À deriva pelo interior das Belas Artes: a absoluta riqueza da vida e dos dias por entre um caos que seduz e conforta.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Sábado
Em 1984/85 era assim: aos sábados à tarde havia matiné no States, as meninas vestiam-se de laranja e verde alface, calçavam botas de lona cuja cor mais discreta seria a amarela e que combinavam com umas calças de malha que seriam precursoras dos actuais leggings, cobriam-se de fios de prata e expressivas cruzes e corações, usavam chumaços, não pintavam as unhas nem esticavam o cabelo, o rímel, a base e as sombras permaneciam alheados nas cómodas das mães, acertar as sobrancelhas estava fora de causa, os decotes afinavam a dimensão pela inocência dos tempos e da idade, ouvia-se coisas como esta, a electrónica fazia o dia-a-dia da música, mas eram grandes, imensas, tardes e, verdade seja dita, as meninas eram giríssimas!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Ficção ou realidade...
...porquê a primeira, se a impressão de que a segunda está distante é tão ilusória quanto qualquer representação ficcionada?
terça-feira, 24 de abril de 2012
Flesh é nome de beleza
Poucas coisas me parecem tão perfeitas quanto o entendimento entre os corpos da mulher e do homem ao desenharem movimentos livres, mas cúmplices, procurando-se mutuamente. O despojamento é total, a beleza, absoluta. E a vida renasce continuamente em cada gesto, em cada encontro de pele ou dos olhos, em cada mão afagada, em cada fio de cabelo soprado ou tocado pelo ar, em cada poro humedecido, em cada oscilação ou sussurro da respiração, em cada sensação do outro, nos sons que se prologam como extensões corporais, em todos os silêncios, na profundidade de todos os sentidos, na superfície e nas entranhas, e na mais sensível magia que cada um dos corpos produz em reciprocidades contínuas, que se oferecem, recebem, guardam e ampliam.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Dias normais
Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.
Alberto Caeiro, Um Dia de Chuva, in Poemas Inconjuntos
Evadido
(...)
A água cantou. Rodeava, aos beijos, os teus flancos
A espuma, desmanchada em riso e flocos brancos...
(...)
Olavo Bilac, Em uma Tarde de Outono
domingo, 22 de abril de 2012
Tropfest - the world's largest short film festival.
O vencedor da edição de 2008 foi um filme inteiramente filmado com recurso a um telemóvel - entre Sydney e Nova Iorque - e produzido com um orçamento de 40 dolares.
Nunca as limitações ou os impedimentos são aquilo que parecem. Derrubá-los está sempre ao alcance da vontade e da vida.
sábado, 21 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Dia do Beijo
Diz a lenda que o dia surgiu em Itália. Enrique Porchelo beijava todas as mulheres, independentemente do estado civil que ostentassem, e um padre local, tentando colocar fim ao abuso moral, decidiu, a 13 de Abril de 1882, oferecer moedas de ouro a todas a mulheres que nunca houvessem sido beijadas pelo sedutor. Conta-se que nenhuma apareceu para reclamar o prémio, que estará ainda escondido em local desconhecido. Verdade ou apenas fantasia, o dia ficou.
Amizade, carinho afecto, gratidão, alegria, satisfação, impulso, desejo, Amor. Razões diversas, mais ligeiras ou mais profundas, motivam o beijo e podem elevá-lo a dimensões que nenhuma palavra consegue descrever. Com efeitos completamente mágicos, sendo geralmente associado a cenas de grande romantismo, o ser humano dá-lhe tanta importância que o dia 12 de Abril passou a ser mesmo assinalado como o Dia do Beijo.
Definitivamente, a vida não seria a mesma sem o seu poder.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Música do dia
Mais um contributo da antena do meu carro, enquanto este me faz deslizar pelos caminhos do quotidiano, levando-me com sons pouco rotineiros. Aí está a prova de que o cover pode superar o original e de que a vida sem música seria mesmo um erro. A música confunde-se com a vida ou é a própria vida.
Aforismos roubados
God created paper for the purpose of drawing architecture on it. Everything else is at least for me an abuse of paper.
Alvar Aalto
Alvar Aalto
sábado, 7 de abril de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Sem parar!

"(...)
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
(...)"
Vinicius de Morais, Samba da Benção
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Momentos de MAGIA
Já publiquei estas palavras. Que interessa? Nunca se esgotam. Perduram. Deixá-las-ei aqui uma e outra e mais uma vez. O tempo passado na água é determinado por experiências únicas. O filme explica-as com clareza total. E, nesse universo outro, há um tempo dentro do tempo que se destaca. Poucos momentos têm a magia do instante em que a prancha é arrancada ao movimento dos braços pelo poder de projecção da onda que começa e partir. Esse instante, em que começamos a deslizar pela parede lisa da água do mar, fica-nos sempre na retina, na memória, após cada onda bem sucedida, como um encontro com a simplicidade absoluta. É tão curto, tão raro, mas tão intenso, que guarda o valor da essência das coisas, do ponto a partir do qual deixam de existir e, por isso mesmo, pela fragilidade breve do momento em que são sentidas, em que nos assaltam, são as melhores - como acontece sempre com a doce mas vigorosa energia que se liberta de um especial, único, singular e inexplicável encontro de olhares: na rapidez mais absoluta, dura a eternidade de uma vida.
domingo, 1 de abril de 2012
Imagens quase banais

É um tempo que já não habita o presente, aquele que a imagem fixa. Que momentos e movimentos se gravam em cada marca de abandono que se espalha por paredes e permanece pelo chão?
Como as pessoas, as casas retêm aqueles que as habitaram - estão em cada esquina ou dobra do espaço.
A vida permanece para além dos seus momentos mais evidentes.
Música do dia
Uma confortável e bela companhia, em antena na Smooth, enquanto deslizo pela A14 em mais uma manhã de domingo que me leva até ao mar.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Shame
terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Porque gosto de publicidade
Gosto de publicidade. Gosto de quem faz muito com pouco. Muito conteúdo; pouco tempo. Mensagem clara e curto espaço. E gosto, sobretudo, de publicidade que faz da cidade o seu décor, o seu campo de acção. Que se serve dos ritmos e dinâmicas do quotidiano urbano para encenar o pequeno mundo que nos é oferecido como objecto de maior ou menor sonho. Não há publicidade sem dimensão onírica e sem proximidade com a vida, com o que imaginamos, sentimos ou queremos. Gosto da vida que se espalha por ruas, recantos, interiores, e se desloca com pessoas, pelos espaços que habitam - gosto que a publicidade a capte e no-la ofereça. O que seriam estas imagens sem a cidade por trás? ...mas essa é apenas uma das das perguntas possíveis. Ultrapasso-a e à cidade. Não há cidade sem pessoas - já se sabe - e a cidade só faz sentido com pessoas felizes. Acima de tudo, o que seriam estas imagens sem o poder do beijo?
sexta-feira, 23 de março de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)






















































