oceano Pacífico.
Pergunto-me sempre o que levou os homens da Europa a embarcar nos navios dos Descobrimentos. ''O desembarque'', eis uma boa respostas. Se não serve de resposta para todos, serve para os que, como João Lopes de Carvalho, desembarcavam nas várias baías de Guanabara do mundo. Mesmo Sabendo que não há outra igual a esta.


Gonçalo Cadilhe in Nos Passos de Magalhães.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Momentos sonoros de descontracção total

The Melody at Night With You, Keith Jarrett.
Um albúm há muito perdido pelos cantos, mas recuperado pelas memórias musicais. Comprado na há muito desaparecida Virgin Megastore do Porto, prolonga a serenidade encontrada nas ondas da manhã.

Fugas

Esta manhã, 8h30m.

Banda sonora do momento

Café Montmartre. Stan Getz

Banda sonora

Em 1971, Ary dos Santos escreveu uma das mais extraordinárias letras em língua portuguesa. A chama do poeta corre contra o tempo. Liberta-se de todos os lugares. Perdura. E é na voz de Viviane que aqui se torna mais viva, presente com uma interpretação que faz cada palavra significar com força e exactidão.

Momentos guardados

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Companhia ou aconchego para horas de trabalho tardio

A cidade como espaço de vida total

Vendedores e compradoras de praia, Ipanema.

Banda sonora deste dia musical

Outras marcas neo-realistas

A cidade próxima, a partir de Sta. Clara-a-Velha, o entorno comum aos novos equipamentos culturais, a acção dos tempos diversos ou, simplesmente, a incongruêcia como imanente à conformação da obra sempre inacabada que é a cidade.

Neo-realismo

Painel de Chilida repousa sob as marcas do tempo no Bairro do Raval ou as contradições, indefinições e impasses das dinâmicas de regeneração urbana.
Barcelona, MACBA.

Música do dia e de sempre

Outras propostas

SW 2010, dia 9 de Agosto.

SW - Sudoeste 2010

Jamiroquai, dia 6 de Agosto. Fazendo minhas as palavras do patrocinador do Festival, Até já!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Todas as palavras são imprecisas

Manuel Botelho é um homem extraordinário. É verdadeiramente um senhor e, na quarta-feira, os seus alunos prestaram-lhe justa homenagem.
Tive o privilégio de com ele contactar directamente poucos, mas muito bons anos.
As suas aulas eram de uma beleza ímpar. Tocantes. Lembro com particular presença uma exposição que terminou com espontâneo aplauso por parte dos estudantes. Tinha essa capacidade de chegar fundo, com poesia, quando falava de arquitectura e da vida.
No momento em que estou praticamente de volta, só posso lamentar que tenha deixado a faculdade. Perde a Faup. Perco eu. Lamento não poder sufruir da sua inestimável presença quotidiana. Todas as conversas foram para mim uma honra e uma lição de erudição, simplicidade e generosidade.
Muito obrigado, Botelho! E até sempre!

Churrasco na FAUP

Quarta-feira, um sucesso absoluto.
O ponto alto da noite deu-se quando NV para espanto de professores e estudantes fez brilhar a bateria. Muito bom!

Fotos: ''gentilmente roubadas'' no FB de HSV.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desenhos de viagem

Supremo Tribunal Federal; Brasília.

Directamente de Brasília...

Congresso Nacional, Brasília.


Como hoje - Fuga ao calor e à luz

Entrada da Catedral de Brasília.

Música de todos os dias - simplesmente... brutalíssimo!

Música do dia

Little toy

Como nos carros, adoro sentir-lhe o cheiro a novo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Grafitado nas paredes

O feminismo nunca matou ninguém
O machismo mata todos os dias.

Música do dia

Desenhos de viagem

Quarto de hotel; Ipanema.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Música do dia

...em Sta. Clara-a-Velha.

Penumbras

MAC, Niterói; Oscar Niemeyer.

Cores e brilhos da cidade

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Música para horas assim - mesmo a propósito

Equilíbrio

Palácio do Itamaraty; Brasília.

