quarta-feira, 28 de julho de 2010

Trabalho - mais próximo do fim

...e para além do que a teimosia dos brancos fotográficos, indolentemente imperfeitos, insiste em não reproduzir.









































Cores vivas ao lado desta cidade

Baixo Mondego.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Ao início da noite, na Quinta das Lágrimas

Shuffling...

Chasing my paradise - See you








Exaltação, sublimação, entusiasmo, felicidade, paz, tranqulidade...

o que ecoa por aí...

...que a música ecoe por todas as esquinas enquanto procura anular saudades de um disco há muito esquecido em qualquer estante, entre outros cd perdidos no tempo e na memória.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Com o dia a mais ou um dia a menos

Ao fechar todos estes arquivadores, pastas, livros e folhas com anotações, recordo a tranquilidade do trompete de Chris Botti, uma tranqulidade melancólica. Talvez por isso tão intensa.
Foi desse modo que conheci Chris Botti, nos longos serões de um distante meio de mês de Agosto, na anestesiante e suave quase solidão do Cácá - isto nos tempos em que o Cácá ainda era Cácá.
É provavelmente hoje, também, esse o estado de espírito que se espalha entre as paredes. Quase fim, quase qualquer coisa, mas ainda por ser. Um fim inacabado é o que tenho entre mãos. Na folha de apontamentos restam-me 5 notas. E isso tranquliza-me. Mas as palavras começam a fugir-me das mãos. Estão a querer ganhar autonomia e vida. Mas ao tentarem uma existência, são qualquer coisa que inicia o ocaso. Como este dia de trabalho: decreto que termine. Entrego-me à desistência de o prosseguir. Uma desistência animadora. Tão real e contraditória como a perspectiva de aconchego no sol de tarde descendente me conduz ao paradoxo de um conforto insuficiente. Falta qualquer coisa neste apenas qualquer coisa. É estranho. Mas é estranheza que sinto ao ver-me estranhamente feliz com a quase tristeza destes sons.

Mais uma vez, porque sim.

Acumulação de tempo(s) pelas paredes

Casa da Escrita, Coimbra; João Mendes Ribeiro.

Escadas Improváveis

Casa da Escrita, Coimbra; João Mendes Ribeiro.




Espaços inesperados para aconchego em horas assim

Paredes por aí

Cintilações urbanas ou simplesmente a minha cidade

Pelas paredes da cidade


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Outros sons

Sabedoria de sempre

Entre Marido e Mulher Ninguém meta a Colher.

Quem semeia Ventos, colhe Tempestades.


Os cães ladram, a caravana passa.

Deitar cedo e cedo erguer...

...e por aí fora com um nunca acabar de sabedoria tantas vezes esquecida pelas dobras do tempo, a falta de senso, sensatez ou acuidade mental.

terça-feira, 20 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A propósitos de outros textos

A aceleração do tempo está matar o indíviduo. Basta ver que já poucas pessoas conseguem estar consigo mesmas, sem o Outro, mais do que duas horas. Um dia inteiro, então, está fora de questão.
Se a este processo juntarmos a falta de formação ética e a tacanhez que abunda pelas esquina do país, bem, aí a conjugação de tempo e espaço é explosiva.
Gostaria que a cidade voltasse a ser um espaço de cidadania, de encontro, o verdadeiro espaço público de debate e confronto com o Outro. Mas a urbanidade requer tempo, que a sociedade nega a si mesma.

Aforismos Roubados

Poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse aquilo que o amigo diz de si nas suas costas.

Blaise Pascal


Só os homens sagazmente activos, que conhecem as suas aptidões e as usam com medida e sensatez, poderão fazer avançar substancialmente o mundo.

Goethe

Referências afectivas

...ou como um carro pode ser muito mais do que uma máquina.
Uma janela que se abria, clandestinamente. E com passos clandestinos e escadas descidas como vultos escondidos, uma porta atrás da outra, ali estava, talvez preto, ausente do mundo, sob os envelhecidos panos que o encobriam. Há algum tempo que não circulava, mas mantinha a mesma dignidade e capacidade de sedução, como se acabasse de passar, reluzente.
Era uma imagem forte, a que mostrava de si mesmo. E é com essa capacidade de sedução que permanece para além do tempo.

Confronto de culturas

Mnifestação de tribo índia, em Brasília - 4º mês.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Com evidência histórica...

We all have to thank Spain for winning the World Cup for Portugal. It turns out that according to the Tordesillas Treaty ( http://en.wikipedia.org/wiki/Treaty_of_Tordesillas ) signed in 1494, everything conquered by Spain east of 46 degree meridian, is indeed property of Portugal. So, Spain, please FedEx the Cup now to Portugal as of immediately?...

Sons de Almodóvar

Gravado no tempo

A pouco e pouco os preconceitos foram para o inferno e vieram os biquinis.

Revista Algarve Ilustrado, em 1969

Quotidiano

Gente vivida

...e o Porto como cenário, ao fundo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

As marcas de um tempo já consumido

No aconchego das curvas do espaço

MAC Niterói, Oscar Niemeyer

Sons de Almodóvar

Trabalho - Princípio do Fim






Portugalidade

De Campo de Ourique, por sobre o Atlântico.


