quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Soul Surfing

O sal da vida está em todas as pequenas coisas que nos formam e tornam felizes.

Porque gosto de publicidade

...Portugal!

Detalhes de infinita beleza

Quotidianos

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

Com a noite que cai...

...um novo ano se levanta: 2012, bem-vindo sejas.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Portugal é enorme

Descida da Serra da Estrela, hoje.

Momento de abandono ao bem estar

Casa das Penhas Douradas; hoje.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Momentos em que cabe o mundo inteiro

Cabedelo, hoje. E o regresso a casa totalmente iluminado por 25 minutos de absoluta beleza, acima da realidade. Keith Jarrett e a primeira parte do Köln Concert formaram o caminho por onde continuei a deixar-me deslizar, rejeitando a ideia mais óbvia de que um volante me ligava às rodas conduzidas pela A14. Simplesmente único. Indesmentivelmente pleno. Porque gosto de preencher a vida com poética.
http://www.youtube.com/watch?v=PHx1XJsVPHE



domingo, 25 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Aforismos roubados

Um livro é um ouvido que se encosta à terra para ouvir o coração dos homens.

António Lobo Antunes

Porque gosto de publicidade...

... de Portugal e das pessoas do meu país!

domingo, 11 de dezembro de 2011

103 anos.

"Não tenho pressa. Nunca tive pressa. É uma boa condição não ter pressa. Dura-se mais tempo."
As palavras são do próprio, Manoel de Oliveira, no exacto dia em que torna mais longa uma já longa existência. São em si uma lição de vida, de uma sabedoria imensa.
Neste blog cabe tudo, porque, tal como diz Oliveira do cinema, a sua "matéria-prima é a vida". Por isso aqui fica: parabéns ao cineasta, que foi atleta, aviador e piloto de automóveis: pelas palavras, pela data, pela longa carreira e por Aniki Bóbó - um filme maravilhoso.

Porque gosto de palavras e de quem as inventa

«A vida é uma busca contínua por um sentido, uma direcção, um encontro, e às vezes é tão difícil fazer entender o que o nosso coração dita ou anseia. Mas para mim, ainda que complexa, não se pode saltar essa pergunta, ou fazer como quando não se sabe uma adivinha - baixar os braços e conceder: «Desisto».
Pronto, admito que o amigo não tenha paciência para os meus gritos de alma, impróprios de quem já tem idade para ter juízo. Mas o que quer? Se bem se lembra, sou um Roberto Carlos que desafina, e que embora afirme que daqui em diante só vai gostar de quem dele gosta, no fundo sabe que não é assim, e porque ama, os seus sentimentos andam à deriva, o barco perde o leme e a vela, e, mesmo tendo uma bússula, a agulha hesita, faz troça, diverte-se e aponta para Sul.
Sabe, amigo, tantas vezes me apetece falar do que procuro, da busca incessante pelo que faz sentido. A demanda do amor límpido, seguro, sem hesitação ou medo. Encontro de almas, a tranquilidade de lagos ou de uma praia ao fim do dia, quando as gaivotas perdem medo dos homens que restam e vêm até à beira-mar molhar o pé. Parece simples, não é?
(...)
Desculpe lá o desabafo. Há momentos assim, em que por uma razão ou por outra nos zangamos um bocadinho, nos sentimos mais sós, ou menos bem compreendidos. Às vezes gostava tanto de ter fé. Não pela esperança do perdão ou da vida eterna, que isso para mim é o menos. Nada disso, pela coerência do sistema. Pela garantia de um rumo, a segurança de um caminho, pelo encaixe das peças, que centenas de anos a limar as arestas às almas dos homens (ocupação de monges, sábios e profetas) terão de produzir um credo sem falhas, e quando elas porventura existem, são cobertas pela nossa ignorância assumida, e se confia que quem nos deu tanta beleza para gerir deverá saber o que faz. A ignorância como forma de sabedoria, como a própria prova de uma inteligência universal. Não penso, logo, sou salvo. Sublime, porque a escravidão voluntária é a essência da relação amorosa.»

Vida em Mim, Nuno Lobo Antunes.

