segunda-feira, 30 de julho de 2012
"Enquanto houver ventos e mares, a gente não vai parar..."
A noite passada, em concerto: Jorge Palma, arrebatadoramente cativante, inexcedível, brutal, gigante, inundando o ar com a insuperável beleza das suas letras e o sensível poder da música que lhe sai da alma.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Ode Marítima de Álvaro de Campos, por Diogo Infante, esta noite na Quinta das Lágrimas: sublime!
(...) No mar, no mar, no mar, no mar,
Eh! pôr no mar, no vento, às vagas,
A minha vida!
Salgar de espuma arremessada pelos ventos
Meu paladar das grandes viagens.
Fustigar de água chicoteante as carnes da minha aventura,
Repousar de frios oceânicos os ossos da minha existência,
Flagelar, cortar, engelhar de ventos, espumas, de sóis,
Meu ser ciclónico e oceânico. (...)
Álvaro de Campos
terça-feira, 24 de julho de 2012
Porque gosto de publicidade
"It might be our network but it's your playground"... It's really my playground.
Entre a cidade e o inesperado
A cidade é um cenário inesperado. A vida, um contexto não antecipável. As pessoas, imprevisíveis. O acaso habita por todas as dobras e recantos impercepíveis do tempo que se desenrola com gente por dentro. Por entre todo o improgramável, a poética e a beleza, a mais verdadeira de todas as realidades e a mais essencial que habita a vida, ocupam a cidade à prova de todas forças, contra todas as ameaças, reordenando o mundo com a lógica de não poder ser outra.
Rich Lam, Getty Images, Vancouver, 2011
Rich Lam, Getty Images, Vancouver, 2011
quinta-feira, 19 de julho de 2012
DIA BOM
Com a mesma calma, paz, placidez e tranquilidade de uma bela manhã de domingo, que apenas espera que a felicidade permaneça por perto e preencha cada parte do interior corporal e mental a que se chama verdadeira e única casa.
Sunday morning, Robert Doisneau, 1945
Sunday morning, Robert Doisneau, 1945
terça-feira, 17 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Pedaços de textos roubados
"Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de nao ter um filho. Chamava-se Crisóstomo. Estava sozinho, os seus amores haviam falhado e sentia que tudo lhe faltava pela metade, como se tivesse apenas metade dos olhos, metade do peito e metade das pernas, metade da casa e dos talheres, metade dos dias, metade das palavras para se explicar às pessoas."
"Olhava para os seus livros e sabia que nenhum tinha a intensidade do que vira. Vira o peito da mulher"
"O toque de alguém, dizia ele, é o verdadeiro lado de cá da pele. Quem não é tocado não se cobre nunca, anda como nu. De ossos à mostra. E amar uma pessoa é o destino do mundo."
valter hugo mãe - filho de mil homens
"Olhava para os seus livros e sabia que nenhum tinha a intensidade do que vira. Vira o peito da mulher"
"O toque de alguém, dizia ele, é o verdadeiro lado de cá da pele. Quem não é tocado não se cobre nunca, anda como nu. De ossos à mostra. E amar uma pessoa é o destino do mundo."
valter hugo mãe - filho de mil homens
Bem do fundo do baú
O contacto com os Verve surgiu inesperada e fortuitamente quando por um absoluto acaso me vi envolvido numa realização festiva, de rua, em Roma, por alturas do Natal. Bittersweet Synphony enchia a cidade e coloria o ar. Passados uns 15 anos o som é o mesmo: enche o espaço e dá cor ao tempo. Algo só ao alcance dos sons maiores.
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