terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Eduardo Souto de Moura, Pritzker Prize 2011
Todas as cidades têm a sua história, as suas narrativas.
O Porto também as tem. Diferentes de todas as outras. A partir de hoje, uma mais. Será a única cidade onde dois galardoados com o prémio Pritzker vivem na mesma rua, no mesmo número de polícia, no mesmo edifíco. Será a única cidade do mundo onde dois galardoados com o prémio Pritzker trabalham na mesma rua, no mesmo número de polícia, no mesmo edifício.
O Porto também as tem. Diferentes de todas as outras. A partir de hoje, uma mais. Será a única cidade onde dois galardoados com o prémio Pritzker vivem na mesma rua, no mesmo número de polícia, no mesmo edifíco. Será a única cidade do mundo onde dois galardoados com o prémio Pritzker trabalham na mesma rua, no mesmo número de polícia, no mesmo edifício.
Ousar sonhar
sexta-feira, 25 de março de 2011
Passos de um explorador da cidade - por sobre a cidade é a noite que se acomoda

Olhava e observava mais um dia a terminar. Era já uma delicada espessura negra que se anunciava e queria tocar os volumes que se adaptavam à delicadeza do contacto.
Tacteava esse toque ao lembrar-se do fino e delicado manto, também negro, dos cabelos da mulher que tinha no interior do olhar. Imaginava-se na pele daquelas torres e deixava-se enredar como se fosse coberto e envolvido pela beleza sedosa que descia da cabeça da mulher que lhe permanecia na retina, como se ali vivesse. Vista assim, a noite aparecia-lhe mais confortável. Mais desejável.
terça-feira, 22 de março de 2011
Aforismos roubados - síntese de um final de dia
Para se ter vida longa, é preciso viver devagar.
Cícero
Cícero
segunda-feira, 21 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Hoje, agora, a beleza procurada no interior da palavra
Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
Nuno Júdice, Um Amor in A Partilha dos Mitos
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
Nuno Júdice, Um Amor in A Partilha dos Mitos
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