sábado, 12 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Música dos dias
Uma tarde de chuva. No conforto de ver o ar humedecido através da janela, a música envolve-me com a suavidade das melodias de eleição; a Smooth por companhia.
A revisão final de um texto como ocupação e sequencialmente as vozes que me são familiares vão se instalando na sala.
Stacey Kent acabou de sair do ar. Mas Permanece mais um instante. Ou, para dizer melhor, reinstala-se e retenho-a para escutar um pouco mais.
A revisão final de um texto como ocupação e sequencialmente as vozes que me são familiares vão se instalando na sala.
Stacey Kent acabou de sair do ar. Mas Permanece mais um instante. Ou, para dizer melhor, reinstala-se e retenho-a para escutar um pouco mais.
Lição nº1: lição da própria vida
Diversão? Você quer diversão maior do que estar vivo?
Paulo Mendes da Rocha, in A Natureza é um trambolho
Paulo Mendes da Rocha, in A Natureza é um trambolho
Música do dia - versão vocal
Brilhante; cada entoação da voz soa como se se tratasse de um prazer único e sempre renovado.
A cidade
Sentia-me responsável pela beleza do mundo. Queria que as cidades fossem esplêndidas (...).
Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
11.11.11
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Aforismos roubados
Construir é colaborar com a terra; é pôr numa paisagem uma marca humana que a modificará para sempre; é contribuir também para essa lenta transformação que é a vida das cidades.
Marguerite Yourcenar, in Memórias de Adriano.
Marguerite Yourcenar, in Memórias de Adriano.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Fotografia do Rio de Janeiro [uma cidade única]

Não esperes por mim, Rio de Janeiro. Tu nunca exististe
e eu nunca existi enquanto escutávamos relatos de futebol
nas nossas próprias vozes. Contigo, ficaram suspensas
todas as avaliações que fizemos da vida, todas as decisões.
Contigo, é a fome ou a sede. As tuas mãos seguram-me
os braços, Rio de Janeiro, porque querem ter a certeza
de que estou aqui. As tuas mãos deviam saber mais,
Rio de Janeiro. Eu sou o fantasma único da tua luz.
Eu sou o invisível invisível. E é desde esse lugar nenhum
que te peço: não esperes por mim, Rio de Janeiro,
não esperes por mim.
José Luís Peixoto, Fotografias de Cidades in Gaveta de Papéis.
domingo, 6 de novembro de 2011
Congrats King Ke11y!
Desta vez é a sério, sem falso alarme, nem possibilidade de recúo. A luta pelo campeonato terminou. É oficial: este homem nunca se esgota!
Acima do chão da cidade
sábado, 5 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Smooth FM na companhia dos dias
Para quem não suporta as costumeiras playlists, os habituais anúncios e locutores que não se calam: http://smoothfm.clix.pt/
Felizmente, há alternativa. Está disponível em emissão online ou em 92,60.
Enjoy!
Felizmente, há alternativa. Está disponível em emissão online ou em 92,60.
Enjoy!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
De volta às cidades
João Gilberto, o músico que não sai de casa, estará de volta em 2012. Aos 80 anos, actuará em 8 cidades brasileiras, onde deixará ecoar as melodias, depois de muitos anos em que apenas se passeou pelo seu apartamento no Leblon.
Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Porto Alegre são, entre outros, pontos de passagem da música, voz e violão e da sua entoação doce e calma.
Parece ser um motivo para atravessar o Oceano ...ou para, simplesmente, o voltar a ouvir.
Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Porto Alegre são, entre outros, pontos de passagem da música, voz e violão e da sua entoação doce e calma.
Parece ser um motivo para atravessar o Oceano ...ou para, simplesmente, o voltar a ouvir.
Palavras belas
Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.
(...)
Eugénio de Andrade , Poema XVIII
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.
(...)
Eugénio de Andrade , Poema XVIII
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Palma revisitado
Uma manhã em casa. A procura de um cd, enquanto, em antena, os sons me são familiares.
De novo, revisito o albúm Só - o mais extraordinário e tocante de todos os que Jorge Palma gravou. E permaneço com o seu génio criador e a beleza de cada uma e de todas as palavras.
De novo, revisito o albúm Só - o mais extraordinário e tocante de todos os que Jorge Palma gravou. E permaneço com o seu génio criador e a beleza de cada uma e de todas as palavras.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Hoje
É hoje reeditado o mítico albúm dos U2, Achtung Baby, celebrando aquele que é considerado um momento de viragem na longa carreira musical dos irlandeses.
Há 20 anos, Bono e os seus pares viajavam para Berlim no meio da crise de identidade e de inspiração que viviam, após terem subido ao topo da glória.
É na atmosfera que se respirava na cidade, marcada pelo intenso processo de reunificação alemã, que a banda se reencontra. A segunda versão de One é o ponto chave desse momento de redescoberta. Um momento mágico de inspiração que prolongaria o sucesso do grupo. E como muito na vida, há coisas que não mudam.
Há 20 anos, Bono e os seus pares viajavam para Berlim no meio da crise de identidade e de inspiração que viviam, após terem subido ao topo da glória.
É na atmosfera que se respirava na cidade, marcada pelo intenso processo de reunificação alemã, que a banda se reencontra. A segunda versão de One é o ponto chave desse momento de redescoberta. Um momento mágico de inspiração que prolongaria o sucesso do grupo. E como muito na vida, há coisas que não mudam.
Fim desejado (sem acordo ortográfico)
domingo, 30 de outubro de 2011
Agora - na Câmara Clara
Amei a mulher amei a terra amei o mar
amei muitas coisas que hoje me é difícil enumerar
De muitas delas de resto falei.
Ruy Belo, Amei a mulher amei a terra amei o mar
amei muitas coisas que hoje me é difícil enumerar
De muitas delas de resto falei.
Ruy Belo, Amei a mulher amei a terra amei o mar
Palavras de poeta são de utilidade pública
Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
Que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
por um só mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.
Pablo Neruda
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
Que antiga noite o homem toca com seus sentidos?
Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
por um só mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.
Pablo Neruda
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Postais*

