domingo, 5 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Passos de um Explorador da Cidade - A total falta de sentido da desqualificação gratuita
Olhava a Praça 8 de Maio e não compreendia. Era a cidade que conhecia desde sempre e não se conformava com a sua degradação, má utilização, falta de cuidado em relação a tudo que observava.
Aquela coisa de grade que jorrava água a 3 metros de altura parecia-lhe um objecto de difícil entendimento. Lembrava-se das fontes de Évora, do subtil som da água, como pequenos regatos, que fazia com que a atenção se entregasse à calma, se abandonasse à placidez de um momento bem passado. Em frente, a Igreja de Sta Cruz - Panteão Nacional - surgia ainda mais insólita. Mostrava-se ladeada por uma bandeira nacional mais desbotada do que um pólo preto após dez anos de uso ininterrupto, e surgia, também, ladeada por um vazio total - a outra bandeira (a da monarquia) tinha-se ido, migrado para outras paragens, ido a banhos ou fugido aos difíceis tempos que se anunciam, e parecia que ninguém se havia preocupado em arranjar uma substituta. O pesadelo continuava: à porta da dita igreja estava montado um acampamento (versão estilo XS do ajuntamento nas Portas do Sol, em Madrid) que aos seuus olhos e para toda a gente pareceria uma má utilização da liberdade de expressão, menos aos próprios, que por lá iam ficando à espera de simpatizantes para uma causa que, expressa daquele modo, jamais conseguiria mobilizar.
Tempos estranhos - pensava - estes, em que a cidade se ia descolando irremediavelmente da sua ancestral componente estética, tanto no modo como se ía construindo, como também utilizando.
Aquela coisa de grade que jorrava água a 3 metros de altura parecia-lhe um objecto de difícil entendimento. Lembrava-se das fontes de Évora, do subtil som da água, como pequenos regatos, que fazia com que a atenção se entregasse à calma, se abandonasse à placidez de um momento bem passado. Em frente, a Igreja de Sta Cruz - Panteão Nacional - surgia ainda mais insólita. Mostrava-se ladeada por uma bandeira nacional mais desbotada do que um pólo preto após dez anos de uso ininterrupto, e surgia, também, ladeada por um vazio total - a outra bandeira (a da monarquia) tinha-se ido, migrado para outras paragens, ido a banhos ou fugido aos difíceis tempos que se anunciam, e parecia que ninguém se havia preocupado em arranjar uma substituta. O pesadelo continuava: à porta da dita igreja estava montado um acampamento (versão estilo XS do ajuntamento nas Portas do Sol, em Madrid) que aos seuus olhos e para toda a gente pareceria uma má utilização da liberdade de expressão, menos aos próprios, que por lá iam ficando à espera de simpatizantes para uma causa que, expressa daquele modo, jamais conseguiria mobilizar.
Tempos estranhos - pensava - estes, em que a cidade se ia descolando irremediavelmente da sua ancestral componente estética, tanto no modo como se ía construindo, como também utilizando.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Marcas de vida adivinhada
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Stop
Porque sou devorador de publicidade, porque é fim-de-semana e porque é urgente ocupar os espaços da cidade. Com vida. Vida partilhada. Com urgência. Com todos.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Há sempre uma qualquer falta de respostas
Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum
Ruy Belo
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum
Ruy Belo
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Palavras à solta
Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
Nuno Júdice, Plano
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
Nuno Júdice, Plano
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Música do dia
Cada nota, cada som entoado, cada variação vocal, cada pequena vibração do trompete poderá ser um embalo do pensamento, um afago no interior mais profundo ou uma evasão, uma viagem por sobre o real. A música tem destas coisas. E a vida também.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
SIZA
quarta-feira, 13 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
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