sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Por aí, entre casas e cidades

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.

Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.


Álvaro de Campos, in "Poemas"

Arrifana school time

Jamiroquai; SW - 6 de Agosto

sexta-feira, 30 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pausa...

Obras a terminar, páginas a fechar-se, teclas a sossegar-se, palmos de areia desejados, marés aguardadas, o sol a ser antecipado e o som do trompete. A música parece suster-se no calor lento que inunda o ar para lá das paredes. Cada nota medeia a passagem para outra qualquer coisa, com alívio, e fecha o trabalho de hoje. Abre a porta lá para fora...

Trabalho - mais próximo do fim

...e para além do que a teimosia dos brancos fotográficos, indolentemente imperfeitos, insiste em não reproduzir.









































Cores vivas ao lado desta cidade

Baixo Mondego.