O AMOR é para cumprir.
Histórias impossíveis são bonitas na literatura e no cinema, mas não na vida. Fazem pensar no que se perde com barreiras e muros à felicidade, mas não as quero no meu universo. Eu prefiro dizer, como Vinicius, ''que seja infinito enquanto dure''. Não fujo da vida e do amor para o tornar mais heróico. No fim da linha, os heróis olham para quem teve uma vida normal, mas cheia - plena - lamentando não terem sido menos singulares.
Na verdade, sem qualquer dúvida, prefiro ficar com Vinicius e com as suas palavras. Nada como um sorisso quente, o único que conta.
Sim
Eu poderia fugir, meu amor
Eu poderia partir
Sem dizer pra onde vou
Nem se devo voltar
Sim
Eu poderia morrer de dor
Eu poderia morrer
E me serenizar
Ah
Eu poderia ficar sempre assim
Como uma casa sombria
Uma casa vazia
Sem luz nem calor
Mas
Quero as janelas abrir
Para que o sol possa vir iluminar nosso amor
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Para que serve um Blog? - textos recuperados
Nas diversas aproximações que tenho vindo a fazer a este espaço, a dúivida surge-me. Mas em nada me incomoda. A resposta ou respostas podem ser várias, múltiplas e todas me satisfazem. Que se movam por aí. Têm liberdade total.
...para além de funcionar como um local para onde se manda um quantidade sem fim de coisas ao sabor de gostos, ao ritmo paixões, com a cadência de estados de alma, segundo a variabilidade das incertezas e do tempo, confesso que não sei responder.
...fio condutor?! quem é que quer retirar o inesperado à vida?
Ou dito de outro modo, este blog está temporária, se não definitivamente, com a organização desactivada. Deixou de ter fio condutor. Um fio condutor é uma amarra que prende e não permite o inesperado, correcções no rumo, deperdiça o valioso, apenas porque não estava lá desde o início. Um fio condutor é tão só o que colocamos sobre o ilusório, na tentativa de dar um sentido voluntário à multipla sucessão de factos que acontecem com total independência de nós e da nossa vontade e aconteceriam de qualquer modo, sem a nossa existência, porque, na verdade, o mundo não nos pede licença para se movimentar. O nosso papel é apenas pegar ou largar.
Os temas estão em alargamento. Aqui cabe tudo o que faz sentido acontecer no quotidiano. A temática é não não ter temática. Tem apenas conteúdo: o que me apetecer. Nem arquitectura, nem surf, nem cinema, nem qualquer outra coisa de melhor ou pior definição. Não se define a vida.
A vida é um excelente caos de inesperados acontecimentos e sucessão de oportunidades, mesmo das que se perdem, das que não se perdem, das que ficam, das que permanecem. Um Sopro e Tudo Mais está convictamente refém: não quer sobrepor-se à feliz desorganização da Espuma dos Dias, ao involuntarismo das surpresas. Aceita com alegria o que que não quer nem pode controlar. E espelha-o no seu espaço.
Porque ''O que importa é a relação com a vida'' .*
*Fernando Távora.
...para além de funcionar como um local para onde se manda um quantidade sem fim de coisas ao sabor de gostos, ao ritmo paixões, com a cadência de estados de alma, segundo a variabilidade das incertezas e do tempo, confesso que não sei responder.
...fio condutor?! quem é que quer retirar o inesperado à vida?
Ou dito de outro modo, este blog está temporária, se não definitivamente, com a organização desactivada. Deixou de ter fio condutor. Um fio condutor é uma amarra que prende e não permite o inesperado, correcções no rumo, deperdiça o valioso, apenas porque não estava lá desde o início. Um fio condutor é tão só o que colocamos sobre o ilusório, na tentativa de dar um sentido voluntário à multipla sucessão de factos que acontecem com total independência de nós e da nossa vontade e aconteceriam de qualquer modo, sem a nossa existência, porque, na verdade, o mundo não nos pede licença para se movimentar. O nosso papel é apenas pegar ou largar.
