terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Por aí, entre casas e cidades
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.
Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.
Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.
Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Pausa...
Obras a terminar, páginas a fechar-se, teclas a sossegar-se, palmos de areia desejados, marés aguardadas, o sol a ser antecipado e o som do trompete. A música parece suster-se no calor lento que inunda o ar para lá das paredes. Cada nota medeia a passagem para outra qualquer coisa, com alívio, e fecha o trabalho de hoje. Abre a porta lá para fora...
Trabalho - mais próximo do fim
sexta-feira, 23 de julho de 2010
o que ecoa por aí...
...que a música ecoe por todas as esquinas enquanto procura anular saudades de um disco há muito esquecido em qualquer estante, entre outros cd perdidos no tempo e na memória.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Com o dia a mais ou um dia a menos
Ao fechar todos estes arquivadores, pastas, livros e folhas com anotações, recordo a tranquilidade do trompete de Chris Botti, uma tranqulidade melancólica. Talvez por isso tão intensa.
Foi desse modo que conheci Chris Botti, nos longos serões de um distante meio de mês de Agosto, na anestesiante e suave quase solidão do Cácá - isto nos tempos em que o Cácá ainda era Cácá.
É provavelmente hoje, também, esse o estado de espírito que se espalha entre as paredes. Quase fim, quase qualquer coisa, mas ainda por ser. Um fim inacabado é o que tenho entre mãos. Na folha de apontamentos restam-me 5 notas. E isso tranquliza-me. Mas as palavras começam a fugir-me das mãos. Estão a querer ganhar autonomia e vida. Mas ao tentarem uma existência, são qualquer coisa que inicia o ocaso. Como este dia de trabalho: decreto que termine. Entrego-me à desistência de o prosseguir. Uma desistência animadora. Tão real e contraditória como a perspectiva de aconchego no sol de tarde descendente me conduz ao paradoxo de um conforto insuficiente. Falta qualquer coisa neste apenas qualquer coisa. É estranho. Mas é estranheza que sinto ao ver-me estranhamente feliz com a quase tristeza destes sons.
Foi desse modo que conheci Chris Botti, nos longos serões de um distante meio de mês de Agosto, na anestesiante e suave quase solidão do Cácá - isto nos tempos em que o Cácá ainda era Cácá.
É provavelmente hoje, também, esse o estado de espírito que se espalha entre as paredes. Quase fim, quase qualquer coisa, mas ainda por ser. Um fim inacabado é o que tenho entre mãos. Na folha de apontamentos restam-me 5 notas. E isso tranquliza-me. Mas as palavras começam a fugir-me das mãos. Estão a querer ganhar autonomia e vida. Mas ao tentarem uma existência, são qualquer coisa que inicia o ocaso. Como este dia de trabalho: decreto que termine. Entrego-me à desistência de o prosseguir. Uma desistência animadora. Tão real e contraditória como a perspectiva de aconchego no sol de tarde descendente me conduz ao paradoxo de um conforto insuficiente. Falta qualquer coisa neste apenas qualquer coisa. É estranho. Mas é estranheza que sinto ao ver-me estranhamente feliz com a quase tristeza destes sons.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
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