Porque gosto de publicidade

Por Miguel C. G.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Sem música, a vida seria um erro*

*Nietzsche

Porque gosto de publicidade

E, uma vez mais, a cidade e os seus espaços - o que parece ser o Bloco das Águas Livres, uma referência na arquitectura portuguesa do século XX - servem de cenário à encenação de momentos do quotidiano para comunicação de mensagens simples e breves. São ocupados com a intensidade da vida que suporta a venda dos sonhos de que a publicidade se alimenta, ao querer estar próxima da essência do sangue que nos corre nas veias ou dos sentimentos de que a pele é feita. O momento que fica é também para desfrutar, em 55 segundos.

Planos singulares

As cidades dentro da cidade

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cultura urbana

"Coimbra precisa, essencialmente, de duas coisas, pelo menos. Precisa de ser uma cidade mais ousada, do ponto de vista cultural, mais dinâmica e mais criativa, com mais iniciativa, mas também precisa de deixar de fazer assentar o discurso na história, no passado. Em Coimbra, o passado ganha terreno ao presente e ao futuro. O que não acontece nas cidades dinâmicas e atractivas.
(...)
Do ponto de vista cultural, Coimbra tem uma tendência brutal para as comemorações, o que come terreno às iniciativas mais criativas.
(...)
Se não fizermos nada, nos proximos 20 anos Coimbra vai o seu lento deslizar a caminho do abismo."

Carlos Fortuna, sociólogo e especialista em cultura urbana.

Uma semana que finda

Na minha vida, ao longo dos dias e também pela espaço imaterial da rede, navego por lugares incertos. Uma vezes à vista, outras sem antecipar mares, cabos, enseadas, ameaças ou abrigos, não representados em cartografia inexistente. É marear sem conhecer a rota, porque o caminho se constrói na descoberta. Viver é isso. O que vamos descobrir para lá de um rochedo por vezes está mais no domínio de outros do que no conhecimento que nos pertence. Afinal, a nossa existência não nos pertence totalmente e perde-se por outras mãos ou passos. Tréguas nesta incerteza. É assim que se mostra confortável olhar para a pausa de dois dias que marca o ciclo dos dias. E, com ela, descarrego um sem número de ocupações da mente que não pertence à suspensão do tempo semanal. Liberto-me de peso inútil: largo lastro, como a embarcação que carrega apenas o essencial. Decido, pois, dar folga à memória, como uma navegação que se suspende e equaciona, qual balanço de conta corrente: neste momento não lhe peço grandes combates. Razão que tão-só me obriga a dizer que descobri a frase abaixo na net - a autoria não recordo. Roubada ou não, parece pertencer ao que não se lança borda fora na indispensabilidade de sulcar a rota.

''(...) beijar-te a boca; deslizar pelo teu corpo, até ao mais quente e húmido dos teus segredos.''

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Porque gosto de publicidade

Depois do mar, regresso à cidade, mas são ainda imagens do mar que me dominam.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Porque gosto de publicidade (em espaços urbanos)

Retenho a cidade como espaço de encontro, aproximação e cumplicidade quase infantil entre pessoas. Pessoas que cruzam olhares profundos como o que, no percurso pela rua, a rapariga oferece ao rapaz, num momento apenas breve no tempo que dura, mas intenso para além das horas.
O resto são improbabilidades para sorrisos breves. Ou, dito de outro modo, uma nota de humor, por Miguel C. G.

Neo-realismo?

Belmonte, por caminhos à deriva.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Porque gosto de publicidade

Palavras

Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.

Madre Teresa de Calcutá

Claro que sim

Porque gosto de publicidade

...e de cidades.

Música do dia

domingo, 4 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Por Portugal

O que muito viaja aumenta a sua sagacidade. Muita coisa vi nas minhas viagens, o meu conhecimento é maior do que as minhas palavras.

Eclesiástico 34,10-11


Lar

Coimbra, ontem à noite.

Versão do dia

Perante o frio que despertou...

Deambulatório pessoal

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Enjoy with joy!

Heaven can wait actually!