Os temas estão em alargamento. Aqui cabe tudo o que faz sentido acontecer no quotidiano. A temática é não não ter temática. Tem apenas conteúdo: o que me apetecer. Nem arquitectura, nem surf, nem cinema, nem qualquer outra coisa de melhor ou pior definição. Não se define a vida.
A vida é um excelente caos de inesperados acontecimentos e sucessão de oportunidades, mesmo das que se perdem, das que não se perdem, das que ficam, das que permanecem. Um Sopro e Tudo Mais está convictamente refém: não quer sobrepor-se à feliz desorganização da Espuma dos Dias, ao involuntarismo das surpresas. Aceita com alegria o que que não quer nem pode controlar. E espelha-o no seu espaço.
Porque ''O que importa é a relação com a vida'' .*
*Fernando Távora.
Corpo de Mulher
Corpo de mulher, brancas colinas, coxas brancas,
assemelhas-te ao mundo no teu jeito de entrega.
Pablo Neruda
assemelhas-te ao mundo no teu jeito de entrega.
Pablo Neruda
Um filme mítico
Blade Runner é um daqueles filmes míticos. É uma bela história. Mas fascina-me também pela capacidade de reinvenção de cenários urbanos e de modos de vida na cidade. As atmosferas fantásticas são belas, poéticas, apesar de muitas vezes angustiantes. É um marco. É um dos paradigmas da aproximação entre arquitectura e cinema. Mas não se fica por aqui. A banda sonora é histórica. Maravilhosa. Era um cd que existia mais ou menos por todas as casas que conheço. Um som, uma melodia, únicos, com que por acaso, um grande acaso, tropecei de novo e não na pilha de cd. Fico a ouvir. O filme, talvez o reveja um destes dias.
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Momentos únicos, hoje.
A cidade - a vida - como local de encontro e desencontro
Impressionam-me histórias de vida. Histórias singulares. Diferentes de tudo que conheço. É usual dizer-se que a vida das pessoas não é assim tão distinta. A seguir ao nascimento, já se sabe o esperado. É inevitável e cru. Mas o modo de lá chegar é cheio de nuances, particulares, singularidades, diversidades, sendo isto mais verdade para alguns do que para outros. ''Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira'', escreveu Toslstoi em Anna Karenina. Na verdade, é isto mesmo. É nos momentos de maior infortúnio que tudo, na vida, se mostra de modo único, não repetível, exclusivo.
Confesso que não gosto de televisão. Desde pequeno que tenho dificuldade em lidar com essa caixa alienante e com os conteúdos com que, com poucas excepções, me sinto violentado no interior da minha intimidade pessoal e espacial. Mas ontem, por um acaso inesperado, cruzei os olhos com um programa que me absorveu. ''Histórias com gente dentro'' fez-me ficar a olhar. O relato na primeira pessoa era impressionante. Tocante. Um homem falava de si próprio, recuando ao ano de 1972. Paris era a cidade. Um dos muitos cafés, o local. Contrariando a sua descrença de sempre em amor à primeira vista, uma qualquer circunstância inexplicável fê-lo atravessar a sala para se apresentar a uma jovem mulher, movido por um forte impulso interior, irreprimível, do coração, nunca antes conhecido. A rapariga achou-o muito simpático, agradeceu a atenção, mas estando a iniciar uma relação, não adiantou mais do que impõem regras de banal cordialidade. O homem rumou a Londres, segundo um dos múltiplos destinos da sua vida e deixou a paixão, esquecida, para trás.