Pelos mares, dando curso ao mundo

Magalhães sente-se seguro e inobservado. Decide, assim, parar uns dias numa baía fenomenal e condições de ancoragem únicas. Magalhães baptiza-a Baía de Santa Lúcia. O nome, porém, não ficará para a História. Hoje, é mundialmente famosa como Baía de Guanabara.
Não é por acaso que a expedição desembarca no Rio de Janeiro. Um dos pilotos de Magalhães, João Lopes Carvalho, conhece bem a região e cabe-lhe a ele decidir onde reabastecer os navios. No ano de 1512, Carvalho prestava serviço na nau Bertoa, que fez escala no Rio de Janeiro para embarcar pau-brasil. O marinheiro desceu a terra e só voltou a subir a bordo quatro anos depois, tendo ficado na Baía de Guanabara a negociar em madeira, estabelecendo a primeira feitoria portuguesa na futura capital brasileira.
É fácil compreender a escolha de Carvalho, sobretudo quando se chega ao cume do Pão de Açucar no heróico teleférico que os cariocas chamam carinhosamente de ''bondinho''.
Mesmo sem as luzes ao anoitecer, a baía de Guanabara era já na altura a baía mais bonita do mundo. Como se não lhe bastasse a beleza tão cheia de graça de Guanabara, durante os seus anos no Rio, Carvalho não se limitou a ficar sozinho e triste a ver passar a sua garota da futura Ipanema a caminho do mar. Agora, no regresso com a expedição de Magalhães, o piloto português reencontra a antiga namorada índia, e com ela um Joãozinho que ele reconhece imediatamente como fruto seu. Quando a armada levanta âncora, o filho acompanhará o pai. Este Joãozinho Lopes de Carvalho não é apenas um dos primeiros brasileiros modernos de que há registo histórico, é também o primeiro deles a cruzar o Oceano Pacífico.
Pergunto-me sempre o que levou os homens da Europa a embarcar nos navios dos Descobrimentos. ''O desembarque'', eis uma boa respostas. Se não serve de resposta para todos, serve para os que, como João Lopes de Carvalho, desembarcavam nas várias baías de Guanabara do mundo. Mesmo Sabendo que não há outra igual a esta.


Gonçalo Cadilhe in Nos Passos de Magalhães.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Momentos sonoros de descontracção total

The Melody at Night With You, Keith Jarrett.
Um albúm há muito perdido pelos cantos, mas recuperado pelas memórias musicais. Comprado na há muito desaparecida Virgin Megastore do Porto, prolonga a serenidade encontrada nas ondas da manhã.

Fugas

Esta manhã, 8h30m.

Banda sonora do momento

Café Montmartre. Stan Getz

Banda sonora

Em 1971, Ary dos Santos escreveu uma das mais extraordinárias letras em língua portuguesa. A chama do poeta corre contra o tempo. Liberta-se de todos os lugares. Perdura. E é na voz de Viviane que aqui se torna mais viva, presente com uma interpretação que faz cada palavra significar com força e exactidão.

Momentos guardados

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Companhia ou aconchego para horas de trabalho tardio

A cidade como espaço de vida total

Vendedores e compradoras de praia, Ipanema.

Banda sonora deste dia musical

Outras marcas neo-realistas

A cidade próxima, a partir de Sta. Clara-a-Velha, o entorno comum aos novos equipamentos culturais, a acção dos tempos diversos ou, simplesmente, a incongruêcia como imanente à conformação da obra sempre inacabada que é a cidade.

Neo-realismo

Painel de Chilida repousa sob as marcas do tempo no Bairro do Raval ou as contradições, indefinições e impasses das dinâmicas de regeneração urbana.
Barcelona, MACBA.

Música do dia e de sempre

Outras propostas

SW 2010, dia 9 de Agosto.

SW - Sudoeste 2010

Jamiroquai, dia 6 de Agosto. Fazendo minhas as palavras do patrocinador do Festival, Até já!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Todas as palavras são imprecisas

Manuel Botelho é um homem extraordinário. É verdadeiramente um senhor e, na quarta-feira, os seus alunos prestaram-lhe justa homenagem.
Tive o privilégio de com ele contactar directamente poucos, mas muito bons anos.
As suas aulas eram de uma beleza ímpar. Tocantes. Lembro com particular presença uma exposição que terminou com espontâneo aplauso por parte dos estudantes. Tinha essa capacidade de chegar fundo, com poesia, quando falava de arquitectura e da vida.
No momento em que estou praticamente de volta, só posso lamentar que tenha deixado a faculdade. Perde a Faup. Perco eu. Lamento não poder sufruir da sua inestimável presença quotidiana. Todas as conversas foram para mim uma honra e uma lição de erudição, simplicidade e generosidade.
Muito obrigado, Botelho! E até sempre!

Churrasco na FAUP

Quarta-feira, um sucesso absoluto.
O ponto alto da noite deu-se quando NV para espanto de professores e estudantes fez brilhar a bateria. Muito bom!

Fotos: ''gentilmente roubadas'' no FB de HSV.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desenhos de viagem

Supremo Tribunal Federal; Brasília.

Directamente de Brasília...

Congresso Nacional, Brasília.


Como hoje - Fuga ao calor e à luz

Entrada da Catedral de Brasília.

Música de todos os dias - simplesmente... brutalíssimo!

Música do dia

Little toy

Como nos carros, adoro sentir-lhe o cheiro a novo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010