quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Porque simplesmente é assim mesmo

A prudência é tão só a maior inimiga de quem quer viver. Viver é intenso, no limite, lutar até ao fim, sem receio do pior que há-de vir sem se saber se virá. Viver é arriscar, é querer mais do que a prevenção cómoda e segura, sem surpresas. Viver é ousar ultrapassar a banalidade. Viver é ser capaz de atingir a exaltação e o sublime. O medo é simplesmente desistir da vida e da felicidade. O medo é o alinhamento com pequenas alegrias rasteiras de algibeira. O medo é um domingo banal de jogo da bola da terceira divisão B. Viver é tudo e querer tudo. O medo é uma casa em ruínas que há muito desistiu de ficar em pé.


“Houve um tempo em que, nos amores e nas paixões, se falhava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão. Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. A regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão. Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de “se conduzir, não beba” para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer “se amar, não se magoe”. Com o passar dos anos, aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose e da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos. O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida. A discussão acalorada está fora de moda. A vingança é um prato que não se serve nem frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito. O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade para amansar os corpos, os gestos, as palavras. A postura é um fato de pronto-a-vestir que o usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto, já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Como num poema do Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ao nada sem efusão de sangue. Deve andar a escapar-nos o momento em que deixamos de olhar para a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela”.

Revista Egoísta, Setembro 2009

Palavras sábias para usar diariamente sem cansar

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Concordo com você,e é por isto que eu me arrisco tanto.
TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...!!!!!!!!!!


Carlos Drumond de Andrade

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

The power of words or the power of LIFE*

What and If are two words as non-threatening as words can be. But put them together side-by-side and they have the power to haunt you for the rest of your life: What if? What if? What if?
I don't know how your story ended but if what you felt then was true love, then it's never too late. If it was true then, why wouldn't it be true now? You need only the courage to follow your heart. I don't know what a love like Juliet's feels like - love to leave loved ones for, love to cross oceans for but I'd like to believe if I ever were to feel it, that I will have the courage to seize it. And, Claire, if you didn't, I hope one day that you will.



*retirado de uma qualquer tela de projecção.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desenhos I

Todos os desnhos contam uma história. A sua própria ou a de um qualquer momento. São instantes de vida, preenchidos, quer sejam a fuga à atenção de uma reunião, quer sejam um desafio ou um exercício em si mesmos, quer sejam outra coisa, mais pessoal ou emotiva. Todos têm em comum um traço, uma narrativa, que se funde com o lápis, a caneta, a mão, o braço, a cabeça que que lhes dá vida. E quando terminam, quando ganham autonomia, se correspondem ao que esperávamos, são, em si mesmos, momentos de alegria, sentida sempre que revisitados.

Desenhos II

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Não vamos ter descanso enquanto as árvores da cidade não forem todas derrubadas!

Desta vez foi na Rua João Pinto Ribeiro (entre a Afonso Hernrique e a Dias da Silva). Foram abatidas 24 das 32 árvores ali existentes. No entanto, apenas 11 estavam em más condições fitossanitárias, ou seja, só essas haviam sido alvo da recomendação de abate. O resto deve-se à inteira responsabilidade e vontade da Junta de Freguesia. E a reacção da Câmara? Não comenta. Em intervenção oficial (num jornal local) diz que foi uma intervenção da responsabilidade da Junta de Freguesia. ...muito Bom!
A culpa, já se sabe, morre solteira. Simplesmente aconteceu. Suponhamos, porém, que a tal Junta lesava patrimonialmente um de nós, um qualquer cidadão, no valor correspodente ao da totalidade das árvores cortadas sem motivo ( e isto para colocar a questão de modo completamente redutor, pois está em causa muito mais do que dinheiro); tinha que o indemnizar, é óbvio. Ou seja, havia apuramento de responsabilidades. Mas como se trata de nos lesar a todos em nome de um suposto exercício de competências públicas de natureza indeterminada, está tudo bem. Acontece o que costuma suceder em circunstâncias idênticas. Até porque estão legitimados por voto. Uma coisa é certa, se já era dominante a ideia que, no quadro vigente, as Junta de Freguesias são uma nebulosa que ninguém sabe para o que é que servem, face a este tipo de actuação instala-se a certeza: não servem para absolutamente nada.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Momento de libertação

Figueira da Foz, hoje.




terça-feira, 21 de setembro de 2010

Há vida na Faculdade...

Esta tarde, intervalando na Faup.


Aforismos Roubados

...o homem está colocado onde termina a terra; a mulher, onde começa o céu.

Victor Hugo

Porque está sol!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mobilidade

...ou falta dela.

Lisboa, regresso da Praia do Meco, num sábado de meter medo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010