12 anos depois, estava de novo num café, e sentiu exactamente o mesmo, a olhar novamente um rosto feminino. Perguntou-se como é que um acontecimento insólito, em que nunca havia acreditado, podia tocar a mesma pessoa duas vezes na vida . Perante uma cara desconhecida, disse, estava de novo a experimentar um daqueles momentos em que ''se suspende a respiração, aliás, um daqueles momentos em que não é sequer preciso respirar para continuar a viver.'' Com a mesma coragem de anos antes, apresentou-se a quem a sua alma já se encontrava rendida. Surpreendido, ela já o conhecia. Já se conheciam há 12 anos. Já se haviam conhecido em circusntâncias em tudo iguais, num café, em Paris. A história estava a repetir-se, com os mesmos protagonistas, mas, desta vez, adivinhava-se, toda a conjugação cósmica determinava que a alegria fosse não menos do que total. Mas a vida é como quer e não como quem a vive deseja. 6 meses depois, o fim é inesperado e pesado. O cancro mata a bonita mulher e a felicidade de ambos.
Bem diz Vinicius que ''a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida''. Quando tudo se julga ser perfeito, alguma peça aparece fora do sítio e provoca desacerto onde parecia estar a perfeição.
Mas o mais surpreendente são as capacidades inesperadas para aceitar ou lidar com o que parece ser a crueldade da vida. Neste caso, com o rude golpe que este homem sofreu, depois de pensar que a sua vida ía finalmente começar. As suas palavras são desarmantes. Toda esta história de vida dá que pensar. Deverá fazê-lo pelo que todos os dias se desperdiça, não dá, não é dito, não é feito, não é vivido, é guardado. E as palavras, essas, são, como muitas vezes o são, únicas. Belas. Mais do que belas.
''O amor é uma coisa extraordinária. O amor não é como o dinheiro. O amor, quanto mais se dá mais fica.''
Confesso que não gosto de televisão. Desde pequeno que tenho dificuldade em lidar com essa caixa alienante e com os conteúdos com que, com poucas excepções, me sinto violentado no interior da minha intimidade pessoal e espacial. Mas ontem, por um acaso inesperado, cruzei os olhos com um programa que me absorveu. ''Histórias com gente dentro'' fez-me ficar a olhar. O relato na primeira pessoa era impressionante. Tocante. Um homem falava de si próprio, recuando ao ano de 1972. Paris era a cidade. Um dos muitos cafés, o local. Contrariando a sua descrença de sempre em amor à primeira vista, uma qualquer circunstância inexplicável fê-lo atravessar a sala para se apresentar a uma jovem mulher, movido por um forte impulso interior, irreprimível, do coração, nunca antes conhecido. A rapariga achou-o muito simpático, agradeceu a atenção, mas estando a iniciar uma relação, não adiantou mais do que impõem regras de banal cordialidade. O homem rumou a Londres, segundo um dos múltiplos destinos da sua vida e deixou a paixão, esquecida, para trás.
12 anos depois, estava de novo num café, e sentiu exactamente o mesmo, a olhar novamente um rosto feminino. Perguntou-se como é que um acontecimento insólito, em que nunca havia acreditado, podia tocar a mesma pessoa duas vezes na vida . Perante uma cara desconhecida, disse, estava de novo a experimentar um daqueles momentos em que ''se suspende a respiração, aliás, um daqueles momentos em que não é sequer preciso respirar para continuar a viver.'' Com a mesma coragem de anos antes, apresentou-se a quem a sua alma já se encontrava rendida. Surpreendido, ela já o conhecia. Já se conheciam há 12 anos. Já se haviam conhecido em circusntâncias em tudo iguais, num café, em Paris. A história estava a repetir-se, com os mesmos protagonistas, mas, desta vez, adivinhava-se, toda a conjugação cósmica determinava que a alegria fosse não menos do que total. Mas a vida é como quer e não como quem a vive deseja. 6 meses depois, o fim é inesperado e pesado. O cancro mata a bonita mulher e a felicidade de ambos.
Bem diz Vinicius que ''a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida''. Quando tudo se julga ser perfeito, alguma peça aparece fora do sítio e provoca desacerto onde parecia estar a perfeição.
