quarta-feira, 20 de julho de 2011

Arquitecturas

Casa nas Marinhas; Alfredo Viana de Lima.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Actualidade enviezada

Este espaço não me costuma servir para comentários como o que aqui deixo. Mas não resisto. O assunto é mais forte do que as minhas teclas. A vontade não lhe resiste. Nada em mim lhe resiste.
Portugal está em grande. As novidades engrandecem-no!
Tudo vai bem no melhor dos mundos, como com Cândido. Eis como Portugal vai sair da crise: a média das classificações dos exames de 12º ano rondou os 8 pontos a Português e 9 a matemática; no 9º ano, 43% dos alunos tiveram negativa na primeira disciplina e 58% alcançaram resultado idêntico na segunda. Melhor: os especialistas dizem que a maior exigência das provas terá condicionado os resultados, mas não explica tudo.
Onde está então a explicação? No buraco do ozono? Na Moody's? Na dminuição das vendas e nas falências do comércio a retalho? No encerramento do Jornal News of The World? No povoanento disperso do Alto Minho e no alto calor do Verão do Baixo Alentejo? Na falta de escoamento dos produtos de horto-fruticultura? Na falta de pescado das águas portuguesas? Na Batalha de Aljubarrota? Na Restauração da Independência? Ou simplesmente na peneira que não consegue tapar o sol?

Música do dia

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nota para não Escrever

Se o conhecimento é uma forma de escrita, mesmo sem palavras, uma respiração calada, a narrativa que o silêncio faz de si mesmo, então não se deve escrever, nem mesmo admitindo que fazê-lo seria o reconhecimento do conhecimento. Pode escrever-se acerca do silêncio, porque é um modo de alcançá-lo, embora impertinente. Pode também escrever-se por asfixia, porque essa não é maneira de morrer. Pode escrever-se ainda por ilusão criminal: às vezes imagina-se que uma palavra conseguirá atingir mortalmente o mundo. A alegria de um assassinato enorme é legítima, se embebeda o espírito, libertando-o da melancolia da fraternidade universal. Mas se apesar de tudo se escrever, escreva-se sempre para estar só. A escrita afasta concretamente o mundo. Não é o melhor método, mas é um. Os outros requerem uma energia espiritual que suspeita do próprio uso da escrita, como a religiosidade suspeita da religião e o demonismo da demonologia. A escrita - inferior na ordem dos actos simbólicos - concilia-se mal com a metamorfose interior - finalidade e símbolo, ela mesma, da energia espiritual. O espírito tende a transformar o espírito, e transforma-o. O resultado é misterioso. O resultado da escrita, não.

Herberto Helder, in 'Photomaton & Vox'

domingo, 3 de julho de 2011

Janela Indiscreta

A rua como continuidade da vida e do espaço privado.
Estremoz




Celebração no tecto da cidade

Évora