sexta-feira, 27 de maio de 2011
Passos de um Explorador da Cidade - A total falta de sentido da desqualificação gratuita
Olhava a Praça 8 de Maio e não compreendia. Era a cidade que conhecia desde sempre e não se conformava com a sua degradação, má utilização, falta de cuidado em relação a tudo que observava.
Aquela coisa de grade que jorrava água a 3 metros de altura parecia-lhe um objecto de difícil entendimento. Lembrava-se das fontes de Évora, do subtil som da água, como pequenos regatos, que fazia com que a atenção se entregasse à calma, se abandonasse à placidez de um momento bem passado. Em frente, a Igreja de Sta Cruz - Panteão Nacional - surgia ainda mais insólita. Mostrava-se ladeada por uma bandeira nacional mais desbotada do que um pólo preto após dez anos de uso ininterrupto, e surgia, também, ladeada por um vazio total - a outra bandeira (a da monarquia) tinha-se ido, migrado para outras paragens, ido a banhos ou fugido aos difíceis tempos que se anunciam, e parecia que ninguém se havia preocupado em arranjar uma substituta. O pesadelo continuava: à porta da dita igreja estava montado um acampamento (versão estilo XS do ajuntamento nas Portas do Sol, em Madrid) que aos seuus olhos e para toda a gente pareceria uma má utilização da liberdade de expressão, menos aos próprios, que por lá iam ficando à espera de simpatizantes para uma causa que, expressa daquele modo, jamais conseguiria mobilizar.
Tempos estranhos - pensava - estes, em que a cidade se ia descolando irremediavelmente da sua ancestral componente estética, tanto no modo como se ía construindo, como também utilizando.
Aquela coisa de grade que jorrava água a 3 metros de altura parecia-lhe um objecto de difícil entendimento. Lembrava-se das fontes de Évora, do subtil som da água, como pequenos regatos, que fazia com que a atenção se entregasse à calma, se abandonasse à placidez de um momento bem passado. Em frente, a Igreja de Sta Cruz - Panteão Nacional - surgia ainda mais insólita. Mostrava-se ladeada por uma bandeira nacional mais desbotada do que um pólo preto após dez anos de uso ininterrupto, e surgia, também, ladeada por um vazio total - a outra bandeira (a da monarquia) tinha-se ido, migrado para outras paragens, ido a banhos ou fugido aos difíceis tempos que se anunciam, e parecia que ninguém se havia preocupado em arranjar uma substituta. O pesadelo continuava: à porta da dita igreja estava montado um acampamento (versão estilo XS do ajuntamento nas Portas do Sol, em Madrid) que aos seuus olhos e para toda a gente pareceria uma má utilização da liberdade de expressão, menos aos próprios, que por lá iam ficando à espera de simpatizantes para uma causa que, expressa daquele modo, jamais conseguiria mobilizar.
Tempos estranhos - pensava - estes, em que a cidade se ia descolando irremediavelmente da sua ancestral componente estética, tanto no modo como se ía construindo, como também utilizando.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Marcas de vida adivinhada
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Stop
Porque sou devorador de publicidade, porque é fim-de-semana e porque é urgente ocupar os espaços da cidade. Com vida. Vida partilhada. Com urgência. Com todos.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
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