Os teus lábios eram a noite, o abismo
e o silêncio das ondas paradas de encontro às
rochas. O teu rosto dentro das minhas mãos.
Os meus dedos sobre os teus lábios e a ternura,
como o horizonte, debaixo dos meus dedos.
Os meus lábios a aproximarem-se dos teus lábios.
Os teus olhos entreabertos, os teus olhos e os
teus lábios a aproximarem-se dos meus lábios
a aproximarem-se dos teus lábios a aproximarem-se
dos meus lábios, teus lábios.
*José Luís Peixoto, in Gaveta de Papéis
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
A simplicidade da vida
Podíamos saber um pouco mais
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.
Princípios, Nuno Júdice
da morte. Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida. Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais
do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.
Princípios, Nuno Júdice
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O que se ouve por aí: sabedoria da vida de muito anos
''Eu que já tive tudo, com a idade ganhei ainda mais.''
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Música do dia
Mais um dia que se fecha - hoje, com o trompete de Miles Davis, a inspirar e a convocar a calma que vai assentando no espaço em volta, preenchendo-o.
Fotografia do Porto

O Porto é uma menina a falar-me de outra idade.
Quando olho para o Porto sinto que já não sou capaz
de entender a sua voz delicada e, só por ouvir, sou
um monstro que destrói. Mas os meus dedos são capazes
de tocar-lhe nos ombros, de afastar-lhe os cabelos.
Entre mim e o Porto, existem milímetros que são
muito maiores do que quilómetros, mesmo quando
os nossos lábios se tocam, sobretudo quando os nossos
lábios se tocam. Do que poderíamos falar, eu e o Porto,
deitados na cama, a respirar, transpirados e nus?
Eis uma pergunta que nunca terá resposta.
José Luís Peixoto, Fotografias de Cidades, in Gaveta de Papeís
Quando olho para o Porto sinto que já não sou capaz
de entender a sua voz delicada e, só por ouvir, sou
um monstro que destrói. Mas os meus dedos são capazes
de tocar-lhe nos ombros, de afastar-lhe os cabelos.
Entre mim e o Porto, existem milímetros que são
muito maiores do que quilómetros, mesmo quando
os nossos lábios se tocam, sobretudo quando os nossos
lábios se tocam. Do que poderíamos falar, eu e o Porto,
deitados na cama, a respirar, transpirados e nus?
Eis uma pergunta que nunca terá resposta.
José Luís Peixoto, Fotografias de Cidades, in Gaveta de Papeís
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Hotel Babilónia
A manhã de um sábado banal - e o ritmo do fim-de-semana a suspender a passagem do tempo.
A cidade que se desloca a cada movimento do volante.
O tema de Lou Reed em antena.
A voz de Peter Gabriel a preencher as ruas que ficam para trás.
E o som a tomar o lugar do espaço, permanecendo no ar por alguns instantes.
A cidade que se desloca a cada movimento do volante.
O tema de Lou Reed em antena.
A voz de Peter Gabriel a preencher as ruas que ficam para trás.
E o som a tomar o lugar do espaço, permanecendo no ar por alguns instantes.
sábado, 15 de outubro de 2011
Deambulatório pessoal
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