Por entre o calor imaginado - que salta em cada rasgo de luz para o exterior - e o toque frio da noite; por entre o bater sólido do caminhar sobre o granito gelado e cada janela que clareia o espaço em volta, cada novo passo é de progressivo afastamento. A vida vai saindo do edifício, para se acumular nas casas, nas salas, nos momentos, nos sorrisos, no encontro.
Mas com a brevidade do tempo que apenas se suspende, 2011 trará de novo a alma do lugar. A arquitectura voltará a pulsar e, com ela, as rotinas, as conversas, o convívio, os olhares, as cumplicidades, os namoros. Será a vida, ela própria, a manifestar-se e a tudo ocupar.