Dias que passam. Datas que se repetem. Memórias de sempre. Novembro fechou-se e mal entrados em Dezembro, a aproximação aí está, voraz, a mais um ano que se cumpre. No dia 31, não se deterá. Nada de sustos ou receios. Simplesmente, vive. Sente a música e canta-a, porque não?!... e desliza sobre rodas, sobretudo agora, que o mar parece não querer dar tréguas.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Don't Get It Right, Get It Written!

'Conta corrente'; hoje, na FAUP.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Home

"After long, home is a place where I yearn to belong."

Simply Red, Home.



Janelas

Imagens coleccinadas nas dobras dos espaços

domingo, 27 de novembro de 2011

O Fado já não é português

Elevado hoje a Patrimóno Imaterial da Humanidade pela Unesco mudou de pertença: é universal.

A quase perfeita beleza do Outono que corre

Coimbra; agora.

Depois do mar... por falar em vida:

...a vida é delicada, intensa e maravilhosamente rara. Vive-a, saboreia-a, partilha-a.


sábado, 26 de novembro de 2011

Porque gosto de publicidade

Interessa-me sempre o modo como a cidade serve a boa publicidade. Como é cenário de vida. De vidas. De pessoas felizes. É essa cidade que me seduz, que faz sentido, e, ao encenar ambientes e os contextos que os ocupam, a publicidade recria-a na perfeição. Não é real, mas é bela. Não existe, mas o seu ideal existe. Existe na imaginação que prolonga a realidade retratada para encantamento breve. E a cidade também é isso: invísivel dentro do pensamento. A sua beleza existe, portanto, em nós.
Registo-a. Porque gosto de cidades. Porque gosto de vida. Porque gosto de cidades com vida e para a vida.

Assim corre o Outono


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Brilhante

Em 1987, o trio Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack Dejohnette produz este extraordinário disco - Changeless. Uma referência para momentos de suave tranquilidade. De abandono ao tempo. De acordo com título da faixa, o encanto não acaba, o seu encanto não acaba. Permanece, como cada nota.

Assim corre o Outono


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Também a tua vida...

''A vida é uma viagem, todos o sabemos. Navegação à vista que a rota não foi prevista e o mapa se vai revelando à medida que o tempo caminha. É desconhecido o destino, são incógnitos os portos, escassas as enseadas onde encontrar abrigo. O barqueiro tem uma venda e, cego, o barco prossegue arrastado por ventos e marés, ferido aqui e ali, por correntes e escolhos. Continuamos viagem sem saber bem o que nos guia e que porto demandamos. Pela minha parte, tento encontrar coerência no meu percurso, o sentido oculto, a harmonia que se devará encontrar por detrás de tudo.
(...)
Vem de longe a construção de um homem que arrasta consigo um lastro feito de pedaços do passado.''

Vida em Mim, Nuno Lobo Antunes

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Objectos de culto

Levanta o auscultador;
descreve nove movimentos circulares com o dedo;
espera pelo sinal;
diz o que te vai na alma ou simplesmente fala. Simples e bonito!

sábado, 19 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Parede de sarcasmo

Poetas de rua

Filmografia: cidades

Para arquitectos e outros suspeitos

"Procure o sr. Cabral do Nascimento ter sempre este facto tão presente, que não saiba que o tem presente - que uma obra de arte, por dispersa que seja a sua realisação detalhada, deve ser sempre uma cousa una e organica, em que cada parte é essencial tanto ao todo, como às outras que lhe são annexas, e em que o todo existe syntheticamente em cada uma das partes, e na ligação d'essas partes umas às outras. Comprehenda isto até à inconsciencia. Sinta isto até não o sentir. E, sentido e comprehendido isto até com o corpo, despreze todo o resto. Salte por cima de todas as logicas. Rasgue e queime todas as grammaticas. Reduza a pó todas as coherencias, todas as decencias, e todas as convicções. Feita sua aquella, a unica regra de arte, pode desvairar à vontade, que nunca desvairará; pode exceder-se, que nunca poderá exceder-se; pode dar ao seu espirito todas as liberdades, que elle nunca tomará a de o tornar mau poeta.
O resto é a literatura portugueza."

Fernando Pessoa