Manuel Botelho é um homem extraordinário. É verdadeiramente um senhor e, na quarta-feira, os seus alunos prestaram-lhe justa homenagem.
Tive o privilégio de com ele contactar directamente poucos, mas muito bons anos.
As suas aulas eram de uma beleza ímpar. Tocantes. Lembro com particular presença uma exposição que terminou com espontâneo aplauso por parte dos estudantes. Tinha essa capacidade de chegar fundo, com poesia, quando falava de arquitectura e da vida.
No momento em que estou praticamente de volta, só posso lamentar que tenha deixado a faculdade. Perde a Faup. Perco eu. Lamento não poder sufruir da sua inestimável presença quotidiana. Todas as conversas foram para mim uma honra e uma lição de erudição, simplicidade e generosidade.
Muito obrigado, Botelho! E até sempre!