sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Cultura urbana
"Coimbra precisa, essencialmente, de duas coisas, pelo menos. Precisa de ser uma cidade mais ousada, do ponto de vista cultural, mais dinâmica e mais criativa, com mais iniciativa, mas também precisa de deixar de fazer assentar o discurso na história, no passado. Em Coimbra, o passado ganha terreno ao presente e ao futuro. O que não acontece nas cidades dinâmicas e atractivas.
(...)
Do ponto de vista cultural, Coimbra tem uma tendência brutal para as comemorações, o que come terreno às iniciativas mais criativas.
(...)
Se não fizermos nada, nos proximos 20 anos Coimbra vai o seu lento deslizar a caminho do abismo."
Carlos Fortuna, sociólogo e especialista em cultura urbana.
(...)
Do ponto de vista cultural, Coimbra tem uma tendência brutal para as comemorações, o que come terreno às iniciativas mais criativas.
(...)
Se não fizermos nada, nos proximos 20 anos Coimbra vai o seu lento deslizar a caminho do abismo."
Carlos Fortuna, sociólogo e especialista em cultura urbana.
Uma semana que finda
Na minha vida, ao longo dos dias e também pela espaço imaterial da rede, navego por lugares incertos. Uma vezes à vista, outras sem antecipar mares, cabos, enseadas, ameaças ou abrigos, não representados em cartografia inexistente. É marear sem conhecer a rota, porque o caminho se constrói na descoberta. Viver é isso. O que vamos descobrir para lá de um rochedo por vezes está mais no domínio de outros do que no conhecimento que nos pertence. Afinal, a nossa existência não nos pertence totalmente e perde-se por outras mãos ou passos. Tréguas nesta incerteza. É assim que se mostra confortável olhar para a pausa de dois dias que marca o ciclo dos dias. E, com ela, descarrego um sem número de ocupações da mente que não pertence à suspensão do tempo semanal. Liberto-me de peso inútil: largo lastro, como a embarcação que carrega apenas o essencial. Decido, pois, dar folga à memória, como uma navegação que se suspende e equaciona, qual balanço de conta corrente: neste momento não lhe peço grandes combates. Razão que tão-só me obriga a dizer que descobri a frase abaixo na net - a autoria não recordo. Roubada ou não, parece pertencer ao que não se lança borda fora na indispensabilidade de sulcar a rota.
''(...) beijar-te a boca; deslizar pelo teu corpo, até ao mais quente e húmido dos teus segredos.''
''(...) beijar-te a boca; deslizar pelo teu corpo, até ao mais quente e húmido dos teus segredos.''
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Porque gosto de publicidade
Depois do mar, regresso à cidade, mas são ainda imagens do mar que me dominam.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Porque gosto de publicidade (em espaços urbanos)
Retenho a cidade como espaço de encontro, aproximação e cumplicidade quase infantil entre pessoas. Pessoas que cruzam olhares profundos como o que, no percurso pela rua, a rapariga oferece ao rapaz, num momento apenas breve no tempo que dura, mas intenso para além das horas.
O resto são improbabilidades para sorrisos breves. Ou, dito de outro modo, uma nota de humor, por Miguel C. G.
O resto são improbabilidades para sorrisos breves. Ou, dito de outro modo, uma nota de humor, por Miguel C. G.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Palavras
domingo, 4 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
Por Portugal
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Heaven can wait actually!
Dias que passam. Datas que se repetem. Memórias de sempre. Novembro fechou-se e mal entrados em Dezembro, a aproximação aí está, voraz, a mais um ano que se cumpre. No dia 31, não se deterá. Nada de sustos ou receios. Simplesmente, vive. Sente a música e canta-a, porque não?!... e desliza sobre rodas, sobretudo agora, que o mar parece não querer dar tréguas.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
O Fado já não é português
Elevado hoje a Patrimóno Imaterial da Humanidade pela Unesco mudou de pertença: é universal.
Depois do mar... por falar em vida:
...a vida é delicada, intensa e maravilhosamente rara. Vive-a, saboreia-a, partilha-a.
sábado, 26 de novembro de 2011
Porque gosto de publicidade
Interessa-me sempre o modo como a cidade serve a boa publicidade. Como é cenário de vida. De vidas. De pessoas felizes. É essa cidade que me seduz, que faz sentido, e, ao encenar ambientes e os contextos que os ocupam, a publicidade recria-a na perfeição. Não é real, mas é bela. Não existe, mas o seu ideal existe. Existe na imaginação que prolonga a realidade retratada para encantamento breve. E a cidade também é isso: invísivel dentro do pensamento. A sua beleza existe, portanto, em nós.
Registo-a. Porque gosto de cidades. Porque gosto de vida. Porque gosto de cidades com vida e para a vida.
Registo-a. Porque gosto de cidades. Porque gosto de vida. Porque gosto de cidades com vida e para a vida.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Brilhante
Em 1987, o trio Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack Dejohnette produz este extraordinário disco - Changeless. Uma referência para momentos de suave tranquilidade. De abandono ao tempo. De acordo com título da faixa, o encanto não acaba, o seu encanto não acaba. Permanece, como cada nota.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Também a tua vida...
