terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Aforismos roubados

Tudo é forma. Até a vida.

Balzac

5 há 45

José Duarte completou, ontem, 45 anos no ar com o programa 5 Minutos de Jazz. Um marco da rádio portuguesa, uma companhia e um prazer.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Arquitectura como vida

A experiência do espaço não é um privilégio de poucos, mas uma função biológica.
(...)
O espaço é uma realidade para a experiência sensorial.

Lazlo Moholy-Nagy

A Matéria da Arquitectura

O espaço é a relação entre o posicionamento dos corpos.

Lazlo Moholy-Nagy in Von Material zu Architektur, 1929.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Aforismos roubados

Ensinai as vossas crianças que uma casa só é habitável quando está cheia de luz e de ar (...).

Le Corbusier

Melodia no lugar e tempo certos

Outras palavras

A Arquitetura vai além de necessidades ulitárias.
Utilizais madeira, pedra e betão, e com esses materiais construís casas e palácios. Isso é construção. O engenho está no trabalho. E de repente tocais meu coração, fazeis com que me sinta bem, estou feliz e digo 'Isso é bonito'. Isso é Arquitetura.

Le Corbusier

Aforismos roubados - frases de sempre

A Arquitectura é o jogo sábio, correcto e magnífico dos volumes sob a luz.

Le Corbusier

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aforismos roubados

Simplicidade e tranquilidade são as características que medem o verdadeiro valor de qualquer obra de arte.

Frank Lloyd Wright

Passos de um Explorador da Cidade - espaços, sabores e sons

A partir da rua, são poucos os degraus que separam do espaço interior. As surpresas sucedem-se. À direita, a loja anuncia, em paredes e estantes envolventes do conforto sentido, os sabores oferecidos. Mais uns passos, recantos de mesas baixas, de luz coada e de suave coloração, filtram o olhar sobre a cozinha, que uma longa janela oferece à indiscrição, ao prescrutar dos movimentos vários que antecedem a entrega aos aromas procurados. Lá fora, no pátio, ouve-se conversas em voz baixa. O espaço é ocupado com palavras surgidas à volta de chávenas de sabores exóticos. Subindo à casa e atravessando a primeira sala de luz baixa e cores mais afirmadas, um outro compartimento. Aqui, o silêncio é total. Ouve-se epenas o tempo a passar. A luz vem do exterior. A rua está lá fora, em frente das altas janelas, iluminando o espaço e invadindo-o com uma sensação de inesperado isolamento e calma. Não se vê o chão da cidade, nem pessoas - tão só o telhado da casa oferecida ao olhar frontal. Adivinha-se o movimento fora das paredes, mas a memória que dele ficou intensifica a serenidade que ocupa o interior da sala e permanece no lugar. Em volta, tudo parece estar por ali há bastante tempo. Uma estranha sensaçao de autenticidade faz acreditar que tudo é genuíno. Que tudo foi ali colocado pelo passar dos anos, em actos que se foram sobrepondo, junto com a acumulação de objectos. Não importava o logro, considerou. Sempre que ali entrava sentia-se confortável. O desejo era outra vez o de permanecer. Os sabores imperavam, pensou repetidamente.
O seu pensamento, de novo, foi ocupado pela permanência da familiar ideia: sentia-se recompensado pela densidade e espessura da vida na cidade.

Rota do Chá; Rua Miguel Bombarda, Porto.








domingo, 6 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aforismos roubados

Pode-se ficar alegre consigo mesmo durante certo tempo, mas a longo prazo a alegria tem de ser compartilhada por duas pessoas.


Henrik Ibsen in O Pequeno Eyolf

Palavras que não dormem

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

Fernando Pessoa, Não Digas Nada in "Cancioneiro"

sábado, 29 de janeiro de 2011

Subtileza

Aquilo que para nós faz a felicidade ou a infelicidade da nossa vida constitui para qualquer outro um facto quase imperceptível.

Marcel Proust

Aforismos roubados

A vida afectiva é a única que vale a pena. A outra apenas serve para organizar na consciência o processo da inutilidade de tudo.

Miguel Torga

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Palavras de poeta

Contemplo o que não vejo.
É tarde, é quase escuro.
E quanto em mim desejo
Está parado ante o muro.

Por cima o céu é grande;
Sinto árvores além;
Embora o vento abrande,
Há folhas em vaivém.

Tudo é do outro lado,
No que há e no que penso.
Nem há ramo agitado
Que o céu não seja imenso.

Confunde-se o que existe
Com o que durmo e sou.
Não sinto, não sou triste.
Mas triste é o que estou.

Fernando Pessoa, Contemplo o que não Vejo in Cancioneiro

Música para estas horas matinais