Cool jazz fest 2010

Os festivais de Verão aí estão, de novo.
Cascais e Mafra poderão contar com Chris Isaac, Regina Spektor, Norah Jones, Joss Stone, Elvis Costello, Diana Krall, Corine Bailey Ray, Maria Bethânia, Pinho Vargas, Laurent Filipe ou com a Osquestra Buena Vista Social Club com Omara Portuondo, entre outros.

Outros momentos - semelhanças que o Atlântico não apaga

Vendedor de praia; Iha de Luanda, Angola.

Foto: MCG

terça-feira, 29 de junho de 2010

Prova do insuperável

É necessária grande sensibilidade. É imprescindível enorme sentido estético. Nada menos, para chegar a uma cidade em que construção e suporte físico se fundem de modo tão profundo e harmónico; simbiótico.
Não importa a dimensão das construções - invariavelmente altas. Quem quer saber que não sejam todas obras primas? A força e correcção do conjunto sobressái. Está aí, para ser admirado e contemplado como expressão do génio criador do homem. Está aí, disponível, para ser vivido e desfrutado. Está aí, para provar que a cidade é a maior de todas as realizações humanas.


Música do dia

Toda a admiração não cabe nas palavras - um homem maior do que o mundo

Habituei-me a admirar a obra de Oscar Niemeyer. Vejo-o como um hábito por se tratar de uma coisa tão natural como respirar, andar ou ver repetidamente um novo dia. É tocante, única, expressiva, bonita. A beleza mora nas suas paredes.
Niemeyer é simplesmente o que se pode chamar um criador, um poeta do espaço.
É um artista generoso. Um humanista. Mais do que a obra, em que sempre se empenhou com convicção, é a vida que lhe interessa. Sempre esteve centrado no apego às pessoas, aos amigos, à família. No convívio fraterno com os outros. É, simplesmente, gente. E é a gente que mais lhe interessa.





Repórter: Se o senhor fosse chamado a escrever um verbete sobre Oscar Niemeyer numa enciclopédia, qual seria a primeira frase ?


Niemeyer : “Eu diria que é um ser humano como outro qualquer - que nasceu,viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros. Passou a vida debruçado sobre uma prancheta. Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial. Não tenho nada de extraordinário. Acho ridículo esse negócio de se dar importância. Eu consegui manter, a respeito dos homens, uma posição que me tranquiliza muito: vejo os homens como uma casa, em que você pode consertar as janelas, acertar o aprumo das paredes, pintar.Mas,se o projeto inicial foi ruim,fica prejudicado. Aceito as pessoas como elas são. Todo mundo tem um lado bom e um lado ruim. O homem nasce numa loteria : é bom, é ruim, é inteligente ou não. Se a gente aceita este fato como uma condição inevitável, a gente tem de ser mais paciente com as pessoas, aceitá-las como elas são”.

Final de tarde, para além de tudo

...furtando-me a mais um jogo de futebol, deixando a cidade para trás.

Cabedelo, ontem; 20h30m.

Indiscrição de um olhar furtivo

Casa das Canoas (1951 - 1953), Rio de janeiro; Oscar Niemeyer




segunda-feira, 28 de junho de 2010

Música do dia (recuperada)

Depois de ter estado face a face com a Casa da Canoas, faz todo o sentido voltar a ouvir esta música, acompanhado pelas imagens rodadas na habitação que Oscar Niemeyer desenhou e fez construir para morar.

Tudo aconteceu por acaso. Subia a Estrada das Canoas, para me aventurar pelo céu do Rio de Janeiro e, numa curva, do lado direito, surge, serena, curvando-se sobre o terreno, com as figuras femininas esculpidas, o rochedo, a piscina e a liberdade de concepção que anima todo o conjunto. As árvores quase a ocultavam mas, a espaços, por entre a densa vegetação, espreitava, bela e convidativa à indiscrição do olhar.

Entrar revelou-se impossível. O Brasil jogava no Mundial. Era uma tarde em que tudo estaria irremediavelmente encerrado.

A Casa das Canoas ficou, pois, entre as várias motivações que me farão regressar ao Rio de Janeiro.

Pelas ruas

As ruas desertas, enquanto o motorista angolano conduz animado por uma música preferia, escutada com elevado volume sonoro. Longe, bastante longe, o Brasil joga pela primeira vez.