''A vida é uma viagem, todos o sabemos. Navegação à vista que a rota não foi prevista e o mapa se vai revelando à medida que o tempo caminha. É desconhecido o destino, são incógnitos os portos, escassas as enseadas onde encontrar abrigo. O barqueiro tem uma venda e, cego, o barco prossegue arrastado por ventos e marés, ferido aqui e ali, por correntes e escolhos. Continuamos viagem sem saber bem o que nos guia e que porto demandamos. Pela minha parte, tento encontrar coerência no meu percurso, o sentido oculto, a harmonia que se devará encontrar por detrás de tudo.
(...)
Vem de longe a construção de um homem que arrasta consigo um lastro feito de pedaços do passado.''
Vida em Mim, Nuno Lobo Antunes
(...)
Vem de longe a construção de um homem que arrasta consigo um lastro feito de pedaços do passado.''
Vida em Mim, Nuno Lobo Antunes
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Objectos de culto
domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Para arquitectos e outros suspeitos
"Procure o sr. Cabral do Nascimento ter sempre este facto tão presente, que não saiba que o tem presente - que uma obra de arte, por dispersa que seja a sua realisação detalhada, deve ser sempre uma cousa una e organica, em que cada parte é essencial tanto ao todo, como às outras que lhe são annexas, e em que o todo existe syntheticamente em cada uma das partes, e na ligação d'essas partes umas às outras. Comprehenda isto até à inconsciencia. Sinta isto até não o sentir. E, sentido e comprehendido isto até com o corpo, despreze todo o resto. Salte por cima de todas as logicas. Rasgue e queime todas as grammaticas. Reduza a pó todas as coherencias, todas as decencias, e todas as convicções. Feita sua aquella, a unica regra de arte, pode desvairar à vontade, que nunca desvairará; pode exceder-se, que nunca poderá exceder-se; pode dar ao seu espirito todas as liberdades, que elle nunca tomará a de o tornar mau poeta.
O resto é a literatura portugueza."
Fernando Pessoa
O resto é a literatura portugueza."
Fernando Pessoa
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Vence-te e vence obstáculos
Uma câmara digital emprestada.
Uma trincheira aberta no quintal de conhecidos.
Um orçamento de pouco mais de de 27 euros (usado para comprar arame farpado e sacos de sangue artificial).
Foram esses os meios reunidos para produzir e realizar Comando, a curta-metragem resultante da vontade de três amigos de Almancil, admiradores de cinema.
Melhor produção no Shortcut Lisboa, vários prémios em Portugal e exibição em Londres, Nova Iorque, Madrid, Praga, etc. são a prova de que o limite é a imaginação e a vontade de querer fazer, de querer ser. O limite está dentro de cada um de nós. É a essa a barreira. Transponível ou não...
Um ensinamento.
Uma trincheira aberta no quintal de conhecidos.
Um orçamento de pouco mais de de 27 euros (usado para comprar arame farpado e sacos de sangue artificial).
Foram esses os meios reunidos para produzir e realizar Comando, a curta-metragem resultante da vontade de três amigos de Almancil, admiradores de cinema.
Melhor produção no Shortcut Lisboa, vários prémios em Portugal e exibição em Londres, Nova Iorque, Madrid, Praga, etc. são a prova de que o limite é a imaginação e a vontade de querer fazer, de querer ser. O limite está dentro de cada um de nós. É a essa a barreira. Transponível ou não...
Um ensinamento.
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Música dos dias
Uma tarde de chuva. No conforto de ver o ar humedecido através da janela, a música envolve-me com a suavidade das melodias de eleição; a Smooth por companhia.
A revisão final de um texto como ocupação e sequencialmente as vozes que me são familiares vão se instalando na sala.
Stacey Kent acabou de sair do ar. Mas Permanece mais um instante. Ou, para dizer melhor, reinstala-se e retenho-a para escutar um pouco mais.
A revisão final de um texto como ocupação e sequencialmente as vozes que me são familiares vão se instalando na sala.
Stacey Kent acabou de sair do ar. Mas Permanece mais um instante. Ou, para dizer melhor, reinstala-se e retenho-a para escutar um pouco mais.
Lição nº1: lição da própria vida
Diversão? Você quer diversão maior do que estar vivo?
Paulo Mendes da Rocha, in A Natureza é um trambolho
Paulo Mendes da Rocha, in A Natureza é um trambolho
Música do dia - versão vocal
Brilhante; cada entoação da voz soa como se se tratasse de um prazer único e sempre renovado.
A cidade
Sentia-me responsável pela beleza do mundo. Queria que as cidades fossem esplêndidas (...).
Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
11.11.11
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Aforismos roubados
Construir é colaborar com a terra; é pôr numa paisagem uma marca humana que a modificará para sempre; é contribuir também para essa lenta transformação que é a vida das cidades.
Marguerite Yourcenar, in Memórias de Adriano.
Marguerite Yourcenar, in Memórias de Adriano.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
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