Mas o mais surpreendente são as capacidades inesperadas para aceitar ou lidar com o que parece ser a crueldade da vida. Neste caso, com o rude golpe que este homem sofreu, depois de pensar que a sua vida ía finalmente começar. As suas palavras são desarmantes. Toda esta história de vida dá que pensar. Deverá fazê-lo pelo que todos os dias se desperdiça, não dá, não é dito, não é feito, não é vivido, é guardado. E as palavras, essas, são, como muitas vezes o são, únicas. Belas. Mais do que belas.
''O amor é uma coisa extraordinária. O amor não é como o dinheiro. O amor, quanto mais se dá mais fica.''
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Palavras quase banais para hoje mesmo
As palavras não são tudo.
São um meio, um caminho.
Para percorrer e fazer da vida o presente.
Para convocar o melhor do que pode ser viver; viver plenamente, sem receios.
Mas é pouco.
Toda a palavra é insuficiente.
Com toda a palavra não chegarei a partir todas as pedras e obstáculos.
Mas toda a palavra vale a pena. Junto-a ao olhar, ao seu brilho, ao seu fogo, às mãos quentes, ao sorriso solar, ao ser, ao querer.
Através da palavra faço parte do caminho.
Palavras e vida misturam-se-me nos bolsos.
Com elas, ouso dizer.
Ouso viver.
Ouso dizer-te.
Palavras são surpresas.
Palavras são mudança.
Palavras são o que não eram.
Palavras são luta contra o medo.
Palavras trazem calma.
Palavras são generosas.
Mas palavras são ainda tão inúteis. Boas e bonitas, mas inúteis.
O que conta é vencer barreiras, todas as barreiras.
E acreditar.
E sentir.
Sentir o que vem de debaixo da pele.
Crer no que é único e especial e intensamente raro.
Intenso para lá do que as palavras conseguem captar e expressar.
Toda a palavra é insuficiente para a vida, rica como só a vida pode ser.
Toda a palavra não chega a valer o infinito de uma carícia.
Mas como podem ser belas as palavras. Como pode ser única a ideia que querem contar.
Como é especial ouvi-las, como me deixo seduzir, como são BELAS.
Como são importantes.
E como a música é importante.
São um meio, um caminho.
Para percorrer e fazer da vida o presente.
Para convocar o melhor do que pode ser viver; viver plenamente, sem receios.
Mas é pouco.
Toda a palavra é insuficiente.
Com toda a palavra não chegarei a partir todas as pedras e obstáculos.
Mas toda a palavra vale a pena. Junto-a ao olhar, ao seu brilho, ao seu fogo, às mãos quentes, ao sorriso solar, ao ser, ao querer.
Através da palavra faço parte do caminho.
Palavras e vida misturam-se-me nos bolsos.
Com elas, ouso dizer.
Ouso viver.
Ouso dizer-te.
Palavras são surpresas.
Palavras são mudança.
Palavras são o que não eram.
Palavras são luta contra o medo.
Palavras trazem calma.
Palavras são generosas.
Mas palavras são ainda tão inúteis. Boas e bonitas, mas inúteis.
O que conta é vencer barreiras, todas as barreiras.
E acreditar.
E sentir.
Sentir o que vem de debaixo da pele.
Crer no que é único e especial e intensamente raro.
Intenso para lá do que as palavras conseguem captar e expressar.
Toda a palavra é insuficiente para a vida, rica como só a vida pode ser.
Toda a palavra não chega a valer o infinito de uma carícia.
Mas como podem ser belas as palavras. Como pode ser única a ideia que querem contar.
Como é especial ouvi-las, como me deixo seduzir, como são BELAS.
Como são importantes.
E como a música é importante.
Só a palavra certa é de utilidade pública
E só a palavra certa permanece.
Não se esgota.
Não tem prazo de validade.
Não é sujeita a período de utilidade.
Vence-nos e permanece para além do que pensemos.
