sábado, 28 de abril de 2012

Sábado

Em 1984/85 era assim: aos sábados à tarde havia matiné no States, as meninas vestiam-se de laranja e verde alface, calçavam botas de lona cuja cor mais discreta seria a amarela e que combinavam com umas calças de malha que seriam precursoras dos actuais leggings, cobriam-se de fios de prata e expressivas cruzes e corações, usavam chumaços, não pintavam as unhas nem esticavam o cabelo, o rímel, a base e as sombras permaneciam alheados nas cómodas das mães, acertar as sobrancelhas estava fora de causa, os decotes afinavam a dimensão pela inocência dos tempos e da idade, ouvia-se coisas como esta, a electrónica fazia o dia-a-dia da música, mas eram grandes, imensas, tardes e, verdade seja dita, as meninas eram giríssimas!

Filme do dia

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Ficção ou realidade...

...porquê a primeira, se a impressão de que a segunda está distante é tão ilusória quanto qualquer representação ficcionada?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Flesh é nome de beleza

Poucas coisas me parecem tão perfeitas quanto o entendimento entre os corpos da mulher e do homem ao desenharem movimentos livres, mas cúmplices, procurando-se mutuamente. O despojamento é total, a beleza, absoluta. E a vida renasce continuamente em cada gesto, em cada encontro de pele ou dos olhos, em cada mão afagada, em cada fio de cabelo soprado ou tocado pelo ar, em cada poro humedecido, em cada oscilação ou sussurro da respiração, em cada sensação do outro, nos sons que se prologam como extensões corporais, em todos os silêncios, na profundidade de todos os sentidos, na superfície e nas entranhas, e na mais sensível magia que cada um dos corpos produz em reciprocidades contínuas, que se oferecem, recebem, guardam e ampliam.

Tudo em volta é a passagem do tempo

O tempo que passa não passa depressa. O que passa depressa é o tempo que passou.
Vergílio Ferreira


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Quem disse que a vida é simples?

Na tela, em diálogos improváveis.



Dias normais


























Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.

Alberto Caeiro, Um Dia de Chuva, in Poemas Inconjuntos


Evadido


















(...)
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
(...)

Olavo Bilac, Em uma Tarde de Outono




domingo, 22 de abril de 2012



Tropfest - the world's largest short film festival.

O vencedor da edição de 2008 foi um filme inteiramente filmado com recurso a um telemóvel - entre Sydney e Nova Iorque - e produzido com  um orçamento de 40 dolares.
Nunca as limitações ou os impedimentos são aquilo que parecem. Derrubá-los está sempre ao alcance da vontade e da vida.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dia do Beijo



Diz a lenda que o dia surgiu em Itália. Enrique Porchelo beijava todas as mulheres, independentemente do estado civil que ostentassem, e um padre local, tentando colocar fim ao abuso moral, decidiu, a 13 de Abril de 1882, oferecer moedas de ouro a todas a mulheres que nunca houvessem sido beijadas pelo sedutor. Conta-se que nenhuma apareceu para reclamar o prémio, que estará ainda escondido em local desconhecido. Verdade ou apenas fantasia, o dia ficou.
Amizade, carinho afecto, gratidão, alegria, satisfação, impulso, desejo, Amor. Razões diversas, mais ligeiras ou mais profundas, motivam o beijo e podem elevá-lo a dimensões que nenhuma palavra consegue descrever. Com efeitos completamente mágicos, sendo geralmente associado a cenas de grande romantismo, o ser humano dá-lhe tanta importância que o dia 12 de Abril passou a ser mesmo assinalado como o Dia do Beijo.
Definitivamente, a vida não seria a mesma sem o seu poder.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Música do dia


Mais um contributo da antena do meu carro, enquanto este me faz deslizar pelos caminhos do quotidiano, levando-me com sons pouco rotineiros. Aí está a prova de que o cover pode superar o original e de que a vida sem música seria mesmo um erro. A música confunde-se com a vida ou é a própria vida.

Ainda há romance na cidade