terça-feira, 24 de julho de 2012

À noite, a praia também vive

Entre a cidade e o inesperado

A cidade é um cenário inesperado. A vida, um contexto não antecipável. As pessoas, imprevisíveis. O acaso habita por todas as dobras e recantos impercepíveis do tempo que se desenrola com gente por dentro. Por entre todo o improgramável, a poética e a beleza, a mais verdadeira de todas as realidades e a mais essencial que habita a vida, ocupam a cidade à prova de todas forças, contra todas as ameaças, reordenando o mundo com a lógica de não poder ser outra.

Rich Lam, Getty Images, Vancouver, 2011

Retalhos de vida na cidade

Les amoureux de La Bastille, Willy Ronis, 1957.

Com os pés de volta à areia

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DIA BOM

Com a  mesma calma, paz, placidez e tranquilidade de uma bela manhã de domingo, que apenas espera que a felicidade permaneça por perto e preencha cada parte do interior corporal e mental a que se chama verdadeira e única casa.

Sunday morning, Robert Doisneau, 1945

terça-feira, 17 de julho de 2012

Imagem do dia - ou fotografias de sempre

O Beijo do Hotel de Ville, Robert Doisneau, , Paris, 1950.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A vida, numa imagem

...o final de tarde tem cores que as palavras não conhecem.

Palavras icónicas

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Porque gosto de publicidade

Pedaços de textos roubados

"Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de nao ter um filho. Chamava-se Crisóstomo. Estava sozinho, os seus amores haviam falhado e sentia que tudo lhe faltava pela metade, como se tivesse apenas metade dos olhos, metade do peito e metade das pernas, metade da casa e dos talheres, metade dos dias, metade das palavras para se explicar às pessoas."

"Olhava para os seus livros e sabia que nenhum tinha a intensidade do que vira. Vira o peito da mulher"

"O toque de alguém, dizia ele, é o verdadeiro lado de cá da pele. Quem não é tocado não se cobre nunca, anda como nu. De ossos à mostra. E amar uma pessoa é o destino do mundo."

valter hugo mãe - filho de mil homens

Imagem do dia - resistência absoluta.

Bem do fundo do baú

O contacto com os Verve surgiu inesperada e fortuitamente quando por um absoluto acaso me vi envolvido numa realização festiva, de rua, em Roma, por alturas do Natal. Bittersweet Synphony enchia a cidade e coloria o ar. Passados uns 15 anos o som é o mesmo: enche o espaço e dá cor ao tempo. Algo só ao alcance dos sons maiores.

Ready... Set... or GO?

Do it or what?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

50 anos de músicas e concertos

Imagem do dia - com a poética de outros tempos (e de outra idade)

Música do dia

Dia 19, às 22hh00, em Cascais. Isto, SIM - para além de todo o ruído que nesta altura assalta o país sob a apelativa e comercialmente eficaz etiqueta de Festival. r&b, hip-hop e soul, bem como ritmos de jazz, trarão Erykah Badu a fazer estreia em Portugal, no Cascais Music Festival.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Porque gosto de publicidade

Mais uma vez, é o cenário vivido com pessoas por dentro que me chama. É o olhar, o gesticular, o passo, a emoção - ainda que produzida para o filme - que me convocam e deixam preso aos poucos minutos que duram as imagens. São curtos, mas gosto que o sejam. Gosto que a intensidade suba ao máximo, com uma contenção de meios e discursiva que me agarra e fascina. Afinal de contas, tudo que é verdadeiramente importante é compreensível pela boa publicidade: com pouco tempo vive na eternidade com que é percepcionado e guardado. Por isso, gosto tanto de publicidade. Pelo modo sublime como se cola à vida, encenando-a na perfeição. Com beleza. Vive o Momento. Now. O presente é o teu momento. faz por isso!

Voilá

Icónica ou apenas de fácil condução por entre carros, semáforos e paragens, na verdade mostra-se divertida e as deslocações ganham uma outra cor e som: a cidade está próxima e as pessoas, ao alcance, acompanham-me nas curtas viagens. É conduzir - mais do que conduzir, estar - por dentro da vida.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Música do dia, com a cidade por trás

Todo o universo é feminino

O espaço pertence-lhe. Que se desloque, caminhe, balanceie, rodopie, pise com cuidado e quase levitando, gesticule, olhe com a certeza da precisão mas com leveza, sorria como se a energia fosse silenciosa ou ria como se o sol explodisse em raios de luz e cor, ou simplesmente páre. Permaneça. A prioridade pertence-lhe - que a cuide como melhor sabe fazer. E faz sempre bem.