Sente-se independente e não recebe ordens.
Ordena mais do que qualquer outro condicionamento.
É insubstituível e imperecível.
Ecoa porque tem sonoridade própria.
Não adormece com uma palmadinha nas costas.
Não é de poisar à entrada de casa até novo uso mais conveniente.
É beleza e brilho para quem ousa ceder-lhe.
Mistura-se com a vida e faz parte dela.
É a própria vida, que a aceita sorrindo.
É tudo.
Com tudo.
Dá tudo.
E é tão só palavra
Enorme palavra.
Não se esgota.
Não tem prazo de validade.
Não é sujeita a período de utilidade.
Vence-nos e permanece para além do que pensemos.
Sente-se independente e não recebe ordens.
Ordena mais do que qualquer outro condicionamento.
É insubstituível e imperecível.
Ecoa porque tem sonoridade própria.
Não adormece com uma palmadinha nas costas.
Não é de poisar à entrada de casa até novo uso mais conveniente.
É beleza e brilho para quem ousa ceder-lhe.
Mistura-se com a vida e faz parte dela.
É a própria vida, que a aceita sorrindo.
É tudo.
Com tudo.
Dá tudo.
E é tão só palavra
Enorme palavra.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Hoje na Faup
Os Curadores da Conferência Internacional ''Arquitectura [in] ]out[ Política'' integrada na Trienal de Arquitectura de Lisboa, Cláudia Taborda e José Capela, subiram ao Porto para propor um debate em torno do Bairro da Bouça e o SAAL - Serviço de Apoio Ambulatório Local (organismo central na promoção de habitação popular no pós 25 de Abril).
Álvaro Siza, Alexandre Alves Costa e Orquídea Santos revisitaram a condição de protagonistas de 75: como arquitecto, como dirigente do Secretariado Norte do SAAL e como moradora.
Frase da tarde: ''A luta por habitação condigna foi a luta mais bonita ao seguir ao 25 de Abril'' - Orquídea Santos.
Álvaro Siza, Alexandre Alves Costa e Orquídea Santos revisitaram a condição de protagonistas de 75: como arquitecto, como dirigente do Secretariado Norte do SAAL e como moradora.
Frase da tarde: ''A luta por habitação condigna foi a luta mais bonita ao seguir ao 25 de Abril'' - Orquídea Santos.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Palavras exactas e belas
"Procure o sr. Cabral do Nascimento ter sempre este facto tão presente, que não saiba que o tem presente - que uma obra de arte, por dispersa que seja a sua realisação detalhada, deve ser sempre uma cousa una e organica, em que cada parte é essencial tanto ao todo, como ás outras que lhe são annexas, e em que o todo existe syntheticamente em cada uma das partes, e na ligação d'essas partes umas ás outras. Comprehenda isto até á inconsciencia. Sinta isto até não o sentir. E, sentido e comprehendido isto até com o corpo, despreze todo o resto. Salte por cima de todas as logicas. Rasgue e queime todas as grammaticas. Reduza a pó todas as coherencias, todas as decencias, e todas as convicções. Feita sua aquella, a unica regra de arte, pode desvairar á vontade, que nunca desvairará; pode exceder-se, que nunca poderá exceder-se; pode dar ao seu espirito todas as liberdades, que elle nunca tomará a de o tornar mau poeta.
O resto é a literatura portugueza."
Fernando Pessoa
O resto é a literatura portugueza."
Fernando Pessoa
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Poética no trabalho
Entre muros de granito áspero e duro e superfícies docemente banhadas pela luz solar, entre pura beleza e espaços inspiradores, entre o afago do olhar e a tranquilidade sensorial. Espaços para descoberta de novos amores, amizades e para namorar - para uns; para ser feliz, para vida - para mim. Para me dar conforto e envolver de Belo.
Faculdade de Arquitectura, Porto; Álvaro Siza.
Faculdade de Arquitectura, Porto; Álvaro Siza.
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