quarta-feira, 15 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vida moderna...

Haverá coisa mais insana e sem sentido do que andar a esburacar a cidade para guardar ou esconder carros??? ...sobretudo quando há alternativas???


Aforismos Roubados

Conrad tem razão quando diz que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que, normalmente, chega demasiado tarde.

António Lobo Antunes

Outras versões, o mesmo som... sempre diferente!

A música estava sempre presente no enorme ecrã. Não sei quantas vezes entrei e saí do hotel enquanto Ana Carolina e Seu Jorge invadiam o espaço com o conforto das suas vozes.
Era assim que inúmeras vezes passava para a Visconde de Pirajá ou dela saía. Era já uma marca familiar nessa rotina sempre diferente do que pode ser um dia no Rio de Janeiro. É assim um dia na cidade, como uma música que conhecemos há muito tempo. Nunca é igual. Renova-se sempre com as circunstâncias. A vida comanda tudo. E esta nunca se repete.

Passos de um Explorador da Cidade; Lisboa - LX FACTORY

Havia funcionado ali uma gráfica que entrou em absoluto abandono. Mas o tempo tinha mudado. Agora aquele sítio era outra coisa. A enorme vitalidade estava por todo o lado. As indústrias criativas que se espalhavam por cada dobra de esquina ou metro de fachada conviviam com as marcas de decadêndia que o local e os diversos edifícios não tinham querido perder. O vibrante do presente convivia serenamente com os vincos de um passado já obsoleto. E isso agradava-lhe. Era um contaste inspirador. Havia ali uma qualquer estética de grande vigor. Tudo lhe parecia autêntico, convidativo. Novos escritórios, galerias, agências de castings, bares ou restaurantes acomodavam-se como podiam sem desvirtuar o tom geral de uma fábrica em reocupação por novos habitantes. À entrada, descobriu a Cantina. Já não se lembrava do sabor de Pescadinha de rabo na boca com arroz de cenoura. Divino, pensou! Os seus sentidos captavam a perfeição, como se a simplicidade do local fosse espontânea. Sabia que o cuidado não se havia deixado submergir pelo acaso, mas deixava convencer-se pelo logro. Noutra mesa, uma jovens mulheres, modelos, conversavam numa qualquer língua estrangeira, aguardando uma sessão fotográfica no exterior.
A cidade não parava de o seduzir e supreender.





S. Pedro de Alcântara no centro da objectiva e da vida na cidade

Lisboa, na última quinta-feira.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Figueira, de novo no mapa.

Depois de um primeiro dia de ondas pequenas, mas a permitir boas manobras, o segundo dia de competição mudou tudo, com o mar a subir a proporcionar boas oportunidades para performances espectaculares e pontuações elevadas.

A partir de dia 14, espera-se mais e melhor, com o circuito de qualificação para o mundial.

Figueira Pro 2010 Nacional de Surf Dia 1 from FB_ST2DIO on Vimeo.

Closer, Portman e outras tonalidades sonoras (entre ruas e casas)

Desenhos - curiosidade despertada pela Bic em movimento

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Pulsar da cidade

Lisboa; Miradouro de S. Pedro de Alcântara.



A poesia nos modos de transporte

Lisboa; Bica e Glória.


domingo, 5 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Passos de um Explorador da Cidade; Lisboa - highlights

Terraços de Bragamça; Álvaro Siza

Nunca conseguia deixar de olhar para o lado esquerdo, ao descer do Chiado para o Cais do Sodré. Os edifícios que preenchem o último vazio resultante do terremoto de 1755 são belíssimos. Mas o que mais o impressionava era o seu alinhamento com uma estreita linha. Aquela que é assegurada pela distinção de uma excelente obra de arquitectura que, sem paradoxos, se afirma pela neutralidade, pelo anonimato. Siza está nas cidades como se lhes pertencesse. Possui inúmeros heterónimos e troca facilmente de pele. Com ele, é a obra que se afirma. Sobressai a coerência reforçada dos locais onde actua. O arquitecto fica atrás, oculta-se, sem recear a falta de protagonismo. Uma capacidade só ao alcance de raros.
Gostava dessa naturalidade.



Plano perfeito

Natalie Portman em Closer

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Por aí, entre casas e cidades

Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores...
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.

Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos,
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
A força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.


Álvaro de Campos, in "Poemas"

Arrifana school time

Jamiroquai; SW - 6 de Agosto

sexta-feira, 30 de julho de 2010